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os dias 02 e 23 de novembro de 2007, o SESC de Florianópolis
(SC) realizou o Panorama de Música, evento formado
por shows e oficinas. Vários estilos foram representados,
incluindo instrumental, brasileira, regional e erudita.
Para a nossa surpresa, o encerramento foi com muito Rock.
Marcado
para as 19 horas, houve um atraso aproximado de 40 minutos,
até que porta foi aberta e o público pode
se acomodar no pequeno e aconchegante teatro, que nos
fez lembrar a época de colégio, onde sentávamos
no chão para prestigiar os amigos.
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Com
a casa cheia, aproximadamente 150 pessoas aguardavam o
início, quando as cortinas se abriram e a Stormental
começou a aula de virtuose. Nos primeiros instantes,
o baixo estava inaudível, problema solucionado
rapidamente. Com boa sonorização e iluminação,
tivemos a certeza de estarmos prestigiando algo organizado
por pessoas competentes.
Investindo
no Progressive Metal, mas sem teclados, sem “viagens”
e com muito peso, a banda continua divulgando o debut
(auto - intitulado) e o EP ("Unleashing The Madness").
Não há dúvidas, a apresentação
surpreendeu os presentes em todos os aspectos, seja pelas
execuções (fiéis ás gravações),
entrosamento ou presença se palco. Mesmo
com músicas bastante complexas, os integrantes
fazem do ato de tocar, uma atividade lúdica. A
maioria das composições, devido às
constantes variações e quebras de tempo,
causam nós no cérebro, sendo difícil
acompanhá - las batendo os pés ou a cabeça.
Ao vivo, além dos instrumentos soarem mais pesados,
a voz de Alexei obteve resultados melhores em relação
aos observados em estúdio. No álbum, os
trabalhos de vocal são ótimos, mas nesta
ocasião, houve grande superação.
Contribuindo para os adereços de palco, o baixista
Andrei utilizou em alguns momentos um baixo fretless,
de modelo diferenciado e impossível de não
ser observado. Além de faixas dos materiais citados,
conhecemos uma inédita, que sairá no DVD
e está disponível no site oficial. Fizeram
parte do set: “Unleashing The Madness”, “Rising”, “Auke”,
“First Ray Of Light”, “In Front Of You”, “A Miserable
Life” (nova), “The Conquer” e “Stormental”. Indiscutivelmente,
satisfação garantida aos apreciadores de
virtuose e originalidade.
Terminada
a quebraceira, a Brasil Papaya mostrou seu trabalho, caracterizado
pela fusão entre Rock, Metal, Choro, Jazz, Tango,
Famenco, Funk e outros. Se a Stormental causou ótima
impressão aos presentes, a Papaya fechou o evento
com chave de ouro. Não menos virtuosa, mas com
andamentos de assimilação facilitada, teve
vantagens em relação à qualidade
do áudio, superior à apresentação
anterior. Com músicas de seus dois álbuns,
ambos instrumentais, contagiaram a todos, principalmente
pelo carisma e a demonstração de prazer
em tocar. A dupla de guitarras formada pelos irmãos
Pimentel não dá tréguas, mostrando
técnica e entrosamento. O baixo de Adriano e a
bateria de Alex formam uma cozinha coesa, verdadeiro paredão
sonoro. Aliás, este último tem uma pegada
bastante pesada, tanto que em determinado momento, os
roadies tiveram que ajustar os bumbos. Um dos momentos
de maior surpresa foi a participação de
um gaiteiro em “Libertango”.
Constituíram
o repertório: “For All”, “Happy Guitars”, “Matando
A Inocência”, “Libertango”, “Esperanza”, “Pé
Na Tábua”, “The Cowboy”, “Blues”, “Punkbone Fighter”
e “Kichute”.
Terminado o evento, saímos com a certeza de ter
prestigiado dois grandes nomes, não só catarinenses,
mas nacionais.
Esta
iniciativa do SESC é uma quebra de preconceitos.
Esperamos que outros eventos abram espaço para
o Rock, pois assim, o estigma de música barulhenta
poderá ser quebrado e o estilo receberá
o devido valor.
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