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Quem
viveu os anos 80 e não sente saudades de nomes como
Harppia, Salário Mínimo, Azul Limão
e Stree, que atire a primeira pedra. Aos que se encaixam
na afirmativa acima, a Prellude é uma ótima
opção. Apostando no Hard/Heavy com letras
em português, o trio acaba de lançar o segundo
álbum, intitulado “Máquina do Tempo”. Um trabalho
honesto e com muito feeling. Confira abaixo a entrevista
respondida por Christian (guitarra e vocal). |
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01.
A banda se formou em 1995. Desde então, houve alterações
na formação? Quais foram?
Christian: A primeira formação contava
com: Christian Lima (guitarra), Laércio Costa (vocal),
Ismael Moreira (bateria) e Reginaldo Honda (baixo). O CD
“A Estrada Do Rock” quem gravou a batera já foi o
Vinicios Kavrucov. No single “Raising From The Dead” Laércio
dá lugar para Leopoldo Rossi nos vocais e o Reginaldo
é substituído por Marcelo Fernandes no baixo.
Na demo “The Great War”, Leopoldo sai e entra o Ariel Oliva
que após alguns shows sai e dá lugar para
Nordan Manz. Quando paramos estávamos cansados principalmente
para acertar vocalista. Resolvemos reaver o projeto com
o Laércio, mas não rolou, e o baixista Marcelo
saiu e entrou no lugar dele o Floyd, que cubriu alguns shows.
Hoje nos estabilizamos como um trio: Christian Lima, Marcelo
Brito (baixo) e Viniciosd Kavrucov (batera).
02. Vocês apostam nas letras em português.
Por que não batizaram a banda com um nome em nosso
idioma?
Christian: O nome quer dizer: Prenúncio,
iniciação ou ato prévio de um evento
e nosso som lembrava o prenúncio de uma vertente
no Brasil. Resolvemos colocar esse nome, mas poderia ser
“Prelúdio”, porém na ocasião já
existiam bandas com esse nome. Inclusive de bailes. Então
batizamos de Prelude com “LL” e ficou.
03. A Prellude tem nítidas influências
de nomes nacionais como Azul Limão, Stress e Salário
Mínimo. Dos nomes internacionais, quais bandas influenciam?
Christian: Das internacionais as tradicionais como
Iron Maiden e Judas Priest. Outras das antigas como Tokio
Blade, Manilla Road, Picture, Saxon, Running Wild e por
aí vai.
04. São poucas as bandas atuais que apostam
no português. Quais vocês destacam?
Christian: Comando Nuclear, Salário Mínimo,
Thelema, Anthares, Centúrias, Vingança Suprema
entre outras.
05. Na opinião de vocês, a opção
pelo inglês se deve pela facilidade de fazer letras,
por uma questão comercial ou falta de nacionalismo?
Christian: A maioria das pessoas que mantivemos
contato prefere inglês pela crença de cruzar
fronteiras facilmente, visto que o inglês é
universal e enfim... Isso não nos motiva, pois vimos
excelentes bandas concorrendo com outras excelentes que
cantam em inglês, formando um oceano de bandas que
à todo o momento fatiam o mercado. Tá faltando
mais força para a cena brasileira, pois só
no Estado de São Paulo dá para tocar o ano
inteiro sem repetir cidade e porque temos essa dificuldade?
Tem os que não se identificam com o português
mesmo. Acham que fica estranho, mas acredito que não
estão habituados a ouvirem e precisa ter mais cautela
na hora de compor. Os gringos entendem 100% do que eles
fazem e se habituaram com isso.
06. Não conheço o primeiro disco da
Prellude. Na opinião de vocês, quais as diferenças
entre “A Estrada Do Rock” e “Máquina Do Tempo”?
Christian: Gosto do primeiro disco, mas percebo
que hoje estamos mais maduros na questão de composição,
peso e garra para se executar as músicas, e o CD
“Máquina Do Tempo”, na nossa opinião, nos
faz observar essas mudanças sendo um divisor de águas
para os trabalhos que virão.
07. Durante um tempo vocês optaram pelo inglês.
Voltaram a cantar em português por qual motivo?
Christian: É aquela questão do habito
e da preferência. Se fosse pelo mercado, hoje não
teríamos motivo para continuar em inglês. Além
do mais apreciamos ouvir som de bandas como Harppia, Stress
e tantas outras. Tudo isso juntando à nossa mensagem
ideológica como: “Batalha Underground” e “Metal da
Pátria” que defende a nossa valorização
e patriotismo. Respeitamos nossos mestres gringos, mas podemos
mostrar o que é nosso cantando para nossa nação
e mostrando para o mundo e quem quiser que nos traduza.
08. Vocês participaram de várias coletâneas.
Destas, em qual a repercussão foi melhor?
Christian: Por incrível que pareça
não conseguimos mensurar isso. As que nos renderam
mais contatos foram as nacionais, com músicas a partir
do single “Raising From The Dead” em diante. As coletâneas
“Headbangers Metal Reunion”, “Underground Attack” e “Visão
Underground” nos renderam uma boa difusão do nome.
09. O debut saiu no exterior. Como foi a aceitação?
Christian: Na verdade teve uma distribuição,
não chegando a ser lançado lá. Na proporção
a aceitação foi melhor do que aqui. Sentimos
que o pessoal lá fora considerou o trabalho uma novidade,
mesmo aquele debut sendo de certa forma simplório
e datado em doses ultrapassadas em relação
ao atual trabalho que está com uma ótima aceitação
aqui.
10. Quanto ao “Máquina Do Tempo”, há
possibilidade de lançá - lo em outras terras?
Christian: Estamos confiantes nisso. Agora é
batalhar para receber uma proposta.
11. Agradecemos pelas respostas e deixamos o espaço
aberto para as considerações finais. Grande
abraço.
Christian: Agradecemos ao pessoal do “All The Bangers”
pela oportunidade e aproveito a ocasião para dar
um recado para a galera comparecer nos shows undergrounds,
além de pesquisar sobre bandas e zines. Tem muita
coisa rolando de bom e o fortalecimento de nossa cena depende
da união dos envolvidos e da presença de público
para motivar as casas a organizarem mais eventos. Entrem
em contato conosco: www.prellude.com.br ou www.myspace.com/prellude
Um grande abraço e obrigado pela atenção. |
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| Home
Page Oficial: www.prellude.com.br |
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| Por
Cristiano "Frank" Gonçalves |
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