Após uma longa pausa, a Sacrário retorna ao cenário underground e lança o álbum “Catastrophic Eyes”, engavetado há quase dez anos. Da formação original, sobraram dois integrantes, mas garantem que a idéia original será mantida.
Confira abaixo as respostas para nossas dúvidas.


 
01. Saudações. Como surgiu a idéia de formar o Sacrário?
Fabbio:
Sempre ouvimos Metal, desde os 12, 13 anos de idade. E sempre foi o único estilo que conseguiu realmente nos passar algo muito forte e que transmite realmente o que é o mundo. Resolvemos montar o Sacrario pra podermos expressar e transmitir às pessoas nosso sentimento em relação ao mundo e ao ser humano de uma forma geral, seja ele bom ou ruim.

02. O primeiro nome da banda foi Morbid. Qual o motivo da mudança para Sacrário?
Fabbio:
Fizemos uma pesquisa na época, e existiam inúmeras bandas com este nome, então após muitas sugestões, optamos por Sacrario, pois achamos um nome bem original!

03. O nome é em português, mas as músicas em inglês. Isto não soava estranho no início?
Fabbio:
No início até pensamos nisso, mas por ser um nome em português seria muito mais difícil encontrarmos outra banda com o mesmo nome. E até um lance que não curtimos muito (eu em particular) é o lance do acento, pode parecer bobo, mas é um detalhe chato! Tanto que nem usamos ele!

04. De 1992 até 2000, vocês participaram de várias compilações e aparentemente, a aceitação foi boa. Qual o motivo do encerramento das atividades?
Fabbio/Everson:
Primeiramente o fato do baixista ter saído da banda, ao final de 1998. Ficamos mais ou menos uns 2 anos a procura de um substituto, mas nada! Chegamos até fazer alguns shows somente como um trio (sem baixo), e para piorar ainda mais, ficamos os 3 desempregados por um bom tempo e cada vez menos espaço pra tocar somados ainda a baixa no estilo Thrash na época, fomos amornando, então resolvemos dar um tempo. Mas nunca falamos: “A banda acabou”, apenas resolvemos permanecer em “standby” por um tempo e quando a hora certa chegasse voltaríamos.

05. O álbum ficou engavetado por quase dez anos. Lança - lo sem nova mixagem e masterização não seria um risco, visto que os recursos de estúdio melhoraram muito neste período?
Fabbio/Everson:
Com certeza, mas na época, mesmo com todas as dificuldades e os poucos recursos que tínhamos, tentamos fazer o melhor possível. Se hoje nós regravássemos todo o álbum teria uma produção melhor, mas talvez perdesse a sonoridade da época, Então para não perdermos tempo e até mesmo para preservar a gravação (que ficou muito boa), decidimos manter tudo como foi feito originalmente mesmo. Optamos por investir tempo e estúdio nas músicas novas que já estão sendo compostas, fora as que já existem após termos gravado “Catastrophic Eyes”

06. Qual o fator fundamental para retornar ao cenário underground?
Fabbio/Everson/Gustavo/Ricardo:
Na verdade sabíamos que a banda não tinha acabado, não é fácil conciliar trabalho, estudo e banda na nossa realidade, tudo exige muito esforço e dedicação e voltamos com toda força porque adoramos muito o que fazemos.
O Sacrário aposta em uma nova formação, mantendo sempre a energia dos shows e o peso das composições que caracterizaram a passagem de sucesso da banda pelo underground do Thrash Metal brasileiro. Entre os planos da banda está a gravação de um novo CD em 2009, o que colocaria a banda em evidência novamente na cena underground.

07. Vocês tentaram retornar com a formação que gravou “Catastrophic Eyes”. Por onde andam os ex - membros?
Fabbio/Everson:
Bem que tentamos, mas não conseguimos, pois o antigo baixista (Fabian Neri) decidiu abandonar a carreira de músico para cursar faculdade de engenharia e nosso antigo guitarrista (Anderson Bohnenberger) sofreu um gravíssimo acidente de moto no ano de 2002, e somente há poucos meses atrás recuperou os movimentos da mão direita, o que o impossibilitou de tocar até hoje. Por isso fomos obrigados a procurar por substitutos.

08. O Rio Grande do Sul é um Estado muito rico musicalmente. Como chegaram em Gustavo e Ricardo como novos integrantes?
Fabbio:
A banda na qual Ricardo tocava (Silent Scream) estava precisando de um guitarrista, e como o Sacrário ainda estava parada na época (2005), topei entrar na banda para quebrar um galho. Percebi que o Ricardo tinha muito potencial, apesar da pouca idade (17 anos na época), então quando resolvemos retornar com o Sacrário, o primeiro nome na lista era Ricardo Lemos. Não deu outra, ele tinha evoluído muito desde a época em que eu o conheci, e se adaptou muito bem! O Gustavo Stuepp foi sugestão do Éverson, pois eles já tinham tocado juntos no Distraught, então não teve muito mistério. Conversamos com ele sobre o retorno do Sacrário e ele topou na hora! Fizemos um teste e novamente a coisa fluiu muito bem, como se já tivéssemos tocado juntos durante anos. Pronto. Estava de volta o Sacrário.

09. A sonoridade do debut lembra muito Sepultura, principalmente entre as fases “Schizophrenia” e “Beneath The Remains”. A comparação com os mineiros não pode ser prejuducial?
Fabbio/Everson:
Acreditamos que não, pois na música, comparações sempre são inevitáveis. Mas tentamos buscar por uma sonoridade própria, e se já existe um Sepultura, para que ter outro? Como qualquer banda, temos influências, mas tentamos sempre buscar nosso estilo próprio, uma coisa do tipo: SACRARIO METAL [risos]!!

10. Agradecemos pelas respostas e deixamos o espaço aberto para considerações finais. Grande abraço da equipe All The Bangers.
Fabbio/Everson/Gustavo/Ricardo:
Gostaríamos de agradecer a vocês pelo espaço e pela grande força e a todos que apreciam nossa música, pois é por vocês que estamos de volta. Desejamos muito tocar pelo Brasil e se depender do SACRARIO, o Metal brasileiro sempre será muito respeitado lá fora, pois adoramos o que fazemos, amamos o METAL! Grande abraço a todos do “ALL THE BANGERS”.
 
Home Page Oficial: www.myspace.com/sacrariobr
 
Por Cristiano "Frank" Gonçalves
SHOWS DVDs DEMOS ÁLBUNS CONTATOS MATÉRIAS FOTOS ENTREVISTAS NEWS HOME EQUIPE PARCEIROS DOWNLOADS LINKS