|
|
| |
Pouca
idade e muito som. Basicamente, é assim que se define
a Necropsya. Com vários shows na história
e um debut saindo do forno, a banda mostra competência,
seja ao vivo ou em estúdio. Conversamos com os integrantes
e o diálogo pode ser conferido abaixo. |
|
| |
01.
Sucintamente, qual a história da Necropsya?
Henrique V.: Começamos a tocar juntos no
final de 2000, eu e o outro Henrique (Bertol), mas na época
era diversão em tocar covers para os camaradas e
beber até cair. Mais ou menos por 2003 nós
passamos a dar ênfase em músicas próprias
e a promover o nosso som com o nome Necropsya. O Celso (baterista)
entrou em 2004 e estamos com esta formação
até hoje.
02. O nome da banda não é muito incomum.
Vocês não têm receio de futuros problemas
com direitos autorais?
Henrique V.: Acho que toda banda começando
tem em algum momento. Pensávamos muito nisso quando
adotamos este nome, mas agora com o CD gravado e registrado
essa preocupação se amenizou.
Henrique B.: Todo o material do "Roars"
é registrado, já demos uma olhada nos registros
e quanto a isso estamos tranqüilos. Sabemos que estamos
fazendo as coisas de forma honesta e legalmente correta.
03. Aparentemente, vocês são bastante jovens.
Com qual idade começaram a tocar? Houve incentivo
familiar?
Henrique V.: "Aparentemente" é
foda! (risos). Comecei a tocar com 15 anos na cara e meus
pais foram pacientes (e como foram) para agüentar eu
fazer barulho por um tempão.
Celso C.: Comecei a tocar aos 16 anos e
desde então os vizinhos não tiveram mais sossego
(risos).
Henrique B.: Comecei a tocar com uns 14
anos, na minha família não tem nenhum músico,
então acho que pra eles foi meio estranho no começo.
Mas não tenho do que reclamar, mesmo sem entender
da coisa minha família nunca foi contrária
a minha decisão de querer ser músico.
04. No início, quais os covers executados?
Henrique V.: O que a galera queria ouvir! Tinha
um pouco de tudo, mas na grande maioria era Thrash Metal.
Tinha Pantera, Sepultura, Metallica, Megadeth, Slayer, Kreator...
mas às vezes um Sabbath caia bem.
Henrique B.: Já teve até
Kiss e Helloween, a gente escuta e toca de tudo, um dia
nós ainda surpreenderemos a galera com um Amado Batista
(risos).
05. O som de vocês apresenta diversos elementos,
desde o Thrash tradicional até nomes mais modernos,
como Arch Enemy. Quais são as influências?
Henrique V.: Resumiu bem! Temos a cabeça
aberta no sentido de não ouvir só Metal, então
isso influencia bastante no nosso modo de compor. Com certeza
os gêneros diferentes dentro do Metal (extremos ou
não) influenciam também.
Celso C.: Procuramos ser os mais versáteis
possíveis dentro do que o Necropsya se propõe
a fazer. Então, criar músicas diferentes umas
das outras surge naturalmente em função dos
diversos estilos que ouvimos.
06. Raras são as bandas brasileiras que cantam
em português. Quais motivos impedem a Necropsya de
cantar em nosso idioma?
Henrique V.: Nenhum! Quando somos moleques, é
bom conhecer e adquirir o conhecimento do inglês como
segundo idioma, e ouvindo ou fazendo Heavy Metal unimos
o útil ao agradável! Acredito que o Metal
é um estilo "inglesado" e isso se aplica
também ao idioma em que expressamos as letras (não
só nós, outras bandas brasileiras e bandas
lá de fora que o idioma oficial não é
o inglês), mas isso não precisa ser uma regra!
A última música do “Roars” era pra ser em
inglês e fizemos em português, pois soava melhor.
Para o próximo álbum, duas músicas
serão em português também.
07. Perceptivelmente, o público (pelo menos
o catarinense) tem aceitado bem a proposta da Necropsya.
Quais foram os eventos mais significativos que vocês
tocaram?
Henrique V.: Sim! Com os festivais abertos de Santa
Catarina tivemos oportunidade de mostrar nosso som para
aquela galera toda que vai prestigiar e é ótimo
saber que eles estão curtindo! Aqui no Paraná
não chegamos a viajar tão pra longe da capital,
mas apesar do público ser menor que nos festivais
catarinenses, eles batem a cabeça igual!
Henrique B.: Todos os nossos shows em SC,
desde o primeiro que rolou em Joinvile em 2005 foram animais,
só temos que agradecer ao público de lá
por sempre nos acolher tão bem.
08. Quanto à produção do álbum,
algo não saiu como esperado? Quanto tempo entre compor
e prensar?
Henrique V.: Bom, algumas músicas já
tinham a estrutura desde antes de o Celso entrar. Fizemos
uma pré - produção em 2006 (resultando
no EP "SkullCrusher") e a gravação
do CD foi no começo de 2007.
Celso C.: A gravação final
aconteceu em dois meses, mas para juntar a grana, fazer
tudo independente e até o CD estar na nossa mão
levou o ano todo.
Henrique B.: Quanto à qualidade
de áudio do "Roars" não temos do
que reclamar, o nosso produtor (Marcos Haruka) fez um trabalho
excepcional! Lógico que o desafio para os próximos
CDs será sempre fazer melhor, mas para o que esperávamos
de um primeiro CD estamos muito satisfeitos.
09. Ser um trio é opção ou falta de
um guitarrista que atenda ao perfil da Necropsya?
Henrique V.: Nós tínhamos um segundo
guitarrista. Depois que o cara saiu e ficamos em três,
por um tempo até procuramos um substituto. Nos ensaios
como trio vimos que as músicas estavam soando melhores,
então optamos continuar assim.
Henrique B.: Nas gravações
do "Roars" mantivemos muito dos arranjos originais
com duas guitarras. Ao vivo é sempre um desafio suprir
os overdubs de gravação, logo, acaba sendo
divertido procurar modos interessantes de tocar arranjos
para duas guitarras em uma só. Acho que para o próximo
CD as músicas estarão muito mais “prontas”
para tocar ao vivo, pois muito dessa necessidade de transcrever
arranjos vai desaparecer devido às composições
já serem escritas para um trio e não um quarteto.
10. Vocês já tocaram com vários
nomes respeitados no cenário underground. Quais as
melhores experiências?
Henrique V.: Pergunta difícil! (risos).
É muito bom abrir para bandas maiores, pois até
hoje todas as bandas com as quais dividimos o palco também
começaram se ralando, e se hoje são bandas
mais conhecidas e com mais prestígio é por
que conseguiram isso com um tremendo esforço e humildade,
sempre. Para nós esta é a experiência
número 1!
Celso C.: Tocar com Krisiun, Torture Squad,
Chakal, Violator, Claustrofobia, Drowned, Imperious Malevolence,
Necrotério dentre outras várias bandas de
camaradas é sempre do caralho, mesmo porque também
curtimos estas bandas.
Henrique B.: Mas convenhamos que tocar
com o Claustrofobia é sempre do caralho!
11. Nós agradecemos pelas respostas e deixamos
o espaço aberto para as considerações
finais. Parabéns pelo lançamento de “Roars”.
Henrique V.: Nós que agradecemos o All The
Bangers pelo espaço e pelo apoio ao underground,
também aos leitores e à galera que acompanha
a banda pela internet (ou não). Mandamos um obrigado
aos que comentam no myspace e nos demais sites: fotolog,
orkut e onde for, a opinião do público é
imprescindível para continuarmos o nosso trabalho.
Henrique B.: E para quem não conhece
nosso som, visite nosso myspace (www.myspace.com/necropsya)
que lá tem de tudo um pouco pra ver e ouvir, até
encomendar nosso CD online. Nosso website oficial está
em construção e em breve estará no
ar.
Celso C.: Por fim, agradecemos à
galera que prestigia o nosso som, ainda faremos muito barulho
por aí!
Hear the Roars!
|
| |
| Home
Page Oficial: www.myspace.com/necropsya |
| |
| Por
Cristiano "Frank" Gonçalves |
|
|