Uma das vantagens do Progressivo, seja Rock ou Metal, é a liberdade fornecida aos músicos, que permite a mistura de vários elementos. Um dos representantes deste estilo em nosso país é a Metal Jam, que há algum tempo recebe críticas positivas por parte da mídia especializada do Brasil e também de outros países. Conversamos com Miguel (vocal) e Luiz (guitarra e violão), que nos falaram sobre o novo EP e o próximo álbum. Confira.

 
01. Saudações. Como estão os preparativos para o segundo álbum?
Miguel:
Seguem na fase de pré - produção! Estamos trabalhando as idéias que estão surgindo e desenvolvendo nos moldes de "Frailty", utilizando a facilidade da Internet para enviar material para os outros integrantes, buscando novos elementos para serem inseridos e contactando possíveis participações especiais. Aguardem!

02. "The Prayer" é distribuído no Brasil, Estados Unidos da América e Europa. Como surgiram os contatos no exterior e qual a aceitação por parte do público?
Luiz:
Os contatos no exterior foram aparecendo aos poucos - 1° nosso CD foi pra Hellion que já tinha uma re - distribuição no selo alemão Just For Kicks. Lá eles mesmos fizeram um grande trabalho de divulgação do material, enviando pra sites e revistas. O que garantiu a venda por lá. O selo francês Brennus Music, e outros selos da Europa foram contatos feitos via E - Mail pelo nosso tecladista, Adolfo. Acredito que a melhor distribuição que conseguimos (divulgação e venda) para o "The Prayer" foi nos EUA, o selo Laser Edge, o cara que tomou conta do nosso material, Ken Gold,é muito responsável e de fácil acesso.
A coisa parece estar ganhando maiores proporções. No My Space conheci várias pessoas dos EUA que compraram o "Frailty" também e entraram em contato conosco - mostrando que a repercussão do "The Prayer" foi maior nos EUA que nos outros países mesmo.
E quanto ao "Frailty", obteve vários prêmios no Site Garage Band (do filho de George Martin, ex - produtor dos Beatles).
A música "Avenca" foi a Música do dia no dia 19 de março e recebeu inúmeros prêmios:

Track of the Day on 19Mar2008 in Progressive Rock
Best Male Vocals in Progressive Rock, week of 17Mar2008
Best Male Vocals in Progressive Rock, week of 24Mar2008
Best Guitars in Progressive Rock, week of 17Mar2008
Best Drums in Progressive Rock, week of 17Mar2008
Best Keyboards in Progressive Rock, week of 24Mar2008
Best Production in Progressive Rock, week of 17Mar2008
Best Melody in Progressive Rock, week of 17Mar2008
Best Melody in Progressive Rock, week of 24Mar2008
Best Mood in Progressive Rock, week of 17Mar2008
Best Mood in Progressive Rock, week of 24Mar2008
Most Original in Progressive Rock, week of 24Mar2008
(http://www.garageband.com/song?|pe1|S8LTM0LdsaSjZVWyZ2g)

A Frailty estará lá dia 26 de abril!

03. Vocês participaram de um programa na MTV, fazendo um cover do Dream Theater. Como foi a repercussão?
Luiz:
O site obteve muitas visitas - cerca de 5.000 em um dia - o nome da banda ficou em evidencia em diversos sites. Na época fizemos uma abertura de show do Angra e re - gravamos a Metropolis Pt. 01 - com muitos downloads. Foi muito bom. A repercussão teve os dois lados - o pessoal fã do Dream Theater Cover (de Sampa) ficou chateado porque não foram eles os representantes da banda norte - americana.

04. A maioria dos veículos especializados rotula a Metal Jam como Progressive Metal, mas no release, vocês utilizam o termo Rock Progressivo. Qual o mais adequado e por que?
Miguel:
Eu particularmente acho uma bobagem rotular um trabalho. O termo progressivo sugere algo que busca ir além das amarras de um segmento. Qual a razão de se prender a um rótulo? Eu acredito que não exista o "mais adequado". O ouvinte pode optar por um deles ou até mesmo pelos dois, pois temos músicas com muitos elementos do Metal e outros mais Progressivos, devido as influências e formação que cada um teve. Eu mesmo saí da música erudita e caí no mundo progressivo pelo convite de Adolfo Mendonça. Estudamos juntos com Arrigo Barnabé, compositor de vanguarda, que explora elementos de música serial, dodecafônica. O próprio Luiz estudou Jazz com Mauro Hector e Michel Leme. Está certo, a liberdade musical é um paradoxo, mas tudo isso foi importante para a banda ter uma sonoridade mais "livre", sentindo - se no direito de escrever uma música acústica com elementos de linguagem e estruturação musical de diversas culturas, em especial, a música oriental e a regional nordestina. E o mais interessante: é uma das faixas de maior destaque de "Frailty".

05. Quando ouvi falar da banda, acreditei ser um projeto chamado Metal Jam. De onde veio o nome?
Miguel:
O nome surgiu de um evento batizado da mesma forma organizado pelo Luiz e pelo Fernando na baixada santista há oito anos. Do projeto, surgiu a banda que segue até hoje.

06. "Frailty" é um material interessante, mas a produção não está das melhores. Quais motivos impediram uma melhor qualidade do áudio?
Miguel:
Acredito que não seja a produção que você queira dizer que esteja "das melhores", e sim a "masterização", que acabou comprimindo os instrumentos de região média - aguda, transformando numa massa sonora o "recheio", com os pratos da bateria com bastante brilho. Em termos de execução, o material está acima da média, inclusive superando o próprio "The Prayer". O trabalho teve como política ter "baixo custo", ou seja, tudo que você ouviu foi feito com ferramentas próprias da banda ou de parcerias, oferecidos gratuitamente para a banda. Outra coisa: foi o primeiro trabalho produzido pela banda, em especial, o primeiro assinado por Adolfo Mendonça. Eu não acho que a produção está ruim, muito pelo contrário, está boa. Se pensarmos na questão de como foi produzido, o trabalho surpreende. Acredito que em termos de produto, "Frailty" está acima da média de outras produções que estão no mercado e com a vantagem de ter um custo acessível. Gravamos com microfones que tínhamos a disposição, especialmente para se gravar a bateria. Todos eles dinâmicos (em sua maior parte, modelos shure SM58). A voz, idem. Algumas coisas particularmente não me agradaram na produção e serão evitadas na gravação do próximo disco. A plataforma será outra. Utilizaremos microfones condensadores para captação do ambiente entre outras coisas que podem ajudar num melhor resultado. Acredito também que eu mesmo vou assumir a mixagem e a masterização (do "Frailty" eu não fiz por uma questão de praticidade, já que sou o único integrante que não mora na Baixada Santista) com a assistência do Edu e do Luiz.

07. Quais músicas do EP estarão no álbum. Serão regravadas?
Miguel:
Eu realmente não sei ainda se regravaremos músicas do EP. Tudo dependerá de como seguirem as novas composições. Uma das novas músicas pode ser conferida no YouTube. Chama - se “All We Can”. Não sabemos ainda se ela sofrerá alterações até a gravação do álbum. Estamos em trabalho de pré - produção... Muita coisa pode acontecer!

08. Em relação ao debut, quais as principais diferenças observadas no próximo material?
Miguel:
Se compararmos o debut ao próprio "Frailty", muitas diferenças de linguagem e estrutura estão bem evidentes. No lançamento do disco, muitos fãs da banda comentavam sobre o amadurecimento da banda, com uma identidade própria agora, até mesmo na execução das músicas antigas. Um som mais maduro, direto e pesado. Essa combinação de lirismo e peso encontrada em "Frailty" irá continuar. De qualquer forma, o fato de se contar com uma formação diferente do "The Prayer" é suficiente para fazer o novo trabalho soar diferente.

09. Em relação à parceira com a Crafter, como ocorreu e quais as vantagens?
Miguel:
A Crafter é uma das gigantes fabricantes de instrumentos musicais, sendo a marca mais vendida em países como Reino Unido e está presente em mais de quarenta países. Já faz um bom tempo que trabalho como especialista de produtos da revista Violão PRO, a principal e mais respeitada revista do segmento, e também auxiliei no desenvolvimento de instrumentos dando assessoria a empresas nacionais anteriormente. A proposta de parceria chegou em uma conversa com o gerente de Marketing da empresa. Como o Luiz comentava sobre a necessidade de ter uma guitarra sete cordas com uma boa tocabilidade, resolvi questionar sobre a possibilidade de estender a parceria para a Metal Jam. Fechamos o contrato com a Crafter. A vantagem de se ter uma parceira como a Crafter é o fato de contar com instrumentos bem construídos, excelente sonoridade e tocabilidade, além de ter mais um meio de divulgação, com uma empresa respeitada no mundo todo agregando valor ao projeto. Além disso, vale destacar a parceria com a Rozini. Utilizo um sete - cordas todo maciço da empresa já faz um bom tempo, mas agora estaremos também fortificando este laço com a empresa brasileira. Além disso, outras parcerias estão sendo estudadas.

10. O manager da Metal Jam é de Santa Catarina. Há previsão de shows por aqui?
Miguel:
Se tudo der certo, estaremos em Joinville e em Blumenau no final de abril, logo em seguida da seletiva do Wacken Open Air que estaremos participando em Santos. Aguardem!

11. Nós agradecemos pelas respostas e deixamos o espaço aberto para as considerações finais.
Miguel:
Gostaríamos de agradecer a oportunidade de mais um espaço bacana de divulgação. São vocês que fazem o underground se manter firme e forte! É sempre bom lembrar que o EP Frailty está a venda com distribuição para todo o Brasil no site da Die Hard Records www.diehard.com.br

Valeu e até breve!
 
Home Page Oficial: www.metaljam.net
 
Por Cristiano "Frank" Gonçalves
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