X River Rock Festival
 
Local: Indaial/SC - 08, 09 e 10/08/08.

Bandas: mais de 30 bandas.

 

    Já estávamos com saudade desse clima musical em Santa Catarina. O estado está se destacando no cenário brasileiro por seus famosos festivais que proporcionam grandes encontros entre bandas, público, amigos... é uma festa!
    O River Rock Festival é o maior deles e entre os dias 8, 9 e 10 de agosto celebramos a décima edição, para a felicidade dos fiéis freqüentadores. Desta vez o local mudou, para eterna discussão de quem achou melhor ou pior. A principal diferença foi a estrutura fechada e coberta para os shows, impossibilitando aquela cena clássica do River, onde a galera assava um churrasco na frente da barraca e assistia aos shows de longe... Mas neste final de semana de chuva constante foi um alívio estar entre paredes.
    Como já é de praxe a combinação festival + chuva = lama, não vou nem comentar os pés molhados por dois dias, a galera escorregando, as barracas encharcadas, os banheiros imundos... porque isso não é novidade e também não acaba com a festa de ninguém. Novidade é que a estrutura melhorou do ano passado para este, mas a multidão não colabora na manutenção da limpeza. O local dos banhos gelados, que acordavam até defunto, era cruel, rodeado de lama por todos os lados. E muita gente reclamou dos preços um tanto salgados da comida e bebida (já que a mesma não podia ser levada de casa). Mas com certeza era muito mais para curtir do que reclamar, pois o espírito do River é algo contagiante e merece o nosso apoio para que continue cada vez melhor!
    Foram 32 bandas no palco do River Rock Festival (vi apenas uma banda não comparecer) e desta vez, com ritmos bastante variados. Quem esteve em 2007 pôde notar a grande abertura para outros estilos como o Hard Rock, Heavy Metal, Rock e Punk Rock. Destaques para as bandas catarinenses Steel Warrior, Vlad V, Orquídea Negra, Thormentor, Still Life e Perpetual Dreams, a paulistana Voodoo Shyne lançando o EP “High Vibe” e a paranaense Guns n’ Roses South America.
    Os fãs do metal extremo também não puderam reclamar a presença de grandes bandas do gênero como as catarinenses Khrophus, Vulkro, Pain Of Soul e Rhestus, Amen Corner de Curitiba, Darma Khaos de Minas e Lápide de Porto Alegre. Claro, sem desmerecer todas as bandas que, tiveram seu momento e deram o melhor de si para o festival, sem dúvida alguma.
    A banda Lápide de Porto Alegre veio mostrar seu mais recente trabalho intitulado “Over The Grave” e a qualidade musical deixou o público muito satisfeito. Grandes nomes como Eduardo Martinez, Gustavo Strapazon, Rogério Pires e Hercules Priester fizeram desta uma das grandes apresentações do festival na noite de sábado.
Martinez comenta que “o sucesso de uma banda não depende só de mídia, tem que tocar e mostrar o trabalho. Nós gostamos desse contato entre o público e a banda em festivais como o River”. Ele, que também é guitarrista da banda Hangar, administra seu tempo entre a turnê, as aulas e a família, mas como todo grande músico o faz com satisfação e recebe o retorno e carinho dos fãs.
    Hercules, baterista como seu irmão Aquiles Priester, após o show declarou: “o público foi animal e o som do palco estava muito bom, melhorou muito em relação a última vez que tocamos no festival”, referindo - se ao show da Lápide em 2003.
    Outro destaque da noite foi a banda carioca Matanza, muito aguardada pelo público que encheu o pavilhão. Porém, depois de dois dias de muita festa era visível o cansaço do público que assistiu ao show sem grandes demonstrações de empolgação, o que pareceu irritar e muito o vocalista que saiu do palco literalmente chutando um fã que insistiu em subir lá. Mesmo que tenha seus motivos, causou uma impressão muito ruim e desnecessária para o público catarinense, até mesmo para os fãs. Lamentável essa cena.
    Por outro lado, o show de encerramento da Motorocker de Curitiba foi uma injeção de adrenalina no público moribundo que ainda se encontrava presente. Incrível, mas mesmo depois de um final de semana inteiro de festa, no desânimo de levantar acampamento (no meio daquele lamaçal não foi nada fácil), a galera ficou lá, firme e forte, agitando num dos shows mais animados e eletrizantes que eu já vi deles.
    Fechou com chave de ouro! Motorocker assumiu o palco por volta das 16 hs e só parou quando já anoitecia, esgotando o restinho de energia dos roucos (como eu e o Adílson, organizador do evento) que ficaram até o fim. Mandou a galera pra casa cansada, mas feliz, contando os dias para o próximo festival. E o povo já pode se preparando para o IV Orquídea Rock Festival em Lages nos dias 12, 13 e 14 de dezembro. Até lá!!

 
Texto por Carolina Brand
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