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primeira turnê Sul - Americana da banda sueca In Flames
quase não passou pelo Brasil. Quase, mas passou e
o único show na capital paulista foi avassalador.
Apesar da irritante chuva que caía sobre a fila que
dobrava quarteirões e também sobre outras
pessoas que se acomodaram em bares nas proximidades ou debaixo
de toldos, o atraso para a apresentação do
Claustrofobia foi tolerável. E o
show da banda lemense burocrático. Funcional, mas
nada mais do que usual thrash metal de sempre.
Então pouco ou nada conhecido
pelo público da música pesada, o Santana Hall
engana à primeira impressão. Simplório
na fachada, mas com uma excelente estrutura interna. A qualidade
da aparelhagem que viabilizou a propagação
do som, para ambas as bandas, foi nítida. Um espaço
adequado para acomodar os aproximadamente três mil
presentes naquela noite. Sem empurra empurra, sem brigas
e sem aglomeração.
E de fato tudo contribuiu para o
esperado espetáculo satisfatório. Ao fim do
set do Claustrofobia, que tocou por quase uma hora, a equipe
técnica e o bom senso funcionaram e a atração
principal, o In Flames, já estava
prestes a aparecer no palco. Na bagagem, os suecos, sem
Jesper Stromblad (se tratando do alcoolismo) substituído
na turnê Latino - Americana por Niclas Engelin (que
já tocara no In Flames e lançou dois álbuns
com a banda Gardenian), estão com nove álbuns
e uma notável popularidade na Europa. Banda de porte
grande, mesmo!
O que foi comprovado na primeira
apresentação da banda em terras brasileiras.
Um show profissional, não apenas pela técnica
e domínio dos músicos com seus respectivos
instrumentos, mas pelo carisma. Principalmente do vocalista
Anders Friden e também do guitarrista Björn
Gelotte. À parte do ofício musical, Friden
mostrou que se daria bem como comediante de stand up comedy,
em evidência no Brasil.
A primeira canção
do show foi a agitada "Delight And Angers", do
último lançamento, "Sense Of Purpose".
Para legitimar a emoção de muitos fãs
que há tempos esperavam por este dia, a clássica
"Pinball Map" é executada vigorsamente.
E, após "Leeches", do penúltimo
"Come Clarity", "Episode 666", umas
das primeiras músicas que de fato pavimentou o sucesso
de hoje. Em seguida, "Drifter" e "Colony",
do álbum homônimo, cujo ritmo cadenciado, em
meio a camadas de riffs, ao vivo funciona absurdamente bem.
Outra do "Whoracle", "The
Hive", fez a festa dos saudosistas, enquanto "Cloud
Connected", da "fase nova", fez grande parte
do público pular. E outra do novo álbum, "Alias",
que não é balada, mas possui balanço
e é uma das preferidas entre as novas canções.
Mas "Behind Space" novamente remete aos primeiros
álbuns do In Flames com muito peso. Muito, mesmo.
Já a seguinte, "Only For The Weak", outro
clássico do "Clayman", foi muito cantada.
Já nos momentos finais do show tocaram a "Disconnected",
a balada "Come Clarity" e a contagiante "The
Quiet Place", do "Soundtrack To Your Escape".
Sucesso após sucesso, outro Hit do "Sense Of
Purpose", "The Mirror´s Truth", seguida
de "Trigger" e "Take This Life". A derradeira
foi "My Sweet Shadow", que finalizou a apresentação
da banda, que optou por não fazer ceninha para "bis"
e encerrar de forma respeitosa com os fãs. Sim, fãs,
porque mesmo quem foi ao evento com indiferença,
ao final do set, penso eu, o sentimento geral foi de ter
assistido ao show de uma "banda e tanto".
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