| Bandas:
Haze In Flames, SKP, Juggernaut, Methodic, Dalilla,
Vulkro, Rhasalon, Vlad V, Bedlam, Jailor, Necrotério,
Doomsday Ceremony, Warriors Of Metal, Shadow Of Sadness,
Arsenal, Ninguém Sabe, Efeito Nocivo, Pain Of Soul,
Morgan, It Self, Pantera Cover.
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| Muitos
falam em Underground, mas poucos realmente agem. As reclamações
são constantes e exemplificando, temos falta de
apoio, de tempo e de dinheiro para organizar algum evento.
Enquanto a maioria procura empecilhos para ficar acomodada,
alguns “tiram a bunda do sofá” e partem para a
iniciativa. Entre estes, podemos destacar Bob, a qual
há seis anos organiza o Bob Rock Festival, em de
Dona Emma. Com menos de 3.500 habitantes e caracterizada
pela economia rural, há anos que o a cena underground
é fortalecida na cidade e nos arredores pela família
Küter, provando a força de vontade é
fundamental na organização de festivais
no interior.
O evento é mais um dos
“Open Air” característicos do Estado. Contando
com área para camping e infraestrutura satisfatória
(exceto pelos banheiros, que melhoraram muito em relação
aos anos anteriores, mas ainda são insuficientes
para o grande número de participantes), fornecendo
alimentação e cerveja de qualidade, além
da tradicional cachaça de alho, é uma ótima
oportunidade para as bandas mostrarem seus trabalhos.
Após três horas de
viagem, chegamos ao destino. Como de costume, a excursão
atrasou, impedindo-nos de presenciar as duas primeiras
bandas. Da portaria, ouvia - se um Thrash Metal agressivo,
executado pela Juggernaut, banda que
muito tem sido elogiada. Se o demo - CD chama a atenção,
ao vivo o “power trio” confirma o profissionalismo. Além
de músicas como Holy Lie, Anytime It Will Be Over
e A Question To Be Answered, agradou o público
com Nailed To The Cross (Destruction).
Com uma proposta semelhante a
da Juggernaut, porém mais técnica, a Methodic
(atual destaque Catarinense na mídia especializada)
apresentou algumas músicas de A Monument To Nothing,
mostrando influências de nomes como Overkill e Testament.
Pelo fato do material ser recente, as músicas ainda
não são conhecidas, porém, a aprovação
foi unânime.
Dando uma pausa para os pescoços,
a Dalilla apresentou um Rock And Roll
com influências “setentistas”. Por necessidades
fisiológicas, nos ausentamos durante este período.
Mórbido, esse é
o adjetivo mais apropriado à proposta da Vulkro.
Muito peso e andamentos lentos justificam a definição
de Funeral Doom Metal. Assim como grande parte das bandas
presentes, o material é recente, impossibilitando
o acesso à maior parte do público.
Passava das 20 horas quando a Rhasalon,
influenciada por clássicos como AC/DC e Iron Maiden,
sobe ao palco quebrando os boatos de término e,
como sempre, mostrando muito profissionalismo. Faz tempo
que lançaram o demo - CD Four Tunes e percebe -
se que está na hora de um full - lenght.
A oitava banda a se apresentar
é uma veterana no cenário. Com cinco álbuns
lançados, Vlad V fez uma excelente
apresentação de Hard Rock com influências
de Folk e Progressivo, mostrando que por mais que haja
preconceito, é possível fazer música
de qualidade cantada em nosso idioma. Entre as músicas
próprias, Borboleta da Noite foi a mais ovacionada.
Já os covers variaram de Jethro Tull a Deep Purple,
passando por Rush e até mesmo Zé Ramalho.
A música extrema voltou
a aparecer com a Bedlam, a qual executou
o demo - CD Evil Empire, além de músicas
inéditas que estarão no próximo registro,
possivelmente um álbum.
Veterana em festivais catarinenses,
a Jailor mostrou a fúria do Thrash
Old School. Satisfação total por parte do
público, que cantou quase que na integra Evil Corrupts,
com destaques para as músicas Jailor e Corpus Christ.
Além das ótimas execuções,
a banda sempre apresenta excelente atuação
em palco.
Respeitadíssima no cenário
Underground, a Necrotério mostrou
aos presentes o motivo pelo qual é tão citada
quando o assunto é Death Metal. Brutalidade define
o que presenciamos, mas infelizmente, este foi o primeiro
contato e mais uma vez, as músicas não eram
de nosso conhecimento.
Citada atualmente como uma das
bandas mais originais no cenário, a Doomsday
Ceremony chamou a atenção com a
fusão Black Metal, Heavy e Doom. Composições
como Flame To Freedom, Lunatic Serenade a Vampire Saga,
além surpreender, mostraram que é possível
representar o estilo sem ser cópia de Dark Throne
ou outra banda Norueguesa.
Já era madrugada quando
as necessidades fisiológicas aparecem e o corpo
pediu um descanso. Por isso, não presenciamos a
apresentação das bandas Warriors
Of Metal e Shadow Of Sadness.
Depois de uma boa dormida, acordamos
com o som da Arsenal, banda de Thrash
Metal que está em fase de produção
do primeiro demo - CD. Além de ótimas composições,
a presença de palco é outro ponto forte
dos membros que estão em constante evolução,
surpreendendo a cada apresentação.
O bom e velho Rock And Roll, com
influências nacionais setentistas, foi apresentado
pela Ninguém Sabe. A proposta
é interessante, mas faltam alguns ensaios. Covers
de Raul Seixas, Secos e Molhados e Mutantes despertaram
a velha guarda remanescente do movimento Hippie.
Uma das revelações
do evento foi a Efeito Nocivo, que investe
num Heavy Metal oitentista, cantado em português.
Ótima banda merecedora de incentivo.
Doom Metal ao meio dia? No mínimo,
a escolha de horário foi errada. A Pain
Of Soul é uma veterana no Estado, ainda
mais se tratando de música sombria e depressiva.
Antes mesmo dos modismos de misturar vocais guturais e
líricos, esta banda estava na estrada fazendo o
que hoje se tornou banal. Músicas como Soul’s Land
e Solitude Deep Inside Of Me resumem a proposta.
O estômago começou
a pedir alimentos, fazendo com que nos ausentássemos
para o almoço, perdendo a apresentação
da banda Morgan, a qual foi bastante
elogiada pelos que presenciaram. Retornando, estava no
palco a que certamente foi o grande destaque do evento.
A It Self apresenta um som pesado, porém
inrotulável, com características que variam
do Crossover ao Thrash. A formação é
um trio, onde a responsabilidade dos vocais fica por conta
do baterista, o qual exerce de maneira impressionante
as duas funções. As habilidades ficaram
claras na execução de Master Of Puppets
(Metallica), com um andamento mais veloz que na versão
original.
Encerrando o evento, Pantera
Cover faz uma apresentação com
mais de duas horas, tocando músicas de todas as
fazes, incluindo New Level, Fucking Hostile, Shattered
e This Love.
Perceptivelmente, o Bob Rock Festival
progride a cada edição e está na
lista dos festivais mais importantes do Estado. Esperamos
que na sétima edição alguns problemas
citados sejam superados, e que novamente encontremos um
público que prega a paz, a cerveja e o Rock com
todas as suas variações.
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