|
Com
atraso superior à uma hora, causado pelo congestionamento
do trânsito e um pequeno acidente com o veículo
que transportava instrumentos e músicos, o evento
teve início com um público aproximado de
quarenta pessoas. Número
reduzido e inexplicável, visto que na região
de Itajaí há uma quantidade enorme de pessoas
relacionadas ao meio musical e, certamente, se metade
dos bateristas do município estivesse presente,
teríamos o dobro de espectadores.
Kennedy
Ribeiro, proprietário da KR Drums, abriu o workshop
apresentando a empresa, contando sobre os primeiros passos
na fabricação de baterias e as vantagens
na obtenção de um instrumento personalizado.
Comentou sobre os diferentes modelos e materiais de tambores,
a importância em saber o estilo musical que o consumidor
pretende tocar e os compromissos sócio - ambientais
assumidos, que são:
* Para cada peça fabricada, uma muda da árvore
utilizada na construção é plantada;
* Os músicos endorsados fornecem aulas gratuitas
para crianças da rede pública de ensino,
sendo que o pré - requisito é o bom rendimento
do aluno na escola e na música.
|
|
Após a breve abertura,
Marcos Feminella, baterista da Stormental, executou algumas
composições do debut de sua banda, entre
elas “The Conquer” e “Rising”. Com influências diversas,
do Progressive Rock ao Heavy Metal, mostrou precisão
e técnica, com domínio sobre utilização
de dois bumbos e criatividade nos arranjos sobre compassos
complexos. Além de trabalhos próprios, passou
alguns exercícios básicos que ajudarão
os iniciantes.
Com
influências aparentes de Rock And Roll, Jazz e MPB,
Jaques Blassetti (John Balla Jones), mostrou com orgulho
sua nova ferramenta de trabalho e reforçou as vantagens
em se obter um instrumento customizado. O baterista passou
alguns exercícios e colheu e-mails da platéia,
para posteriormente encaminhar as partituras. Demonstrou
a utilização de vários recursos nos
diferentes estilos musicais, enfatizou a importância
do feeling e tocou algumas interpretações
instrumentais para clássicos da MPB. Assim como
ocorreu com Marcos e Kennedy, a tensão e a timidez
estavam nítidas, mas não comprometeram o
resultado final.
Contribuindo
para a diversidade do evento, Mário Júnior
(Tribuzana/Samburá) fechou o evento com alguns
temas influenciados por Jazz, Fusion, Regionalista e Música
Instrumental Brasileira. Considerado um dos melhores bateristas
da região, provou que a fama que o persegue não
é em vão. Talvez pela experiência
em apresentações, mostrou-se mais desinibido
em relação aos demais. Infelizmente, o tempo
agiu como inimigo e não acompanhamos o encerramento.
Certamente
uma grande iniciativa, pois leva aos interessados três
excelentes bateristas de estilos musicais distintos. Faltou
maior colaboração por parte do público,
que sempre reclama da ausência de eventos na cidade,
mas quando tem, não comparece.
Um
outro vergonhoso fator observado é a quantidade de
patrocinadores, pois só em Itajaí há várias
de lojas de CDs, DVDs e instrumentos, que poderiam investir em cultura
e divulgar seus produtos.
|