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Predator acaba de lançar “Homo Infimus”, primeiro
álbum oficial e certamente um dos melhores trabalhos
que recebemos em 2008. A banda investe no Death Metal e
insere elementos técnicos pouco convencionais nas
composições, com isto, consegue um diferencial
e ganha destaque no cenário.
Conversamos com Jener Milani (vocal e guitarra) e Roberto
Ceccato (bateria) que nos contaram detalhes destes 12 anos
de estrada.
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01.
Saudações ao Predator. Vocês podem
contar em poucas palavras a história da banda?
Jener Milani: Saudações a você,
Frank e a todos os leitores do All The Bangers!
A Predator é uma banda de Death Metal, brasileira,
oriunda de Caxias do Sul/RS, que está na batalha
desde 1996. Já passamos por várias dificuldades
e mesmo assim estamos na luta porque gostamos do que fazemos.
A nossa proposta, basicamente, nestes anos todos tem sido
espalhar o Death Metal, com todo o peso, ódio e
destruição para todos os cantos, mostrando
sempre o que de melhor conseguirmos fazer. Temos este
compromisso para com nosso público e um pacto entre
nós três. Adoramos tocar ao vivo, sentir
a energia dos shows e ter contato com nosso público.
02. “Homo Infimus” é o trabalho mais recente.
Antes deste, quantos e quais foram os registros de estúdio?
Roberto Ceccato: Antes de gravarmos o nosso Debut
oficial “Homo Infimus” em 2007 lançamos mais 3
trabalhos de estúdio. Em 1999, a 1ª demo tape,
Predator; Em 2002, a 2ª demo, ”Hell On Earth”; E
em 2006 o Promo Cd “Songs Of Death”.
Esses trabalhos foram fundamentais para o amadurecimento
sonoro e pessoal da banda. Estamos em uma excelente fase
como banda e conseguimos expressar isso no nosso 1º
CD. Colocamos todo o ódio e brutalidade desses
11 anos de trabalho em forma de Death Metal.
03. Além da ótima produção,
a qualidade das composições do novo álbum
é surpreendente. O que difere este dos anteriores
e o que há em comum?
Roberto Ceccato: Muito obrigado. Existem grandes
diferenças em relação aos registros
anteriores. Tivemos bastante tempo para compor as músicas
do “Homo Infimus”, gravamos em um excelente estúdio,
no AML em Florianópolis, e contamos com a ajuda
dos irmãos Alexei e Andrei Leão na produção
do álbum.
Acredito que o que mais difere é o profissionalismo
ainda maior com que encaramos a gravação
do “Homo Infimus”. Estávamos esperando por esse
CD há muitos anos e nos preparamos para fazer nosso
melhor no momento que ele foi gravado.
04. A banda está na estrada desde 96. Sempre
foi com esta formação ou houve alterações?
Jener Milani: No começo éramos
quatro e eu fazia apenas o vocal. Passaram pela banda
vários guitarristas, mas não duravam muito
tempo – não é qualquer pessoa que agüenta
a pedreira. A maioria acha que ter uma banda é
subir no palco e pronto “sou um Rock Star”.
Tem muito trabalho e quando a coisa aperta a história
é outra. Então,
depois de muita chateação com guitarristas,
resolvemos que eu deveria aprender a tocar. Foi a melhor
coisa que fizemos e desde 2004 eu assumi o instrumento
também, não foi fácil, ainda tenho
muito a aprender. Mas eu, Roberto e Luciano temos o mesmo
objetivo, o que nos permite crescer juntos.
05. A Predator é independente, mas conseguiu
financiamento de órgão público. Como
surgiu a oportunidade?
Jener Miulani: O Fundoprocultura é uma
lei municipal de Caxias do Sul/RS que destina anualmente
uma verba para ser empregada em projetos culturais – música,
teatro, cinema, exposições, etc. Sabíamos
da existência deste fundo e resolvemos tentar.
No nosso caso, o projeto envolvia a gravação,
a prensagem e o material gráfico. Ficamos muito
felizes de termos sido contemplados, pois aqui na nossa
região fomos a primeira banda de Death Metal a
conseguir tal façanha. Inclusive as pessoas aconselhavam
- nos a não tentar, pois iríamos perder
tempo. Resultado: passamos pela primeira avaliação
com mérito pelos três jurados e depois, mais
tarde, aprovados pela segunda avaliação
composta por oito jurados. Calamos a boca de muita gente.
Aí foi comemorar e iniciar os trabalhos de gravação.
Mas o que importa e acreditamos, é que este fato
tenha aberto as portas para outros terem tal benefício.
06. Parte da banda mora em Caxias do Sul (RS)
e parte em Santa Catarina. Como funcionam os ensaios e
os processos de composição?
Roberto Ceccato: Realmente isso é uma
coisa incomum de acontecer, ter um integrante morando
em outro estado poderia ser motivo de desmotivação
para ensaiar ou compor. No caso da Predator, isso provou
- se o contrário. Morei durante 25 anos em Caxias
e durante 10 desses 25 anos já tocava na Predator.
Depois que vim morar em Santa Catarina, os ensaios se
tornaram menos freqüentes, mas muito mais proveitosos.
Agora nosso tempo é melhor aproveitado. Temos o
compromisso de estar com todo nosso trabalho em dia, pois
muitas vezes eu viajo ao RS apenas para ensaiar ou compor
e isso acontece da mesma forma com meus companheiros de
banda. Então acabamos dando muito mais valor ao
tempo que estamos juntos e assim aproveitando o máximo
possível.
Devido a grande quantidade de shows da nossa tour, muitas
vezes apenas ensaiamos músicas novas, que irão
compor nosso próximo trabalho. Muitas vezes aproveitamos
os “day offs” da turnê para compor músicas
novas. Ultimamente temos ficado muito tempo juntos devido
às viagens, isso colabora bastante para compormos
coisas novas.
07. O que houve com o vídeo - clipe de
“Osíris”, que não está no CD?
Jener Milani: Na verdade o vídeo - clipe
está no CD. O que acontece é que em poucos
computadores, você é o segundo a comentar
este fato, devido alguma configuração do
sistema operacional (segundo a empresa que prensou o CD),
ele não aparece na listagem dos arquivos. Aconteceu
com uma amiga nossa em que no micro da casa dela o clipe
não roda, mas no da empresa onde trabalha ele roda
perfeitamente.
08. Como está a agenda da Predator?
Roberto Ceccato: Nossa agenda está bastante
cheia. Temos datas agendadas até Maio de 2009.
Fizemos aproximadamente 30 shows na “Hate In Brazil Tour
2007/2008”. Passamos por 15 Estados brasileiros. Em Julho
e Agosto de 2008 entraremos em turnê sul americana.
Passaremos nessa segunda parte pelo Uruguai, Argentina,
Paraguai e Sul do Brasil. Temos ainda outra fase da turnê
sul americana prevista para Novembro/Dezembro. E muito
mais vem por aí. Somos uma banda da estrada. O
que mais curtimos é estar nos shows junto a nossos
irmãos Headbangers!
09. Há várias quebradas nas músicas
de vocês, fato pouco observado no Death Metal. Quais
são as influências?
Roberto Ceccato: Acredito que as músicas
são realmente diferentes em relação
a bandas do Death Metal tradicional. Procuramos colocar
nossa influência pessoal ao estilo que mais curtimos.
Todos nós ouvimos metal desde muito cedo e todas
as bandas clássicas são uma grande influência
para nós.
Além disso, acredito que falando
de minhas influências não posso deixar de
citar o Fusion e o Jazz. Mas o metal é o elemento
principal que corre em nossas veias.
10. Agradecemos pelas respostas e deixamos o espaço
aberto para as considerações finais. Grande
abraço da equipe All The Bangers.
Roberto Ceccato: Em primeiro lugar, gostaria
de agradecer muito a você Frank e a toda equipe
do All The Bangers pelo grande apoio ao Metal underground.
Estamos em turnê de lançamento
do nosso álbum “Homo Infimus”. Esperamos encontrar
muitos maníacos por Death Metal como nós
pelos locais onde ainda iremos passar!
Convidamos a todos que conheçam
nosso trabalho e que entrem em contato com a gente! É
sempre um grande prazer estarmos levando adiante a banda
negra do METAL!
Muito obrigado a todos e nos vemos na estrada
Jener Milani: Faço minhas as palavras
de Roberto. Muito obrigado. Predator - Death Metal Maniacs.
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| Por
Cristiano "Frank" Gonçalves |
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