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II Vooadera Festival
Local:
Clube 1º de Junho São José/SC - 16/06/07
 

Bandas: Unmaker, Rhestus, Vulkro, Krisiun, Orquídea Negra e Necropsya.


 

    Em 21 de janeiro de 2006, a primeira edição do Vooadera Festival foi realizada, apresentando bandas consagradas no cenário catarinense, entre elas, Shadow Of Sadness e Infektus. Mesmo sendo uma produtora nova, mostrou profissionalismo através de uma boa divulgação, local adequado e equipamentos de som e iluminação de ótima qualidade.
    Após a repercussão do evento, várias edições menores ocorreram, denominadas Vooaderinhas, porém, o público sentia falta de algum grande nome em nosso Estado. Aproximadamente um ano e meio depois, surge a divulgação do II Vooadera Festival, anunciando um dos maiores nomes do Death Metal mundial, o Krisiun. Honrando o dinheiro do espectador e agradando todos os gostos, também fizeram parte do cast: Unmaker, Rhestus, Vulkro, Orquídea Negra e Necropsya.



    Por volta das 20 horas, a Unmaker iniciou sua apresentação com um som extremo e técnico, resultante da fusão Death, Splatter, Thrash e Heavy Metal. Além de músicas virtuosas do EP “Rape Reality”, mostraram covers como: “Holy Diver” (Dio), “Stripped, Raped And Strangled” (Cannibal Corpse) e “When Satan Rules His World” (Deicide). Sem desmerecer os instrumentistas, o destaque da banda é o vocalista ultraversátil, que trafega facilmente do grave ao agudo e do limpo ao gutural, além de passar pelo rasgado. Um outro detalhe considerável é o visual, substituindo as tradicionais camisetas pretas pelas brancas manchadas sangue. Certamente uma grande revelação nacional.
    A Rhestus, que está em estúdio gravando o segundo full lenght, foi a segunda atração da noite. Como sempre, uma excelente apresentação de Thrash Metal, cativando todos os presentes e gerando várias rodas em meio aos espectadores. Do debut, tocaram: “Insane War”, “Tsavo: The Place Of Slaughter”, “Bullet In Point”, “Eternal Sorrow”, “Die Like A Dog” e “Big Anesthesia”. Ressusitaram uma da época da demo “Had A World” (1996), intitulada “Stress And Hatred”, além de três novas, sendo elas: “How To Explain”, “Fuck Off” e “Rage Is My Food, Haze Is My Guide”. De cover, escolheram “Curse The Gods” (Destruction). Terminada e apresentação, quem mais sofreu foi a bateria, pois Jailson é extremamente violento com seu instrumento.
    O Doom Metal também teve espaço no evento, sendo representado pela Vulkro. O trio competente teve o set composto por “Inferno”, “Frustration”, “Paradise”, “Violin Of Hell II”, “The Insanity Of A Scholars Man”, “Necessity Of Belief”, finalizando com um medley contendo “After All” e “Black Sabbath” (Black Sabbath).
    A quarta atração da noite foi a banda nacional de maior reconhecimento no exterior. O Krisiun está em tour de divulgação do álbum “Assassination”, considerado por muitos o melhor do trio, principalmente por apresentar uma maior variação de andamentos, tornando a sonoridade mais diversificada. Fazendo uma retrospectiva pela carreira, só não tocaram músicas do primeiro registro em CD (“Unmercyful Order”). É a segunda vez que presenciamos os gaúchos ao vivo (a primeira foi em 2002, no River Rock Festival) e eles continuam sendo um exemplo de humildade e um orgulho nacional. Mesmo com todo o sucesso alcançado, não foram contaminados com o estrelismo e demonstraram em todos os momentos respeito e consideração com os presentes. Quem assistiu ao DVD gravado na Polônia, percebeu que independente do local e do público, o show é invariável. Além de músicos, os integrantes são atletas, pois manter tal velocidade e brutalidade por mais de uma hora, exige técnica e preparo físico. O set list foi: “Ominous”, “Vengeances Revelation”, “Vicious Wrath”, “Murderer”, “Refusal”, “Slain Fate”, “Hatred Inherit”, “Bloodcraft”, “Ethereal World”, “Apocalyptic Victory”, “Kings Of Killing”, “In League With Satan” (Venom) e “Black Force Domain”. Completando o espetáculo, desumanos solos de bateria e guitarra.
    Aos que acreditavam que após o Krisiun haveria redução do público, enganaram-se, pois uma quantidade considerável dos presentes quis ver a lageana Orquídea Negra. A banda mais antiga do Estado sobreviveu às mudanças de vocalista e agora aposta em Samuel. Mais seguro em relação à apresentação no Festival Porto da Música (maio de 2006), o novo membro mostra técnica e confiança, faltando alcançar a presença de palco e o carisma dos demais integrantes. Fato que será conquistado com o tempo, afinal, Vinicius, Marcelo e Robson estão juntos há 20 anos. Do “Who´s Dead?” (debut), tocaram: “Christmas Night”, “Miss You” e “Surrender”. Do segundo álbum (auto - intitulado), foram: “Touch Your Dream”, “Some Light To See”, “The Darkness” e “7543”. Uma surpresa foram os novos covers, sendo eles: “Sabbath Bloody Sabbath” e “Children Of The Grave” (ambas do Black Sabbath), “Princess Of The Night” (Saxon) e “Phanton Of The Opera” (Iron Maiden).
    A última banda da noite foi a Necropsya, porém, como estávamos cansados, não presenciamos. De longe, ouvimos apenas covers de Anthrax e Pantera.
    Sem dúvida, um evento invejável, faltando apenas maior comparecimento do público, que muito reclama, mas nem sempre prestigia.
 

Fotos: Makila Crowley - www.makilacrowley.com.br
Texto: Cristiano "Frank" Gonçalves
Humor - Márcio Baraldi Rádio All The Bangers Downloads Guestbook Brothers