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sete, de junho, noite extremamente gelada. Tivemos o prestígio
de conhecer um pouco da cena Grinder/Thrash em Santiago
(Chile). Pegamos o ônibus por volta dás 22
horas, embarcando em uma viajem curta, regada de um destilado
de uva e suco de manga (mango sour), típico do
país.
Caminhamos
umas quadras e chegamos ao local, que tem aparência
de castelo, algo rústico comumente freqüentado
por bangers. Uma leve observada e a constatação
de aproximadamente 100 pessoas.
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Às
23 horas o show começou com a Chronicus
(Death Grind), uma boa banda formada por caras simpáticos,
destacando - se o vocal e o baterista, que de tão
empolgado rompeu a pele do bumbo. Aparentemente, as influências
são de nomes como Pigsty, Mincing Fury e Inhume.
Alguns bêbados tentaram formar as típicas
rodas, mas sem sucesso. Como resultado final, uma apresentação
de quarenta minutos com uma banda altamente recomendada.
Pausa
para cerveja estupidamente gelada (em litro) e percebemos
a presença de thrashers old school, com os clássicos
tênis brancos, patchers, cabelos estilo Nuclear
Assault e Anthrax nos anos 80. A Nefasto
subia ao palco investindo em composições
próprias com pegadas Thrash e Hardcore. Sem dúvida,
momento nostálgico. Mas vale lembrar que nos últimos
três anos a cena Thrash renasceu com força,
só não sabemos se por modismo, ou por necessidade
da nova geração retornar às raízes.
Muito
frio na parte externa e o calor humano aquecia a interna,
quando começam os primeiros acordes da Toke
De Queda, que segue a linha Punk e Crossover,
com um visual sem moicanos, mas com patches diversos,
incluindo dos brazucas do Ratos de Porão. Os adeptos
ao estilo tomaram conta do local para apreciar as letras
de protestos políticos e, a agitação
era tanta, que algumas garotas pareciam possuídas,
algo também comum no Brasil.
A
Chocopanda Gore, banda de Grindcore que
já tocou no Brasil, encerrou o evento com uma loucura
sonora cheia de ruídos estranhos, autodenominada
de Chumancore. As influências são diversas,
incluindo Impetigo, Napalm Death, Inhumate, Criplle Bastards
e até mesmo Village People e The Beeges. Pelo jeito,
a aceitação da Chocopanda Gore em terras
brasileiras foi positiva, pois foram convidados a participar
novamente da Splatter Night.
Nossa
primeira impressão no Chile, é que esse
povo é hospitaleiro e gente fina. Além disto,
gostam muito do povo e do Metal brasileiro.
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