Passeando
pelo Thrash, pelo Death, pelo Crossover e pelo Grindcore,
a Lockfist 669 se rotula simplesmente como metal. O som
do quarteto é pesado, rápido e agressivo.
Além disso, mescla feeeling e “quebraceiras” na medida
certa. Se tu ainda não conheces a banda, esta entrevista,
respondida pelo vocalista Alexandre, é uma ótima
sugestão.
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01.
Parabéns pelo lançamento de “Dead In A Second...”.
Entre este trabalho e o debut, quais as principais diferenças?
Alexandre: Antes de mais nada, muito obrigado pela
oportunidade de divulgar nosso trabalho. Bom, em relação
ao “Inside”, nosso primeiro CD, as mudanças mais
evidentes no “Dead In A Second” foram as alterações
na formação da banda. Os novos membros são
Davi Dziabas, no baixo e eu, Alexandre Paloschi, nos vocais.
Musicalmente, a principal diferença é o timbre
vocal. O antigo vocalista fazia vocais numa linha mais Death
Metal, enquanto os meus vocais são mais gritados.
Além disso, “Dead In A Second” contou com um processo
de pré-produção e gravação
mais criterioso. Isso fez com que as músicas ficassem
bastante coesas e o som evoluísse naturalmente para
algo mais agressivo e rápido.
02. As faixas do trabalho recente passeiam pelo
thrash, pelo death, pelo crossover e até mesmo pelo
grindcore. Como vocês se definem?
Alexandre: Metal, simplesmente. Nós todos
na banda gostamos de som pesado, seja lá em qual
estilo. Não adianta a gente se rotular de alguma
forma sendo que sempre vai aparecer alguém pra dizer
“imagina, isso aí não é Thrash Metal!”.
Nós acreditamos que é melhor deixar nossa
música falar por si. É pesado e rápido
pra caramba, e isso basta.
03. Quase todos os integrantes passaram por outras
bandas. Há resquícios do passado na Lockfist
669? Quais seriam?
Alexandre: Em termos musicais, pouca coisa. O principal
legado que trazemos de nossas antigas bandas é a
experiência. Compusemos e produzimos o “Dead In A
Second” com um cuidado enorme para que tudo soasse da melhor
forma. Acredito que temos um material muito especial, que
só foi possível em razão das cabeçadas
que demos ao longo dos anos.
04. Por falar no nome da banda, o que significa?
Alexandre: O Renato, nosso guitarrista, pensou
no nome Lockfist logo quando da fundação da
banda. Acontece que já existia uma banda com esse
nome, acho que da Finlândia, e o Renato pensou em
acrescentar o 669 como gozação. Na época
existiam muitas bandas terminadas em 666, o 669 mexe com
o lance da sacanagem. Acabou que o nome fixa bem na mente
das pessoas, todo mundo gosta de sacanagem né?
05. Com tantas bandas clássicas no cenário
nacional, de onde veio a idéia de um cover para o
The Mist?
Alexandre: Foi idéia do Renato também!
Bom, o The Mist é uma banda clássica, de certa
forma cult, e a música que escolhemos, “Cross Child”,
casa bem com a proposta de som do Lockfist 669, extremamente
pesada. O próprio Jairo ouviu nossa versão
e gostou bastante.
06. E quanto à participação
do guitarrista do Chaosfear, como ocorreu a negociação?
Alexandre: O Renato, de novo, tinha o contato.
Ele convidou o Eduardo para fazer um solo para a música
“FUD (Fear, Uncertainty And Doubt)”. O cara fez na camaradagem,
arregaçou no solo. Nós já tínhamos
a sensação de que a “FUD” era uma música
muito forte, e quando acrescentamos o solo do Eduardo ela
ficou simplesmente espetacular!
07. O lançamento independente foi opção
ou falta de selo interessado?
Alexandre: Foi opção. Como iniciamos
o processo de composição sem nenhuma parceria
em vista o álbum acabou sendo produzido com nossos
próprios recursos. É lógico que o apoio
de um selo seria muito bem-vindo, mas a gente não
pode ficar parado, não é?
08. Percebi que prensagem foi em mídia gravável.
Não sairia mais barato fazer em SMD, por exemplo?
Alexandre: Aí está uma desvantagem
de trabalhar com recursos próprios. Quando terminamos
a produção de “Dead In A Second” precisávamos
iniciar a divulgação do álbum mas estávamos
sem condições de encomendar uma tiragem de
CDs, sejam normais ou em formato SMD. Então resolvemos
iniciar a divulgação com mídias graváveis
mesmo. Sai mais caro cada unidade, mas inicialmente é
um custo razoável.
09. A produção de “Dead In A Second...”
apresenta ótima qualidade. Os recursos digitais favorecem
a entrada das bandas brasileiras no cenário internacional
ou ainda há preconceito com o Metal tupiniquim?
Alexandre: Acredito que as produções
brasileiras chegaram a um nível bastante bom, embora
eu ainda perceba alguma desvantagem em relação
às produções de mais alto nível
no estrangeiro. Quanto a preconceito com o metal nacional?
Só se for por parte de alguns brasileiros, porque
o pessoal de outros países tem o heavy metal brasileiro
em alta conta.
10. Agradecemos pelas respostas e deixamos o espaço
aberto para as considerações finais. Grande
abraço.
Alexandre: Novamente, muito obrigado ao All The
Bangers pelo espaço pra que possamos divulgar nosso
material. O “Dead In A Second” foi fruto de muito trabalho
e da paixão que temos pelo Heavy Metal, estamos certos
de que ele cairá no gosto de quem se der a oportunidade
de ouvi-lo. Pra quem quiser, tem metade dele na nossa página
oficial no Myspace... Gostaríamos também de
agradecer ao pessoal que nos acompanha em nossa comunidade
no Orkut, sempre nos dando muito apoio, e convidar todos
os leitores do All The Bangers a se inscreverem por lá.
Esse CD foi feito pra vocês curtirem até o
ouvido sangrar! |