| Bandas:
Overthrash, Psychokillers, Lamúria, Bloodystorm,
Methodic, Nightwolf, MindBorn, Still Life, Orquídea
Negra, Mr. Powerfull, Warmagedoom, The Torment, Rhestus,
Soulscourge, Coronel Lee, Murdox, Efeito Nocivo, Sastras,
Necropsya, Angels Guardian, Dark Whisper, Black Soul e Hot
Balls.
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| Passado
algum tempo na estrada seguindo algumas placas e cartazes
indicando o lugar do festival, chegamos ao lugar do Otacílio
Rock In Festival. Ali estava a maior concentração
de bangers de Santa Catarina. A estrada estava bem sinalizada
e foi fácil chegar ao local. Um barracão azul
com amarelo e um campo enorme com alguns quiosques, casinhas
e eucaliptos, eram os lugares onde a bagunça acontecia.
Tudo isso cercado por um gigante milharal.
Depois de uma olhada no local, vamos
às bandas!!!
A abertura foi de responsabilidade
da Overthrash, que como o nome já
diz, toca Thrash Metal. Apesar de ser bem no começo
e de várias pessoas ainda estarem chegando, a banda
agradou o pouco público presente na frente do palco,
alguns até se arriscaram a agitar já no primeiro
show.
A segunda banda era de Heavy Thrash.
A Psychokillers trouxe muitos covers de
Metallica e Megadeth, e no meio rolou um Skid Row também.
A banda é legal, tem muito futuro. Destaque para
a presença de palco do vocalista, que me chamou a
atenção, apesar de ele ainda ter que treinar
um pouquinho mais sua voz, mas nada que incomode. Foi um
show muito bom no fim das contas!
O palco recebe uma banda de Doom
Metal logo após. Músicas próprias,
covers e pela primeira vez, a Lamúria
tocou com o guitarrista Thiago. O vocalista Sandro faz guturais
violentos, combinando bem com o resto do som. Destaque para
o cover de “Alma Mater” (Moonspell), mais pesado que o original.
Excelente presença de palco de todos integrantes,
grande show.
De Videira, no oeste do estado, vem a Bloodystorm.
Thrash/Death sem frescuras, com influências de Sarcófago
e Sepultura. A banda faz um som mais pesado que a Overthrash
e agitou o pouco e esparso público que ali estava
na frente do palco.
Assim como os outros festivais do
Estado, o estilo que mais rolou foi o Thrash, possivelmente
por empolgar muito.
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A
chuva inundou barracas, molhou as camisetas pretas e os
cabelos dos bangers que aproveitaram para tomar um banho
ao natural. Como conseqüência, o público
que fugia da água correu para dentro do barracão
onde ocorriam os shows.
A Methodic e a
Nightwolf souberam aproveitar a oportunidade
e mandaram mais dois shows de excelente Thrash Metal para
a felicidade dos presentes, total destaque para o baixista
Darlan, da Nightwolf.
Um pouco depois das 20 horas, a
chuva deu um tempo e subiu ao palco a primorosa banda Mindborn.
Os florianopolitanos tocaram um repertório com covers
conhecidos, incluindo System Of A Down, Slipknot e Metallica,
além de músicas próprias de qualidade.
O vocalista, além de agitar muito, tem uma voz poderosa
e uma baita técnica.
Depois de tanto Thrash, foi a vez
do Metal tradicional com uma seqüência de três
bandas. A primeira dessas três bandas é a Still
Life. Com um álbum já lançado,
eles impressionaram o público pela qualidade do som.
O vocalista tem um vocal meio rasgado para o estilo, mas
que fecha legal com a banda. O guitarrista tem a pegada
parecida com os guitarristas dos anos oitenta, combinando
técnica e feeling.
Orquídea Negra,
essa foi a banda que levou mais público pra frente
do palco. Sim, fizeram um show memorável. Tocaram
os clássicos do Metal catarinense, incluindo “Touch
Your Dream” e “Miss You”. O belo e poderoso vocal mais o
carisma de Samuel, conseguiram encantar algumas meninas
e deixar os rapazes com mais vontade de Orquídea
Negra. No fim do show, o baixista Robson Anadon anunciou:
“a saidera vai ser com a música mais bonita do Maiden:
Wasting Love”, o público aplaudiu e ficou com cara
de tacho. Mas tudo não passou de uma piadinha e eles
fizeram um final apoteótico com “Phanton Of The Opera”,
também do Iron Maiden. O show terminou com aplausos
e a banda saiu ovacionada do palco.
Logo em seguida, outros lageanos
sobem ao palco do Otacílio Rock In Festival. É
a Mr. Powerfull. Já famosos em todo
o Estado, tocaram covers de Ozzy, Iron Maiden e, é
claro, músicas do “Sound Of Destiny” e do “Metal
Thunder”. Como surpresa, uma música inédita,
pesada e rápida, bem ao estilo característico
da banda.
Após esses dois petardos
um amigo me fala: “Warmagedoom, vamos lá
cara, o show deles é animal”. Tive que concordar,
pois a proposta é pesada, feita pra agitar até
cansar. Já era meia noite e a apresentação
foi um bom motivo para não dormir.
Quando você achava que já
estava tudo muito pesado, surge no palco a única
banda de Black Metal do Otacílio Rock In Festival.
Cuspindo fogo, de corpse paint, e aos gritos de: “Satan
is my master”, a The Torment veio pra saciar os fãs
do estilo.
Duas horas da manhã, o sono
ainda não chegou. Não podia dormir sem ver
a Rhestus. Os veteranos do Thrash fizeram
um baita show, com muita gente ainda na frente do palco,
os integrantes agitaram muito. Afinal, Rhestus é
Rhestus e ainda não tive a oportunidade de ver um
show ruim desses caras (acho que eles não fazem show
ruim).
A última banda do sábado
foi a Soulscorge. Primeiro surge uma música
de introdução para dar um clima. Depois vem
um som denso, muito carregado. A vocalista/tecladista canta
muito bem, foi com certeza o que mais chamou a atenção
na banda. Que pena que sábado acabou, estava muito
bom.
Uma das poucas coisas ruins do festival
foi a lanchonete. Faltou higiene e a comida servida não
era das mais agradáveis, mas os organizadores já
falaram que ano que vem isso vai ser resolvido (assim esperamos).
Mesmo com problemas, era incrível ver que sempre
tinha gente perto da “praça de alimentação”.
Dentre os mais engraçados feitos estavam: “bolinhos
de carne com pão” e o cartaz com o nome de todas
as bebidas vendidas e seus respectivos preços, incluindo,
obviamente de maneira irônica: “Querosene/Etanol-------acabou”.
De manhãzinha acordei aos
gritos de “acooooorda River Rock”, “cachaça caraio”,
sem falar nas canções como “Simple The Best”
(Tina Turner) e “Marvada Pinga” (Inezita Barroso), e dizem
que tudo isso foi feito por uma pessoa só.
Ainda era muito cedo, cerca de 9
horas, quando a Coronel Lee começa
a tocar clássicos setentistas, não deixando
de lado Deep Purple, Pink Floyd e Jethro Tull. Banda de
alto gabarito, excelentes músicos tocando ótimas
músicas. No final, um cover da Orquídea Negra
como homenagem aos conterrâneos, onde percebemos que
o vocalista possui um timbre adequado para o Rock N' Roll,
mas não para Metal. O show beirou a perfeição
musical, conseguiram levar muita gente pra frente do palco,
apesar do horário não ser muito bom.
O público que a Coronel Lee
levou pra frente do palco sumiu quando a Murdox
surgiu com um show mais fraco que café de
orfanato. O estilo, meio Pearl Jam e Red Hot Chilli Peppers
não agradou muito o público presente, que
aproveitou o momento pra tomar um café da manhã.
O guitarrista tocava bem, o baixista e o baterista, decentemente,
e o vocalista não estava nos seus melhores dias.
Dei uma olhada na programação
e vi que uma banda chamada Efeito Nocivo
seria a próxima a tocar. “Efeito Nocivo, isso deve
ser Punk”. Foi o que eu e meus amigos pensamos. Porém,
a o que a banda tocou me espantou; Heavy Metal com letras
em português. No mínimo arrebatador. Os metaleiros
que tem algum tipo de preconceito contra música em
nosso idioma deveriam ouvir e conhecer esta banda, que contou
os melhores músicos do festival, além de terem
uma boa presença de palco. Particularmente, foi a
melhor surpresa do festival!
Depois surge uma banda de Butiá (RS), Sastras.
Eles levaram 10 horas pra chegar em Otacílio Costa
e, assim como a Efeito Nocivo, fazem metal em português.
A vocalista canta legal, mas precisa dar uma diminuída
nos agudos. Se bem que a marmanjada não estava nem
aí para isso, pois ela estava usando um shortinho
de couro que levou muita gente pra frente do palco. Deixando
a vocalista de lado e prestando atenção na
apresentação, só tenho a dizer que
foi muito boa. Como apetrechos de palco, jogaram camisinhas
com os dizeres: “Sastras é foda”. Quanto aos instrumentistas,
os dois guitarristas mereciam ganhar o troféu de
“melhor presença de palco”. Além das músicas
próprias, tocaram um bloco com covers do Helloween
e outro com covers do Iron Maiden. Como sempre, clássicos
sempre deixam a platéia atiçada!
Nem deu tempo de almoçar
e a Necropsya começou a tocar. Tendo
participado de vários outros festivais do Estado,
tocou um Death técnico e cheio de energia. Ainda
me pergunto como um trio pode fazer um som tão pesado
e com qualidade. Não há como destacar algum
músico, pois todos fazem um trabalho excelente, sem
deixar a presença de palco e a interatividade com
o público de lado.
Eu ainda estava recuperando o fôlego quando a Angels
Guardian começa o show, dando uma esfriada
no público. O repertório é muito bom,
mas há necessidade de alguns ensaios. Tocaram vários
covers, incluindo Accept, Helloween e Ozzy. Mesmo necessitando
de ajustes técnicos, o vocalista foi muito simpático
com o público.
A Dark Whisper
mostrou um Heavy/Thrash fantástico, com excelente
presença de palco dos integrantes. Aparentemente,
tiraram os dois guitarristas da banda e botaram somente
um, mas mesmo assim a banda não perdeu peso. O novo
integrante nas seis cordas, Gustavo, é com certeza
um dos melhores do Estado e deu conta do recado. Outra mudança
foi a do baterista (estava substituindo o baterista original
da banda), que assim como Gustavo, mandou muito bem. O mais
legal do show foi o começo, com um cover do Slayer
várias pessoas foram correndo pra frente do palco
para bater cabeça, rolando até rodinhas e
moshs.
Um dos organizadores estava apresentando
as participantes e ficou no palco, cantando com a Black
Soul. Denílson tem uma excelente voz e mesmo
cansado, mandou muito bem nos covers de DIO, Sabbath e na
versão super - pesada de “Creatures Of The Night”
(Kiss). A banda é legal, mas insegura no quesito
presença de palco.
Nessa altura do festival a maioria
das pessoas já estava desmontando suas barracas e
partindo. Mas esses que saíram cedo perderam o último
e excelente show da Hot Balls, que aposta
no Hard Rock (com este nome, a conclusão é
óbvia). O cômico vocalista dançava,
brincava e jogou papel picado em forma de coração
para o público. Covers de Mr Big, Ozzy e Kiss foram
as “armas” para conquistar o pouco público restante.
Vale destacar a técnica do guitarrista. No fim, ao
apresentar a banda, um momento engraçado: cada integrante
fez um solo e sobrou ao vocalista, a meia - lua (instrumento
de percussão que parece um meio - pandeiro vazado).
E assim acaba mais um Otacílio
Rock In Festival. Esperamos o próximo, acreditando
na possibilidade de três dias de festa, pois somente
dois foram insuficientes. |