Quem
gosta de Heavy Metal tradicional, no melhor estilo anos
80, não pode deixar de ouvir a Rexor, banda que no
primeiro registro caprichou nas composições,
na produção e na apresentação.
Conheça mais através das respostas cedidas
em conjunto pelos integrantes Adrian Fernandes (baixo),
Marcelo Baiotto (bateria) e Wander Cunha (guitarra). |
01.
Meu primeiro contato com o Rexor foi através da coletânea
“Underground Attack”, material que recebi do Marcelo (Battalion).
Como surgiu a oportunidade de participar deste registro?
Rexor: Foi através do Fabrício Malefcarum,
da “Underground Produções”.
02. Esta participação rendeu frutos?
Quais foram?
Rexor: Sim, claro! Houve boa divulgação
em outros estados, houve maior procura por material da banda,
os acessos no Myspace e comunidades da banda no Orkut aumentaram
considerávelmente e também nos rendeu alguns
shows.
03. “Zombie Force” saiu de bônus na Metalvox
Compilation. Por que não participaram deste registro
com outra música?
Rexor: Pergunta difícil! Nós havíamos
pensado na “Running In The Night” (disponível na
próxima compilation Underground Attack), mas na verdade
o Jaime da “Metalvox” foi quem escolheu a faixa “Zombie
Force”.
04. Investir na N.W.O.B.H.M. em tempos atuais é
um desafio ou uma necessidade? Comentem.
Rexor: As duas coisas! Necessidade, porque hoje
não vemos mais bandas fazendo isso. Só vemos
modismo e gente pensando em ganhar grana. Nosso desafio
é trazer de volta o velho e bom Metal 80’s. Direto
e sem frescuras.
05. Nas faixas de vocês observei diversas
influências. Quais são as mais significantes?
Rexor: Judas Priest, Saxon, Iron Maiden, Accept
etc… Crescemos ouvindo isso, e gostamos até hoje,
foi exatamente o que queriámos colocar no álbum
e pretendemos manter essa linha.
06. Percebi que o processo de gravação,
mixagem e masterização foi de responsabilidade
da própria banda. O resultado final foi o esperado?
Trabalhar sozinho foi opção ou falta de recursos
financeiros?
Rexor: Chegamos a conclusão que a verba
utilizada para a gravação de um CD ficaria
praticamente a mesma se montassemos o nosso próprio
estudio de gravação e ensaio, sendo assim
arriscamos fazer esta gravação como um teste
piloto. A gravação alcançou o resultado
até melhor que o esperado pela banda, pois ninguém
entendia nada sobre processo de gravação e
todos aprendemos juntos com isso.
07. Gostei muito de “Heavy Metal Forever”. Por que
não colocaram algumas músicas a mais para
lançá-lo como “full lenght”?
Rexor: Como respondido na pergunta anterior, o
CD “Demo” foi um teste piloto de estréia e inauguração
de nosso estúdio, pois, não teríamos
ideia do resultado da gravação e aceitação
até que a mesma fosse lançada.
08. Soube que o Rexor participará de uma
das etapas do Wacken Metal Battle. Como surgiu a oportunidade?
Vocês acreditam na imparcialidade dos jurados ou há
algum favoritismo?
Rexor: A Jidalha Sant’anna, namorada do guitarrista
da banda, entrou em contato com a produção
do evento na semana de encerramento das inscrições
e enviou o Myspace da banda para avaliação
na qual resposta foi imediata, nos colocando na semifinal
do evento que será no dia 10/05 no BlackMore, em
SP. Nós acreditamos que o evendo seja sério,
pois, são mais de 50 países envolvidos neste
processo de seletiva e também pela forma que nossa
banda foi escolhida, por isso temos certeza que não
há favoritismo e sim competência das bandas
inscritas no festival. Quando falamos de competência
é porque nós ouvimos as músicas de
nossos concorrentes diretos e indiretos e todos estão
de parabéns pelo trabalho desenvolvido!
09.
Com a queda da venda de CDs e explosão de downloads
ilegais, compensa o empenho de montar uma banda?
Rexor: Com toda certeza! Com a explosão
de downloads ficou mais fácil a divulgação
do material pela Internet, pois, nos anos 80 para um CD
chegar em outro país demorava meses, e agora com
o Myspace, colocamos uma música e, em alguns dias
temos acessos de vários países.
10. Agradeço pelas respostas e deixo o espaço
aberto para as considerações finais. Grande
abraço.
Rexor: Gostaríamos de agradecer a All the
Bangers pela entrevista, ao Frank que nos fez o convite,
todas as pessoas que nos apoiam.
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