Home
News
Agenda
Equipe
Entrevistas
Fotos
Matérias
Contatos
Loja
Links
Álbuns
Demos
DVD's
Clássicos
Shows

2º Otacílio Rock In Festival
Local:
Parque Cambará - Otacilio Costa/SC. 09 e 10 de fevereiro de 2008
 

Bandas: Overthrash, Psychokillers, Lamúria, Bloodystorm, Methodic, Nightwolf, MindBorn, Still Life, Orquídea Negra, Mr. Powerfull, Warmagedoom, The Torment, Rhestus, Soulscourge, Coronel Lee, Murdox, Efeito Nocivo, Sastras, Necropsya, Angels Guardian, Dark Whisper, Black Soul e Hot Balls.


 

    Passado algum tempo na estrada seguindo algumas placas e cartazes indicando o lugar do festival, chegamos ao lugar do Otacílio Rock In Festival. Ali estava a maior concentração de bangers de Santa Catarina. A estrada estava bem sinalizada e foi fácil chegar ao local. Um barracão azul com amarelo e um campo enorme com alguns quiosques, casinhas e eucaliptos, eram os lugares onde a bagunça acontecia. Tudo isso cercado por um gigante milharal.
    Depois de uma olhada no local, vamos às bandas!!!
    A abertura foi de responsabilidade da Overthrash, que como o nome já diz, toca Thrash Metal. Apesar de ser bem no começo e de várias pessoas ainda estarem chegando, a banda agradou o pouco público presente na frente do palco, alguns até se arriscaram a agitar já no primeiro show.
    
A segunda banda era de Heavy Thrash. A Psychokillers trouxe muitos covers de Metallica e Megadeth, e no meio rolou um Skid Row também. A banda é legal, tem muito futuro. Destaque para a presença de palco do vocalista, que me chamou a atenção, apesar de ele ainda ter que treinar um pouquinho mais sua voz, mas nada que incomode. Foi um show muito bom no fim das contas!
    
O palco recebe uma banda de Doom Metal logo após. Músicas próprias, covers e pela primeira vez, a Lamúria tocou com o guitarrista Thiago. O vocalista Sandro faz guturais violentos, combinando bem com o resto do som. Destaque para o cover de “Alma Mater” (Moonspell), mais pesado que o original. Excelente presença de palco de todos integrantes, grande show.
De Videira, no oeste do estado, vem a Bloodystorm. Thrash/Death sem frescuras, com influências de Sarcófago e Sepultura. A banda faz um som mais pesado que a Overthrash e agitou o pouco e esparso público que ali estava na frente do palco.
    
Assim como os outros festivais do Estado, o estilo que mais rolou foi o Thrash, possivelmente por empolgar muito.


    A chuva inundou barracas, molhou as camisetas pretas e os cabelos dos bangers que aproveitaram para tomar um banho ao natural. Como conseqüência, o público que fugia da água correu para dentro do barracão onde ocorriam os shows.
    A Methodic e a Nightwolf souberam aproveitar a oportunidade e mandaram mais dois shows de excelente Thrash Metal para a felicidade dos presentes, total destaque para o baixista Darlan, da Nightwolf.
    Um pouco depois das 20 horas, a chuva deu um tempo e subiu ao palco a primorosa banda Mindborn. Os florianopolitanos tocaram um repertório com covers conhecidos, incluindo System Of A Down, Slipknot e Metallica, além de músicas próprias de qualidade. O vocalista, além de agitar muito, tem uma voz poderosa e uma baita técnica.
    Depois de tanto Thrash, foi a vez do Metal tradicional com uma seqüência de três bandas. A primeira dessas três bandas é a Still Life. Com um álbum já lançado, eles impressionaram o público pela qualidade do som. O vocalista tem um vocal meio rasgado para o estilo, mas que fecha legal com a banda. O guitarrista tem a pegada parecida com os guitarristas dos anos oitenta, combinando técnica e feeling.
    Orquídea Negra, essa foi a banda que levou mais público pra frente do palco. Sim, fizeram um show memorável. Tocaram os clássicos do Metal catarinense, incluindo “Touch Your Dream” e “Miss You”. O belo e poderoso vocal mais o carisma de Samuel, conseguiram encantar algumas meninas e deixar os rapazes com mais vontade de Orquídea Negra. No fim do show, o baixista Robson Anadon anunciou: “a saidera vai ser com a música mais bonita do Maiden: Wasting Love”, o público aplaudiu e ficou com cara de tacho. Mas tudo não passou de uma piadinha e eles fizeram um final apoteótico com “Phanton Of The Opera”, também do Iron Maiden. O show terminou com aplausos e a banda saiu ovacionada do palco.
    Logo em seguida, outros lageanos sobem ao palco do Otacílio Rock In Festival. É a Mr. Powerfull. Já famosos em todo o Estado, tocaram covers de Ozzy, Iron Maiden e, é claro, músicas do “Sound Of Destiny” e do “Metal Thunder”. Como surpresa, uma música inédita, pesada e rápida, bem ao estilo característico da banda.
    Após esses dois petardos um amigo me fala: “Warmagedoom, vamos lá cara, o show deles é animal”. Tive que concordar, pois a proposta é pesada, feita pra agitar até cansar. Já era meia noite e a apresentação foi um bom motivo para não dormir.
    Quando você achava que já estava tudo muito pesado, surge no palco a única banda de Black Metal do Otacílio Rock In Festival. Cuspindo fogo, de corpse paint, e aos gritos de: “Satan is my master”, a The Torment veio pra saciar os fãs do estilo.
    Duas horas da manhã, o sono ainda não chegou. Não podia dormir sem ver a Rhestus. Os veteranos do Thrash fizeram um baita show, com muita gente ainda na frente do palco, os integrantes agitaram muito. Afinal, Rhestus é Rhestus e ainda não tive a oportunidade de ver um show ruim desses caras (acho que eles não fazem show ruim).
    A última banda do sábado foi a Soulscorge. Primeiro surge uma música de introdução para dar um clima. Depois vem um som denso, muito carregado. A vocalista/tecladista canta muito bem, foi com certeza o que mais chamou a atenção na banda. Que pena que sábado acabou, estava muito bom.
    Uma das poucas coisas ruins do festival foi a lanchonete. Faltou higiene e a comida servida não era das mais agradáveis, mas os organizadores já falaram que ano que vem isso vai ser resolvido (assim esperamos). Mesmo com problemas, era incrível ver que sempre tinha gente perto da “praça de alimentação”. Dentre os mais engraçados feitos estavam: “bolinhos de carne com pão” e o cartaz com o nome de todas as bebidas vendidas e seus respectivos preços, incluindo, obviamente de maneira irônica: “Querosene/Etanol-------acabou”.
    De manhãzinha acordei aos gritos de “acooooorda River Rock”, “cachaça caraio”, sem falar nas canções como “Simple The Best” (Tina Turner) e “Marvada Pinga” (Inezita Barroso), e dizem que tudo isso foi feito por uma pessoa só.
    Ainda era muito cedo, cerca de 9 horas, quando a Coronel Lee começa a tocar clássicos setentistas, não deixando de lado Deep Purple, Pink Floyd e Jethro Tull. Banda de alto gabarito, excelentes músicos tocando ótimas músicas. No final, um cover da Orquídea Negra como homenagem aos conterrâneos, onde percebemos que o vocalista possui um timbre adequado para o Rock N' Roll, mas não para Metal. O show beirou a perfeição musical, conseguiram levar muita gente pra frente do palco, apesar do horário não ser muito bom.
    O público que a Coronel Lee levou pra frente do palco sumiu quando a Murdox surgiu com um show mais fraco que café de orfanato. O estilo, meio Pearl Jam e Red Hot Chilli Peppers não agradou muito o público presente, que aproveitou o momento pra tomar um café da manhã. O guitarrista tocava bem, o baixista e o baterista, decentemente, e o vocalista não estava nos seus melhores dias.
    Dei uma olhada na programação e vi que uma banda chamada Efeito Nocivo seria a próxima a tocar. “Efeito Nocivo, isso deve ser Punk”. Foi o que eu e meus amigos pensamos. Porém, a o que a banda tocou me espantou; Heavy Metal com letras em português. No mínimo arrebatador. Os metaleiros que tem algum tipo de preconceito contra música em nosso idioma deveriam ouvir e conhecer esta banda, que contou os melhores músicos do festival, além de terem uma boa presença de palco. Particularmente, foi a melhor surpresa do festival!
Depois surge uma banda de Butiá (RS), Sastras. Eles levaram 10 horas pra chegar em Otacílio Costa e, assim como a Efeito Nocivo, fazem metal em português. A vocalista canta legal, mas precisa dar uma diminuída nos agudos. Se bem que a marmanjada não estava nem aí para isso, pois ela estava usando um shortinho de couro que levou muita gente pra frente do palco. Deixando a vocalista de lado e prestando atenção na apresentação, só tenho a dizer que foi muito boa. Como apetrechos de palco, jogaram camisinhas com os dizeres: “Sastras é foda”. Quanto aos instrumentistas, os dois guitarristas mereciam ganhar o troféu de “melhor presença de palco”. Além das músicas próprias, tocaram um bloco com covers do Helloween e outro com covers do Iron Maiden. Como sempre, clássicos sempre deixam a platéia atiçada!
    Nem deu tempo de almoçar e a Necropsya começou a tocar. Tendo participado de vários outros festivais do Estado, tocou um Death técnico e cheio de energia. Ainda me pergunto como um trio pode fazer um som tão pesado e com qualidade. Não há como destacar algum músico, pois todos fazem um trabalho excelente, sem deixar a presença de palco e a interatividade com o público de lado.
Eu ainda estava recuperando o fôlego quando a Angels Guardian começa o show, dando uma esfriada no público. O repertório é muito bom, mas há necessidade de alguns ensaios. Tocaram vários covers, incluindo Accept, Helloween e Ozzy. Mesmo necessitando de ajustes técnicos, o vocalista foi muito simpático com o público.
    A Dark Whisper mostrou um Heavy/Thrash fantástico, com excelente presença de palco dos integrantes. Aparentemente, tiraram os dois guitarristas da banda e botaram somente um, mas mesmo assim a banda não perdeu peso. O novo integrante nas seis cordas, Gustavo, é com certeza um dos melhores do Estado e deu conta do recado. Outra mudança foi a do baterista (estava substituindo o baterista original da banda), que assim como Gustavo, mandou muito bem. O mais legal do show foi o começo, com um cover do Slayer várias pessoas foram correndo pra frente do palco para bater cabeça, rolando até rodinhas e moshs.
    
Um dos organizadores estava apresentando as participantes e ficou no palco, cantando com a Black Soul. Denílson tem uma excelente voz e mesmo cansado, mandou muito bem nos covers de DIO, Sabbath e na versão super-pesada de “Creatures Of The Night” (Kiss). A banda é legal, mas insegura no quesito presença de palco.
    
Nessa altura do festival a maioria das pessoas já estava desmontando suas barracas e partindo. Mas esses que saíram cedo perderam o último e excelente show da Hot Balls, que aposta no Hard Rock (com este nome, a conclusão é óbvia). O cômico vocalista dançava, brincava e jogou papel picado em forma de coração para o público. Covers de Mr Big, Ozzy e Kiss foram as “armas” para conquistar o pouco público restante. Vale destacar a técnica do guitarrista. No fim, ao apresentar a banda, um momento engraçado: cada integrante fez um solo e sobrou ao vocalista, a meia - lua (instrumento de percussão que parece um meio - pandeiro vazado).
    
E assim acaba mais um Otacílio Rock In Festival. Esperamos o próximo, acreditando na possibilidade de três dias de festa, pois somente dois foram insuficientes.
 

Texto por Thomas Michel
Fotos por Joyce Gabrielle/Thomas Michel
Humor - Márcio Baraldi Rádio All The Bangers Downloads Guestbook Brothers