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que foi ontem. Lembro - me com detalhes da primeira vez
que fomos convidados a presenciar um ensaio da Steel Warrior,
na época formada por Culver Yu (bateria), Anderson
Xavier (baixo) e André Fabian (guitarra). Neste
ensaio, em 1996, tocaram Accept (Restless And Wild), Judas
Priest (Electric Eye) e Running Wild (Under Jolly Roger).
Após uma série de
mudanças, em 1999 alcançaram a estabilidade
com Culver, André, Boon (guitarra) e Anderson Agostinho
(baixo), além de passagens temporárias com
Paulo Winter (teclado).
Estamos em 2006, e, aos que duvidaram,
esta década de existência rendeu três
álbuns (o terceiro em fase de conclusão),
abertura para nomes como Grave Digger, Gamma Ray e Sympnony
X, uma turnê pela Europa e contrato com gravadora
sólida. Não podemos esquecer que a somatória
destes fatores ainda não foi alcançada por
outra banda catarinense e justamente por isso, os 10 anos
de banda merecem comemoração.
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Conversando com os membros da
banda, soubemos que a idéia inicial era de um show
com participação de orquestra, quarteto
de cordas e corais, porém, não havia datas
disponíveis no Teatro Municipal de Itajaí.
Depois de algumas conversas, concluíram que o melhor
local seria o Jonh Bull Pub, pois a casa é dedicada
exclusivamente ao Rock And Roll e estava abrindo espaço
ao Metal, sendo que foi palco para Mindflow, Syndrome,
Christmess, Vlad V, Steel Life, Nevralgia e Shadow Of
Sadness.
Como a agenda do local estava
saturada, a melhor data disponível era 10 de dezembro,
um domingo, onde além do evento, seria dado início
á produção de um DVD.
Local e data estavam confirmados,
faltava definir uma banda participante. Não uma
“bandinha de abertura”, mas algo novo e talentoso, que
somasse forças ao evento. A Ahroun encaixava -
se perfeitamente no perfil descrito.
Teoricamente, não havia
mais empecilhos e finalmente o dia tão esperado
chegou, mas antes do início, problemas técnicos
com equipamentos impediram a filmagem e a produção
do DVD ficou para outra oportunidade.
Com um atraso aproximado de uma
hora por parte da organização, a Ahroun
subiu ao palco, mostrando uma fusão entre o Melodic
e o Gothic, com claras influências de Within Tempation
e Nightwish. Nitidamente, a banda evoluiu, sendo uma promessa
do estilo no Estado. O tempo fez bem a Julian, sendo que
seria uma forte candidata a vocalista do Nightwish. Marcelo
(bateria) é outro músico que mostrou grande
evolução. Willian (teclado) surpreendeu
com vocais guturais, dando mais agressividade as composições.
O baixista Frank continua exercendo bem suas funções
e o guitarrista, membro mais recente, mostrou ser talentoso.
O set list foi composto por Intro,
The Kinslayer (Nightwish), Voices Within (Sirenia), Angelique,
Slaying The Dreamer (Nightwish), Sensorium (Epica), Estranged
(After Forever), Wishmaster (Nightwish), Full Moon (Sonata
Arctica), Humans e The End. Terminada a participação
da Ahroun, concluiu - se que está mais que na hora
de mostrar um registro (nem que seja demo) ao público.
Não passou muito tempo
desde que a banda convidada saísse do palco e os
“Warriors” subiram ao palco, mostrando um excelente show,
contanto com composições e covers de todas
as fazes da banda, desde a primeira Demo Tape até
Legends, que está em fase final de produção.
Não há como duvidar que está é
uma das melhores bandas do país e que pode concorrer
com grandes nomes internacionais, sem problema algum.
Presença de palco, execuções e composições
perfeitas, são o resultado de um trabalho sério
e árduo, muitas vezes não reconhecido pelos
pseudo - undergrounds. Tal falta de reconhecimento é
fruto de um país que não investe em cultura
e deixa órfãs bandas como Orquídea
Negra, Torture Squad, Ungodly, Korzus e outras nacionais
ainda sem o devido valor reconhecido.
Mesmo com as dificuldades citadas,
a aula de profissionalismo começou. Da Demo Tape,
mostraram Rasalom e Steel Warrior. Do debut, Visions From
the Mistland, tocaram Crossing The Mist e Son Of An Eagle.
Do Army Of The Time, Power Metal, Army Of The Time, Your
Majesty´s Return, Guardians Of The Desert Sea e
When We Were Kings (possivelmente pela primeira vez tocada
ao vivo). Do EP virtual Vodu (disponível no website
oficial), tocaram Vodu e Bang Your Head. Do Legends (no
prelo), apresentaram The Witch And The Cross. Como forma
de homenagear as influências, tocaram Hail And Kill
(Manowar), The Loneliness Of The Long Distance Runner
(Iron Maiden), Riding The Storm (Running Wild), Rebellion
(Grave Digger) e The Chase Is Better Than The Catch (Motorhead),
sendo esta última com Culver nos vocais, Anderson
na guitarra, André na bateria e Boon no baixo.
(N. do R.: as músicas não estão em
ordem de execução).
Com isto, a comemoração
de uma década de Steel Warrior termina, deixando
- nos com a certeza que outras décadas se completarão,
independente do apoio dado pelas autoridades culturais.
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