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Torture
Squad |
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John Bull Pub – 29/08/09 -
BC/SC |
| Banda:
Torture Squad.
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| Poucas
são as bandas nacionais que ganharam destaque mundial
e destas, seria impossível não citar Sepultura,
Angra, Krisiun e mais recentemente, Torture Squad.
Esta última em decorrência do merecido resultado
obtido em 2007 no Wacken Open Air, maior evento da atualidade
quando o assunto é música pesada.
Com
o objetivo de trazer para a região da foz do rio
Itajaí um espetáculo de nível internacional,
a organização do Natal (e do Coelho) Metálico,
em parceria com o JB Rock Pub, resolveu apostar na vinda
do “esquadrão de tortura” para Balneário Camboriú,
uma das cidades catarinenses que mais atraí turistas.
Com esta iniciativa, o público local teria a possibilidade
de conferir um dos grandes nomes do Thrash Metal mundial.
No
dia e hora marcados (vinte e nove de agosto, vinte e três
horas) cheguei ao local e confesso que fiquei surpreso com
a fila, ou melhor, com a ausência desta. Aproximadamente
cinquenta “bangers” esperavam a casa abrir. Como sou otimista,
acreditei ter chego cedo e que logo a casa lotaria.
Quase
duas horas se passaram e para surpresa minha, a ingratidão
por parte do público observada na apresentação
da Steel Warrior (em quinze de agosto) se repetiu. Como
diria minha avó, “não adianta gastar vela
com defunto ruim”, e por este motivo, não desperdiçarei
meu tempo (e o do leitor) com lamentações.
Afinal, independente de quantos compareceram, foi a melhor
apresentação realizada no JB Rock Pub.
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Eu
presenciei a Torture Squad em meados dos anos noventa
(acredito que em 1997, no Cut Back – Balneário
Camboriú/SC), época em que a banda nem era
conhecida e por este motivo, tenho uma pequena lembrança
da ocasião. Posteriormente, em 2005, quando o quarteto
foi atração principal no River Rock Festival
(Indaial/SC), divulgando “Death, Chaos And Torture Alive”
(álbum ao vivo) e mostrando mais maturidade, com
execução, presença de palco e carisma
inquestionáveis, o que permite tranquilamente a
comparação com ícones como Kreator
e Grave Digger.
Desta
vez, confesso que a mudança de formação
gerou curiosidade, pois substituir Maurício Nogueira
nas guitarras é um desafio para qualquer músico.
A primeira impressão de Augusto Lopes foi positiva,
pois o cara é tão humilde quanto seus companheiros
de trabalho (Amílcar, Castor e Vitor, bateria,
baixo e vocal, respectivamente), que passaram boa parte
do tempo trocando idéias com o público,
sem demonstrar o mínimo de “estrelismo”.
Chegou
a hora da “tortura” e o “esquadrão” mostrou muito
mais do que eu esperava. O profissionalismo observado
há quatro anos ganhou um “upgrade” energético,
fazendo com que os poucos privilegiados não parassem
de agitar. Uma minoria que não estava batendo cabeça
optou em não tirar os olhos do palco, prestando
a atenção nos vários detalhes comumente
presentes nas composições da Torture Squad
e reproduzidos ao vivo com perfeição, mesmo
pelo mais novo integrante, Augusto Lopes.
O
repertório variado contou com faixas do álbum
“Hellbound”, como “Living For The Kill”, “The Fall Of
Man”, “Chaos Corporation” e a que recebe o nome do disco,
mas não esquecendo de outras “pancadarias” de trabalhos
anteriores, como “The Unholy Spell”, “Murder Of A God”,
“The Host” e “Pandemonium”. A empolgação
era tanta que ao término, as “baterias” dos espectadores
estavam recarregadas e prontas para mais umas duas horas
de apresentação.
Como
diz o ditado popular, tudo o que é bom, dura pouco.
Mas tenho a certeza de que quem compareceu jamais se esquecerá,
pois além da Torture Squad ser um dos maiores nomes
do metal na atualidade, dificilmente a sonorização
do JB Rock Pub estará tão boa quanto nesta
ocasião.
Infelizmente,
a sucessão de eventos de metal com bandas qualificadas,
mas com baixo público, poderá impedir futuras
apresentações no único lugar de região
que tem aberto espaço para o “peso”. Afinal, se
Dr. Sin, Stormental, Syndrome, Steel Warrior e Torture
Squad não conseguem colocar mais de quatrocentos
espectadores, quem conseguirá?
Diante
deste enfraquecimento do cenário local, surgem
alguns questionamentos: Onde o pessoal que vive pelas
ruas da região, com roupas e adereços relacionados
ao metal, se escondem nos fins de semana? Será
que para essa galera “sair da toca” é necessário
som de baixa qualidade, banda ruim e cerveja barata, porém
quente e choca? Eu ainda prefiro um local com boa estrutura,
sonorização adequada e “Heineken” gelada.
E aos que querem ser “trues”, ficam meu conselho: sigam
o exemplo da Battalion, uma banda que luta pelo underground.
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Fotos
por Fabi Loos
Texto: Cristiano
"Frank" Gonçalves
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