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Se
em "... Of Bards And Madmen" os mineiros do Lothloryen
foram comparados aos também mineiros do Tuatha de
Danann, desta vez, em "Some Ways Back No More"
a coisa muda de figura, pois o segundo trabalho da banda
é muito diferente dos seus conterrâneos. Vivendo
um bom momento e colhendo os bons frutos de seus trabalhos,
batemos um papo com o guitarrista e um dos únicos
remanescentes da formação inicial do Lothloryen,
com a palavra, Leko Soares. |
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01.
Salve! Para iniciarmos, gostaria que vocês descrevessem
um pouco do Lothloryen:
Leko: A banda surgiu em 2002, lançamos uma
demo em 2003, “Thousand Ways To The Same Land”, um álbum
oficial em 2005, “...Of Bards And Madmen” e acabamos de
lançar o novo álbum “Some Ways Back No More”.
Já tocamos ao lado de grandes bandas como Symphony
X, Sepultura, Torture Squad, Krisiun entre várias
outras e a formação atual da banda conta com:
Léo Oliveira (vocal), Leko Soares (guitarra/backing
vocals), Tim Allan (guitarra/backing vocals), Marcelo Benelli
(bateria), Marcelo Godde (baixo) e Léo Godde (teclados).
02. Caras, eu li as obras do mestre J. R. R. Tokien
(Silmarillion, Hobbit, O Senhor dos Anéis...) nos
anos 90 e me apaixonei por sua obra. A banda é totalmente
voltada a Tolkien, gostaria que vocês comentassem
algo a este respeito:
Leko: Na verdade não. Esse geralmente tem
sido um equívoco comum em relação ao
trabalho lírico da banda. É óbvio que
a ligação com a temática de Tolkien
já é algo que consideramos como parte da banda,
porém, a forma como a gente usa essa influência
Tolkieniana e a maneira como ela tem sido interpretada é
onde mora o equívoco. Nós não fazemos
letras sobre as histórias de Tolkien, tão
pouco usamos esse tema em todas as músicas. O que
fazemos é criar canções sobre temas
que nos atraem como pertubação mental, a busca
pela crença na fantasia, a loucura em seu estágio
mais poético, tempos e dimensões secretas
etc... Porém, agente procura usar elementos da obra
de Tolkien como metáforas e panos de fundo para essas
canções.
03. O que mudou para a banda, desde sua fundação,
até os dias atuais?
Leko: Nossa, muita coisa. Pra começar, os
únicos remanescentes da primeira formação
somos o Léo Oliveira (vocalista) e eu. Como toda
banda, acho que é natural que durante o percurso,
alguns membros passem a se identificar menos com as propostas
e objetivos que traçamos ao longo do tempo, portanto,
as mudanças são naturais. Sobre a parte musical,
eu diria que temos tido sorte, pois os membros atuais tem
contribuído e muito para o amadurecimento musical
e profissional da banda. Hoje não encaramos o Lothlöryen
como um hobby, mas sim um trabalho que poderá nos
render frutos num futuro próximo.
04. “...Of Bards And Madmen” é um excelente
trabalho, quais as principais mudanças em relação
a “Some Ways Back No More”.
Leko: O “...Of Bards” foi um trabalho mais ingênuo,
pois estávamos no início da nossa caminhada.
Tínhamos muitas influências diferentes na época
daquele trabalho, coisas que não combinam tanto com
a banda hoje, porém, acho que a nossa principal preocupação
em relação ao novo trabalho, foi conservar
a essência da época do “...Of Bards”. Nós
buscamos a mudança, buscamos mostrar pra todos que
temos nosso próprio som, porém, que não
precisamos descaracterizar a banda para mudar. A resposta
até agora em relação ao novo CD tem
sido maravilhosa, mesmo por parte dos que curtiram o “...Of
Bards” e isso mostra que apesar de amadurecidos, nós
não renegamos nosso passado.
05. O por que da mudança da gravadora Force Majeure
pela Die Hard?
Leko: A própria filosofia de busca por novos
caminhos que propusemos à banda assim que os trabalhos
com o novo álbum começaram. Apostamos na Die
Hard na esperança de um trabalho de divulgação
mais contundente, o que de fato, ainda não aconteceu.
Porém, continuamos apostando pois confiamos na competência
do Fausto e do André que tanto já fizeram
pelo nosso underground.
06. Falando de “Some Ways Back No More”, como foi
o processo de composição do álbum?
Leko: O processo foi igual ao do “...Of Bards”,
ou seja, sempre crio as canções e entrego
para os outros músicos. À partir daí,
ensaiamos exaustivamente e vamos rearranjando partes que
não soam tão bem ao vivo, até o som
se tornar uma canção do Lothlöryen de
fato. A única grande diferença em relação
ao CD anterior, é que dessa vez tive o recurso de
programas de gravação, seqüenciador de
bateria e sintetizadores para fazer a pré - produção
das músicas, coisas que na época do “...Of
Bards” nem sonhávamos em ter.
07. Como vem sendo o repertório de vocês
ao vivo, visto que a banda está com dois trabalhos.
Vocês vem tocando covers?
Leko: O repertório se concentra nos dois
CDs. Do novo álbum, tocamos de 4 a 7 músicas
dependendo do tempo de show disponível. Do “...Of
Bards” geralmente tocamos 5 músicas, pois é
um material que a galera já conhece e que sempre
nos proporciona ótimos momentos ao vivo. Sobre os
covers, agora no fim do ano vamos dar uma pausa nos shows
para organizarmos melhor as apresentações
para o ano que vem e pretendemos escolher de 3 a 4 músicas
para revezarmos nos shows, sempre tocando no máximo
duas delas por noite. Estamos pensando em coverizar algumas
bandas diferentes como o MUSE, por exemplo, além
de outras bandas de Metal e Rock N’ Roll que ainda não
decidimos.
08. O cenário nacional é bem amplo,
aliás, o Brasil é um país muito grande,
o que acaba dificultando os shows em determinadas regiões
e também a falta de estrutura acaba dificultando
um pouco. Como vocês vem se organizando neste sentido?
Leko: Realmente o Underground nacional está
cada vez mais difícil. Nós tivemos que nos
desdobrar para conseguirmos uma agenda descente para o lançamento
do CD, o que nos resultou em 6 datas entre o início
da tour, dia 18 de outubro, até agora, 24 de novembro.
Algumas dessas datas foram excelentes, porém, outras,
como aqui em nossa cidade, em um festival com mais de 10
bandas, foi um verdadeiro exemplo de desrespeito e falta
de compromisso da organização em relação
à nossa luta diária. Porém, uma coisa
é preciso ser dita: as bandas com som próprio
estão a cada dia perdendo espaço para a avalanche
de covers que existem por aí. Com exceção
de bandas grandes do nosso underground como o Torture Squad,
Almah, Hangar, está cada vez mais difícil
para grupos de autoria conseguir shows descentes. E isso
não é culpa dos covers, nem dos organizadores,
mas sim do público que prefere pagar para ver covers
mal feitos de bandas gringas (na maioria das vezes) do que
bandas nacionais com trabalho sério e autoral. Enfim,
vivemos um paradoxo no Brasil hoje, pois enquanto as bandas
de som próprio são cada vez mais cobradas
pela qualidade de composição, produção
e apresentação, mais portas tem sido fechadas
para elas em detrimento de bandas que toquem sons de grupos
gringos.
09. Essa pergunta é inevitável. Como
vocês reagem as comparações com o Tuatha
de Danann, que também é de Varginha.
Leko: No começo, ficávamos putos
da vida (rs), já que sabemos que grande parte dessa
comparação é devido ao fato do Bruno
ter participado de nossos dois primeiros trampos e por sermos
de cidades próximas (somos de Poços de Caldas).
Porém, hoje em dia, com as primeiras repercussões
em relação ao novo álbum, parece que
o pessoal tem percebido que nossa proposta musical é
bem diferente à proposta do Tuatha. Por outro lado,
é sempre bom ser comparado à bandas autênticas
e honestas como no caso deles. Particularmente, eu sou um
grande admirador do trampo do Tuatha, porém, musicalmente,
acho que o “Some Ways” veio pra enterrar de uma vez por
todas quaisquer tipos de comparações.
10. Futuramente, vocês não pensam em
largar a temática voltada nas obras de Tolkien?
Leko: Difícil falar sobre isso, já
que ainda não começamos a compor para o novo
trabalho. Mas é como eu disse no começo, a
forma como exploramos a temática tolkieniana é
algo muito particular nosso e acho que a idéia é
mantê - la sempre por perto, porém, sem forçar
a barra. Se um dia as composições caminharem
naturalmente por outros caminhos, não teremos nenhum
problema em explorá - los.
11.
Muito obrigado pela entrevista. O espaço é
de vocês:
Leko: Agradeço muito a oportunidade de figurar
em um site sério como o All The Bangers. Esse espaço
é muito precioso para o Lothlöryen e espero
que tenham curtido o papo.
Aos que se interessarem por nosso trabalho, visite o myspace:
www.myspace.com/lothloryenband
e juntem - se à nossa comunidade oficial: www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=1163044
É nóis!!! |
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| Home
Page Oficial: www.lothloryen.net |
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| Por
Neto Santos |
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