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Workshop KR Drums
Local:
Casa da Cultura Dide Brandão – 27/11/07 - Itajaí/SC
 

Músicos: Marcos Feminella (Stormental), Jaques Blassetti (John Balla Jones) e Mario Jr. (Tribuzana/Samburá).


 

    Com atraso superior à uma hora, causado pelo congestionamento do trânsito e um pequeno acidente com o veículo que transportava instrumentos e músicos, o evento teve início com um público aproximado de quarenta pessoas.     Número reduzido e inexplicável, visto que na região de Itajaí há uma quantidade enorme de pessoas relacionadas ao meio musical e, certamente, se metade dos bateristas do município estivesse presente, teríamos o dobro de espectadores.
    
Kennedy Ribeiro, proprietário da KR Drums, abriu o workshop apresentando a empresa, contando sobre os primeiros passos na fabricação de baterias e as vantagens na obtenção de um instrumento personalizado. Comentou sobre os diferentes modelos e materiais de tambores, a importância em saber o estilo musical que o consumidor pretende tocar e os compromissos sócio - ambientais assumidos, que são:
* Para cada peça fabricada, uma muda da árvore utilizada na construção é plantada;
* Os músicos endorsados fornecem aulas gratuitas para crianças da rede pública de ensino, sendo que o pré - requisito é o bom rendimento do aluno na escola e na música.


    Após a breve abertura, Marcos Feminella, baterista da Stormental, executou algumas composições do debut de sua banda, entre elas “The Conquer” e “Rising”. Com influências diversas, do Progressive Rock ao Heavy Metal, mostrou precisão e técnica, com domínio sobre utilização de dois bumbos e criatividade nos arranjos sobre compassos complexos. Além de trabalhos próprios, passou alguns exercícios básicos que ajudarão os iniciantes.
    
Com influências aparentes de Rock And Roll, Jazz e MPB, Jaques Blassetti (John Balla Jones), mostrou com orgulho sua nova ferramenta de trabalho e reforçou as vantagens em se obter um instrumento customizado. O baterista passou alguns exercícios e colheu e-mails da platéia, para posteriormente encaminhar as partituras. Demonstrou a utilização de vários recursos nos diferentes estilos musicais, enfatizou a importância do feeling e tocou algumas interpretações instrumentais para clássicos da MPB. Assim como ocorreu com Marcos e Kennedy, a tensão e a timidez estavam nítidas, mas não comprometeram o resultado final.
    
Contribuindo para a diversidade do evento, Mário Júnior (Tribuzana/Samburá) fechou o evento com alguns temas influenciados por Jazz, Fusion, Regionalista e Música Instrumental Brasileira. Considerado um dos melhores bateristas da região, provou que a fama que o persegue não é em vão. Talvez pela experiência em apresentações, mostrou-se mais desinibido em relação aos demais. Infelizmente, o tempo agiu como inimigo e não acompanhamos o encerramento.
    
Certamente uma grande iniciativa, pois leva aos interessados três excelentes bateristas de estilos musicais distintos. Faltou maior colaboração por parte do público, que sempre reclama da ausência de eventos na cidade, mas quando tem, não comparece.
    
Um outro vergonhoso fator observado é a quantidade de patrocinadores, pois só em Itajaí há várias de lojas de CDs, DVDs e instrumentos, que poderiam investir em cultura e divulgar seus produtos.
 

Fotos: Sabrina Lucindo da Silva
Texto: Cristiano "Frank" Gonçalves
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