Apesar das dificuldades, o cenário metálico nacional não para de crescer e mais um nome promissor começa a se destacar. Fusionando elementos do Heavy, do Thrash e do Death, a Lifetimes cria uma sonoridade moderna, pesada e difícil de ser rotulada. “Self-Enemy” é o segundo álbum e aos apreciadores de inovação, é uma excelente opção. Conversamos com o guitarrista Fabrício a as respostas estão abaixo. Confira.

 
01. “Self - Enemy” é o primeiro registro da Lifetimes ou vocês possuem algum registro pretérito? Podem especificar?
Fabricio de Lima:
Anterior ao álbum “Sel - Enemy” lançamos o Single demo “My Nightmare” em outubro de 2005, e em outubro de 2006 o primeiro oficial “Risen”.

02. Em poucas palavras, qual a história da banda?
Fabricio de Lima:
O Lifetimes começou suas atividades em 1998 tocando somente cover e investindo quase zero em composições e passando por muitas formações, no meio de 2002 decidimos acabar com a banda, mas logo no começo de 2003 voltamos com força total e com novos integrantes que permanecem na banda até hoje, daí em diante fazemos tudo da forma mais profissional possível tanto em gravações quanto em shows, chegamos ao nosso segundo álbum oficial mais um single demo e muitos shows no Brasil. Nessa segunda etapa que divide o Lifetimes de 2003 pra cá, conquistamos muito mas temos muito ainda para conquistar e vamos conquistar.

03. Definir a sonoridade de vocês á algo difícil. Podemos chamar a Lifetimes de uma banda de Death Metal?
Fabricio de Lima:
Death? Rs... esse é mais um dos intermináveis rótulos que já citaram pra nós, mas eu acredito que realmente seja difícil rotular a gente, pois nós mesmos ainda não encontramos o melhor nome para o nosso estilo, para melhor entendimento e assimilação divulgamos como banda de Thrash/Heavy que é o que você mais encontra em nossas musicas, mas com certeza o som do Lifetimes vai muito além disso.

04. Da formação até o presente momento, houve alterações na formação ou na sonoridade?
Fabricio de Lima:
De 1998 até 2002 a banda teve várias formações. Em 2003 começamos com uma formação que permanece até hoje, quanto a mudança na sonoridade, sim ela aconteceu e muito do álbum “Risen” pro “Self - Enemy”. O som ficou mais pesado, coeso e sem partes muito progressivas que ocorreu no primeiro.

05. Percebo influências dos irmãos Amott (Arch Enemy) nas guitarras e de Phil Anselmo (Pantera) nos vocais. Estou certo? Que outros nomes servem de inspiração para a Lifetimes?
Fabricio de Lima:
Você acertou nas duas... Rs. Mas certamente essas são algumas das influências, pois acredito que tudo que você ouve e gosta acaba te influenciando de alguma maneira e seriam muitos nomes para citar.

06. A aceitação do álbum em território nacional é positiva. No exterior, houve algum resultado?
Fabricio de Lima:
No Brasil a aceitação está ótima e melhorando a cada dia, tivemos mais de 6.000 acessos no nosso Myspace desde o lançamento do “Self - Enemy” e a venda do CD cresce a cada dia, uma parte dessas visitas no Myspace vem do exterior, estamos em contato com alguns selos mas não temos nada concreto ainda.

07. Muitas bandas reclamam dos selos e optam em lançar álbuns de maneira independente. Vocês estão satisfeitos com o trabalho da Die Hard? Como surgiu a oportunidade?
Fabricio de Lima:
Entendo essas bandas reclamando de selos, mas também entendo que os selos não conseguem fazer milagres com as propostas que essas bandas almejam. Eu acredito que no nosso caso a Die Hard só veio pra acrescentar e estamos muito satisfeito com o trabalho deles, pois em nenhum momento eles fizeram propostas milagrosas e sempre ouviram com muito respeito as nossas contrapropostas, acho que as duas partes ficaram satisfeitas.

08. Na minha opinião, a qualidade do áudio está boa, mas a sonoridade da Lifetimes exige algo um pouco melhor. Qual a opinião de vocês sobre isto?
Fabricio de Lima:
Cara, eu junto com o Rômulo Felício, que dividiu o trabalho de produtor comigo, e com certeza é o melhor da nossa região, fizemos um trabalho de produção que acredito ser acima da média para uma banda de som pesado, algumas músicas chegaram a ter seis guitarras sendo tocadas simultaneamente, outras com até três baixos diferentes em uma mesma música e outras com mais de 30 vozes diferentes, sendo que todas entraram no CD, para mixar uma coisa desse porte teria que ser alguém com experiência, então ficou a cargo do Thiago Bianch (Shaman) e para que tudo fosse ouvido com clareza a masterização foi feita no Mosh Stúdio, um dos melhores da América Latina. Ficamos contentes com o resultado final, mas com certeza a intenção é sempre evoluir.

09. Quanto aos shows, quais os mais significantes e como está a agenda da Lifetimes?
Fabricio de Lima:
A nossa agenda poderia estar melhor o problema é que poucos promotores de eventos se dispõem a pagar os custos e o cachê necessário para contratar o Lifetimes, e te garanto que não é caro, mas sempre estamos tocando e a galera sempre corresponde com as nossas expectativas. Isso torna todos os shows muito significantes para nós.

10. Agradecemos pelas respostas e deixamos o espaço aberto para as considerações finais.
Fabricio de Lima:
Em primeiro lugar eu gostaria de agradecer muito a vocês do All The Bangers por abrir espaço para a nossa primeira entrevista após o lançamento do “Self - Enemy” e também agradecer o toda a galera de imprensa e promotores de shows que sempre apóiam o Metal nacional e principalmente ao publico, que esse sim faz a coisa funcionar, sem vocês nada disso teria sentido, continuem comprando CDs, visitando nosso Myspace e ouvindo os sons lá (www.myspace.com/lifetimesmetal). Podem mandar a vontade E - Mails que com certeza todos serão respondidos.
 
Home Page Oficial: www.myspace.com/lifetimesmetal
 
Por Cristiano "Frank" Gonçalves
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