| Já
estávamos com saudade desse clima musical em Santa
Catarina. O estado está se destacando no cenário
brasileiro por seus famosos festivais que proporcionam grandes
encontros entre bandas, público, amigos... é
uma festa!
O River Rock Festival é o
maior deles e entre os dias 8, 9 e 10 de agosto celebramos
a décima edição, para a felicidade
dos fiéis freqüentadores. Desta vez o local
mudou, para eterna discussão de quem achou melhor
ou pior. A principal diferença foi a estrutura fechada
e coberta para os shows, impossibilitando aquela cena clássica
do River, onde a galera assava um churrasco na frente da
barraca e assistia aos shows de longe... Mas neste final
de semana de chuva constante foi um alívio estar
entre paredes.
Como já é de praxe
a combinação festival + chuva = lama, não
vou nem comentar os pés molhados por dois dias, a
galera escorregando, as barracas encharcadas, os banheiros
imundos... porque isso não é novidade e também
não acaba com a festa de ninguém. Novidade
é que a estrutura melhorou do ano passado para este,
mas a multidão não colabora na manutenção
da limpeza. O local dos banhos gelados, que acordavam até
defunto, era cruel, rodeado de lama por todos os lados.
E muita gente reclamou dos preços um tanto salgados
da comida e bebida (já que a mesma não podia
ser levada de casa). Mas com certeza era muito mais para
curtir do que reclamar, pois o espírito do River
é algo contagiante e merece o nosso apoio para que
continue cada vez melhor!
Foram 32 bandas no palco do River
Rock Festival (vi apenas uma banda não comparecer)
e desta vez, com ritmos bastante variados. Quem esteve em
2007 pôde notar a grande abertura para outros estilos
como o Hard Rock, Heavy Metal, Rock e Punk Rock. Destaques
para as bandas catarinenses Steel Warrior, Vlad V, Orquídea
Negra, Thormentor, Still Life e Perpetual Dreams, a paulistana
Voodoo Shyne lançando o EP “High Vibe” e a paranaense
Guns n’ Roses South America.
Os fãs do metal extremo também
não puderam reclamar a presença de grandes
bandas do gênero como as catarinenses Khrophus, Vulkro,
Pain Of Soul e Rhestus, Amen Corner de Curitiba, Darma Khaos
de Minas e Lápide de Porto Alegre. Claro, sem desmerecer
todas as bandas que, tiveram seu momento e deram o melhor
de si para o festival, sem dúvida alguma.
A banda Lápide de Porto Alegre
veio mostrar seu mais recente trabalho intitulado “Over
The Grave” e a qualidade musical deixou o público
muito satisfeito. Grandes nomes como Eduardo Martinez, Gustavo
Strapazon, Rogério Pires e Hercules Priester fizeram
desta uma das grandes apresentações do festival
na noite de sábado.
Martinez comenta que “o sucesso de uma banda não
depende só de mídia, tem que tocar e mostrar
o trabalho. Nós gostamos desse contato entre o público
e a banda em festivais como o River”. Ele, que também
é guitarrista da banda Hangar, administra seu tempo
entre a turnê, as aulas e a família, mas como
todo grande músico o faz com satisfação
e recebe o retorno e carinho dos fãs.
Hercules, baterista como seu irmão
Aquiles Priester, após o show declarou: “o público
foi animal e o som do palco estava muito bom, melhorou muito
em relação a última vez que tocamos
no festival”, referindo - se ao show da Lápide em
2003.
Outro destaque da noite foi a banda
carioca Matanza, muito aguardada pelo público que
encheu o pavilhão. Porém, depois de dois dias
de muita festa era visível o cansaço do público
que assistiu ao show sem grandes demonstrações
de empolgação, o que pareceu irritar e muito
o vocalista que saiu do palco literalmente chutando um fã
que insistiu em subir lá. Mesmo que tenha seus motivos,
causou uma impressão muito ruim e desnecessária
para o público catarinense, até mesmo para
os fãs. Lamentável essa cena.
Por outro lado, o show de encerramento
da Motorocker de Curitiba foi uma injeção
de adrenalina no público moribundo que ainda se encontrava
presente. Incrível, mas mesmo depois de um final
de semana inteiro de festa, no desânimo de levantar
acampamento (no meio daquele lamaçal não foi
nada fácil), a galera ficou lá, firme e forte,
agitando num dos shows mais animados e eletrizantes que
eu já vi deles.
Fechou com chave de ouro! Motorocker
assumiu o palco por volta das 16 hs e só parou quando
já anoitecia, esgotando o restinho de energia dos
roucos (como eu e o Adílson, organizador do evento)
que ficaram até o fim. Mandou a galera pra casa cansada,
mas feliz, contando os dias para o próximo festival.
E o povo já pode se preparando para o IV Orquídea
Rock Festival em Lages nos dias 12, 13 e 14 de dezembro.
Até lá!!
|