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21 de janeiro de 2006, a primeira edição
do Vooadera Festival foi realizada, apresentando bandas
consagradas no cenário catarinense, entre elas,
Shadow Of Sadness e Infektus. Mesmo sendo uma produtora
nova, mostrou profissionalismo através de uma boa
divulgação, local adequado e equipamentos
de som e iluminação de ótima qualidade.
Após a repercussão
do evento, várias edições menores
ocorreram, denominadas Vooaderinhas, porém, o público
sentia falta de algum grande nome em nosso Estado. Aproximadamente
um ano e meio depois, surge a divulgação
do II Vooadera Festival, anunciando um dos maiores nomes
do Death Metal mundial, o Krisiun. Honrando o dinheiro
do espectador e agradando todos os gostos, também
fizeram parte do cast: Unmaker, Rhestus, Vulkro, Orquídea
Negra e Necropsya.
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Por volta das 20 horas, a Unmaker
iniciou sua apresentação com um som extremo
e técnico, resultante da fusão Death, Splatter,
Thrash e Heavy Metal. Além de músicas virtuosas
do EP “Rape Reality”, mostraram covers como: “Holy Diver”
(Dio), “Stripped, Raped And Strangled” (Cannibal Corpse)
e “When Satan Rules His World” (Deicide). Sem desmerecer
os instrumentistas, o destaque da banda é o vocalista
ultraversátil, que trafega facilmente do grave
ao agudo e do limpo ao gutural, além de passar
pelo rasgado. Um outro detalhe considerável é
o visual, substituindo as tradicionais camisetas pretas
pelas brancas manchadas sangue. Certamente uma grande
revelação nacional.
A Rhestus, que está em
estúdio gravando o segundo full lenght, foi a segunda
atração da noite. Como sempre, uma excelente
apresentação de Thrash Metal, cativando
todos os presentes e gerando várias rodas em meio
aos espectadores. Do debut, tocaram: “Insane War”, “Tsavo:
The Place Of Slaughter”, “Bullet In Point”, “Eternal Sorrow”,
“Die Like A Dog” e “Big Anesthesia”. Ressusitaram uma
da época da demo “Had A World” (1996), intitulada
“Stress And Hatred”, além de três novas,
sendo elas: “How To Explain”, “Fuck Off” e “Rage Is My
Food, Haze Is My Guide”. De cover, escolheram “Curse The
Gods” (Destruction). Terminada e apresentação,
quem mais sofreu foi a bateria, pois Jailson é
extremamente violento com seu instrumento.
O Doom Metal também teve
espaço no evento, sendo representado pela Vulkro.
O trio competente teve o set composto por “Inferno”, “Frustration”,
“Paradise”, “Violin Of Hell II”, “The Insanity Of A Scholars
Man”, “Necessity Of Belief”, finalizando com um medley
contendo “After All” e “Black Sabbath” (Black Sabbath).
A quarta atração
da noite foi a banda nacional de maior reconhecimento
no exterior. O Krisiun está em tour de divulgação
do álbum “Assassination”, considerado por muitos
o melhor do trio, principalmente por apresentar uma maior
variação de andamentos, tornando a sonoridade
mais diversificada. Fazendo uma retrospectiva pela carreira,
só não tocaram músicas do primeiro
registro em CD (“Unmercyful Order”). É a segunda
vez que presenciamos os gaúchos ao vivo (a primeira
foi em 2002, no River Rock Festival) e eles continuam
sendo um exemplo de humildade e um orgulho nacional. Mesmo
com todo o sucesso alcançado, não foram
contaminados com o estrelismo e demonstraram em todos
os momentos respeito e consideração com
os presentes. Quem assistiu ao DVD gravado na Polônia,
percebeu que independente do local e do público,
o show é invariável. Além de músicos,
os integrantes são atletas, pois manter tal velocidade
e brutalidade por mais de uma hora, exige técnica
e preparo físico. O set list foi: “Ominous”, “Vengeances
Revelation”, “Vicious Wrath”, “Murderer”, “Refusal”, “Slain
Fate”, “Hatred Inherit”, “Bloodcraft”, “Ethereal World”,
“Apocalyptic Victory”, “Kings Of Killing”, “In League
With Satan” (Venom) e “Black Force Domain”. Completando
o espetáculo, desumanos solos de bateria e guitarra.
Aos que acreditavam que após
o Krisiun haveria redução do público,
enganaram-se, pois uma quantidade considerável
dos presentes quis ver a lageana Orquídea Negra.
A banda mais antiga do Estado sobreviveu às mudanças
de vocalista e agora aposta em Samuel. Mais seguro em
relação à apresentação
no Festival Porto da Música (maio de 2006), o novo
membro mostra técnica e confiança, faltando
alcançar a presença de palco e o carisma
dos demais integrantes. Fato que será conquistado
com o tempo, afinal, Vinicius, Marcelo e Robson estão
juntos há 20 anos. Do “Who´s Dead?” (debut),
tocaram: “Christmas Night”, “Miss You” e “Surrender”.
Do segundo álbum (auto - intitulado), foram: “Touch
Your Dream”, “Some Light To See”, “The Darkness” e “7543”.
Uma surpresa foram os novos covers, sendo eles: “Sabbath
Bloody Sabbath” e “Children Of The Grave” (ambas do Black
Sabbath), “Princess Of The Night” (Saxon) e “Phanton Of
The Opera” (Iron Maiden).
A última banda da noite
foi a Necropsya, porém, como estávamos cansados,
não presenciamos. De longe, ouvimos apenas covers
de Anthrax e Pantera.
Sem dúvida, um evento invejável,
faltando apenas maior comparecimento do público,
que muito reclama, mas nem sempre prestigia.
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