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8º
Bob Rock Festival
Local: Rancho
do Avaí – 18, 19 e 20/04/2008 - Dona
Emma/SC |
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| Banda:
Bloodystorm, Choke, Battalion, Symmetrya, Sacrilegium,
Phantom Lord, Dark Whisper, Natural Chaos, Necropsya,
Khrophus, Lachrimatory, Decimator, Lápide, Predator,
Beltane, Still Life, Rhestus, Genocídio, Jailor,
Methodic, Land Of Souls, Coronel Lee, Black Soul, Rhasalon,
Da Caverna, Etílicos E Sedentos, Crucera, Gestos
Grosseiros e Comando Nuclear.
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| Tradicional
no circuito Underground catarinense, o Open Air Bob Rock
Festival completa oito edições, mostrando
crescimento exponencial a cada ano. Prova disto foi a
participação dos veteranos do Chakal em
2007 e, em 2008, Genocídio, Gestos Grosseiros e
Comando Nuclear.
Alguns
compromissos profissionais nos impediram de prestigiar
os três dias de shows, sendo que chegamos no fim
da tarde de sábado, dia 19. A Lachrimatory
estava terminando a apresentação e não
podemos prestar atenção, pois precisávamos
montar a barraca e guardar os pertences. Devidamente acomodados,
fizemos o reconhecimento do local. Boa estrutura física,
iluminação adequada e sonorização
de qualidade, sendo os dois últimos itens de responsabilidade
da equipe Harmony. Os sanitários melhoraram, mas
o público não cumpriu o papel de cidadão,
cometendo atos de vandalismos e desrespeitando quem realmente
estava disposto a curtir.
Enquanto
cumprimentávamos amigos, a Decimator
detonava um ótimo Thrash Metal com umas pegadas
Death, resultando em algo agressivo e técnico.
Durante a apresentação da Lápide
estávamos jantando, mas perceptivelmente, a aceitação
foi unânime. Retornamos para prestigiar a Predator,
que agitou a galera com um Death Metal energético.
O
cansaço bateu e a barraca foi a solução.
O que era para ser uma cochilada durou aproximadamente
três horas e quando acordamos, duas surpresas: a
Genocídio estava tocando e água
estava invadindo nosso espaço, pois a garoa que
surgiu no fim de tarde tornou - se uma chuva incessante.
Entre não ter onde dormir e curtir os veteranos
do Death Metal nacional, optamos em salvar as roupas que
ainda não estavam molhadas. Retornamos para frente
do palco para ver a Jailor, que mostrou
a fúria do Thrash Metal curitibano, apresentando
o novo baterista ao território catarinense. Como
perdemos o show de algumas bandas, ouvimos os comentários
de quem presenciou. Elogios à Still Life,
Rhestus e Genocídio
foram constantes.
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A Methodic começou
a tocar, mas a chuva aumentava e a desagradável
sensação de estresse tomava conta. Após
ouvirmos algumas músicas próprias e covers
de Testament e Nevermore, com execuções
incontestáveis, resolvemos retornar a barraca e
percebemos que a situação piorou, pois o
telhado de tecido sintético foi insuficiente, fazendo
com que surgissem goteiras. Neste momento surgiu uma aventura
em busca de um local abrigado. Achamos um telhado na frente
dos chuveiros e por volta das três horas da manhã,
descíamos um pequeno morro, com mochilas nas costas
e carregando a barraca armada.
O pique para ver a última
banda acabou e acordamos no domingo ao som de “Time”,
do Pink Floyd, tocado pela Coronel Lee.
A chuva persistia, mas queríamos curtir o último
dia. Afinal, ninguém tem culpa pelos problemas
climáticos em horas indesejáveis.
A manhã seguiu com a Black
Soul, que assim como a antecessora, só
executou covers, porém, com um repertório
mais Metal (incluindo Metallica e Motörhead) e com
alguns erros por parte do baterista.
Jaca, baterista da Rhestus, fez
a segunda apresentação no festival, desta
vez, com a Rhasalon. A banda que estava
sumida reapareceu com uma sonoridade mais agressiva e,
particularmente, mais agradável. Falta lançar
um novo registro de estúdio.
Fugindo
do Metal, a Da Caverna surpreendeu com
suas músicas próprias e adaptações
para clássicos do Secos & Molhados e Casa das
Máquinas, ou seja, Rock And Roll setentista de
qualidade.
A
nossa pausa para o almoço coincidiu com a apresentação
da Etílicos E Sedentos e retornamos
com a Crucera, banda feminina que também
agradou os espectadores, faltando apenas alguns detalhes
na regulagem dos instrumentos. O power trio feminino investe
no Thrash, alías, este estilo predominou nos três
dias de show.
Enquanto
desmontávamos o acampamento, a Gestos Grosseiros
mostrava seu Death Metal e fortaleceu a afirmativa de
cast bem escolhido. A Battalion fez o
penúltimo show, mostrando um Heavy Metal tradicional,
na linha de Grave Digger e Running Wild. Sem dúvidas,
uma das melhores apresentações desta oitava
edição.
Finalizando,
o Thrash Metal oitentista e cantado em português
da Comando Nuclear, que trouxe o clima
de nostalgia ao encerramento deste respeitado festival,
que só não é melhor devido à
participação de uma minoria de pseudo -
bangers que não sabem se comportar em público.
Esperamos
que no próximo ano a chuva não apareça,
pois o local apresenta vários atrativos dependentes
de sol.
Home Page do Festival: www.bobrockfestival.com.br
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Fotos:
Greice Lisboa e Scheila Iomes
Texto: Cristiano
"Frank" Gonçalves
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