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Maturidade
é um adjetivo que define o trabalho da Kamala, mais
uma grande promessa do Metal nacional que não teve
medo de inovar. Conversamos com Nicolas (bateria) e Raphael
(voz e guitarra) para sabermos mais sobre a banda. Confira
abaixo. |
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01.
Saudações. Tanto o nome da banda quanto a
capa e a estampa do CD, aparentemente apresentam ligações
com o hinduísmo. É impressão ou a pergunta
faz sentido?
Nícolas Andrade: Realmente há uma
ligação com o hinduísmo, pois Kamala
é uma deusa hindu que representa a força e
a sabedoria, e isso nós levamos como um preceito
da banda, mostrando que temos um caminho grande pra trilhar
que será seguido com grande determinação,
além de claro remeter ao som forte da banda. A capa
além de reforçar a temática hindu tem
vários significados, dentre eles mostrar que é
preciso ter um “foco” para se manter forte e vivo, que também
é algo que expressamos freqüentemente nas letras.
02. Resumidamente, conte - nos a história
da banda.
Raphael Olmos: Formei a banda em junho de 2003,
com o objetivo de encontrar músicos que levassem
o trabalho realmente a sério, com um único
foco de estilo, fazer musica pesada e cheia de energia,
sem nenhuma limitação de estilo ou algo do
tipo.
Muitos integrantes passaram, assim como a grande maioria
das bandas, até chegar na formação
da primeira demo, Corrosive, lançada no final de
2005, com Adriano no baixo e Nícolas na bateria.
Este demo teve uma boa repercussão tanto para a mídia
especializada como para o publico. Algum tempo depois, o
baterista saiu da banda por motivos pessoais, porém
achamos um substituto, e não paramos de fazer shows
e compor. Seis meses depois a banda deixou de ser um trio
e Ralph entrou para a segunda guitarra, pouco tempo depois
começamos a ter alguns problemas com o baterista,
e no mesmo período Nicolas falou que estava afim
de voltar para a banda. E esta é a formação
do nosso Debut gravado e produzido por Ricardo Piccoli,
recém lançado pela Overload Records, em dezembro
de 2007.
03. A sonoridade de vocês apresenta constantes
variações. Quais são as influências?
Nícolas Andrade: Procuramos sempre buscar
sonoridades novas, ouvir vários estilos, e não
nos prender num mesmo rótulo. Isso faz com que busquemos
aprimorar nosso estilo e técnica buscando sempre
inovar dentro do que fazemos. Eu particularmente gosto bastante
de ouvir bandas novas que tem realmente algo novo a apresentar,
pois isso me motiva a querer fazer coisas novas também,
e além disso, sempre faço alguma incursão
nos primórdios da música brasileira e algumas
novidades dentro do jazz e seus derivados.
Raphael Olmos: Escutamos de tudo, evidente
que cada um tem suas preferências, porém isto
é o que acaba somando para nosso trabalho. Escutamos
diversas vertentes dentro do metal, além de outros
estilos de música, desde os clássicos até
novos estilos que surgem a cada dia.
04. Inovações são arriscadas.
Na Kamala, isto tem gerado bons ou maus frutos?
Nícolas Andrade: Tem gerado muitos bons
frutos, mas é aquela coisa de que ninguém
agrada todo mundo. Temos ouvido e lido boas críticas
sobre o álbum, e a aceitação do público
tem sido muito boa, e claro temos recebido mais convites
pra tocar.
Além disso, foi durante a gravação
do álbum que conseguimos o contrato com a Overload
Records, que se interessou pelas inovações
que apresentamos, e isso foi um passo muito importante na
história da banda.
05. Quais as temáticas abordadas nas letras?
Raphael Olmos: Minhas músicas funcionam
como terapia para mim, onde eu me limpo, coloco tudo de
ruim ou de aprendizado sobre algum fato pessoal.
Nícolas Andrade: Eu gosto de fazer
críticas a sociedade em geral e ao rumo que ela tem
tomado no sentido de estar se autodestruindo na medida em
que “avançam” rumo a um mundo mais cômodo e
eficiente, pois nem tudo é tão lindo quanto
parece.
06. Como foi o processo de produção
do álbum?
Nícolas Andrade: Nós estávamos
com as músicas praticamente fechadas no que diz respeito
a estrutura e isso ajudou a fluir tranqüilamente em
estúdio. Foi tudo feito no Piccoli Studio do produtor
Ricardo Piccoli aqui mesmo em Campinas. Ele fez um trabalho
extremamente profissional e ajudou muito a escolhermos a
sonoridade certa para que o CD tivesse uma identidade, que
tivesse realmente a cara da banda. Além disso, gravar
com o Piccoli foi muito interessante, sempre era um ambiente
muito descontraído o que fez o estúdio parecer
nossa casa, a gente chegava lá, gravava, conversava
sobre tudo nos mínimos detalhes e podíamos
expor nossas idéias que sempre foram respeitadas
por ele, o que fortaleceu nossa parceria que esperamos ser
duradoura.
07. Considero a mixagem e masterização
do debut boa, mas incompatível com a proposta sonora
da Kamala. Qual a opinião de vocês sobre a
afirmativa?
Raphael Olmos: Como em tudo relacionado à
banda, não queremos ser mais um, buscamos um produtor
moderno, que acreditasse no trabalho da banda, assim como
nos acreditamos no trabalho e no potencial dele, sempre
com a mente aberta e que entendesse o que queríamos
passar que era criar um CD do Kamala, sem ser cópia
de ninguém. Ficamos TOTALMENTE satisfeitos, e para
falar a verdade, já admirávamos muito o trabalho
do Ricardo Piccoli, porém todo dia no estúdio
nos surpreendíamos mais ainda com ele, ele é
FODA! Esta foi sempre a preocupação do Kamala,
ter a nossa identidade desde o trabalho sonoro como o visual.
08. Não gosto de rótulos, mas muitas
vezes são necessários, principalmente em resenhas.
Como a Kamala se define?
Raphael Olmos: Também não gostamos.
Gostaríamos de ser rotulados como uma música
enérgica e pesada, METAL ao pé da letra, mas
se for pra rotular seria um Thrash Metal com uma cara atual.
09. Vocês fazem parte do cast da Overload.
Estão satisfeitos com o trabalho do selo ou acreditam
que um lançamento independente teria repercussão
semelhante?
Raphael Olmos: Estamos muito satisfeitos! É
um trabalho realizado em conjunto dia a dia, tendo toda
atenção e apoio. A Overload acredita no Kamala,
assim como o Kamala acredita na Overload.
10. Como está a aceitação do
material no Brasil? Há algum contato para distribuição
no exterior?
Raphael Olmos: No geral está sendo positiva
e que estamos percebendo isso principalmente nos shows que
estão sendo realizados. A resposta do público
vem sendo muito positiva e com relação a mídia
especializada também, o cd tem tido boas resenhas
e criticas.
Sobre a distribuição fora do Brasil, a Overload
esta trabalhando nisso, mas é um processo mais demorado,
mas esperamos em breve trazer novidades sobre esse ponto.
Nícolas Andrade: Algumas pessoas
lá fora já chegaram a ouvir o CD ou parte
dele devido a internet e já chegamos a receber algumas
mensagens através de emails e MySpace de pessoas
elogiando o trabalho. Além disso, eu sempre procuro
assuntos relacionados a banda para saber o que se anda falando
na internet e já encontrei nessas buscas bons comentários
vindos de diversos países, como Itália e França
e isso é muito gratificante.
11. Agradecemos pelas respostas e deixamos o espaço
aberto para as considerações finais. Grande
abraço.
Raphael Olmos: Gostaríamos de agradecer
a entrevista e ao espaço, convidar a todos para escutar
o MySpace oficial (www.myspace.com/kmlthrash)
e quem tiver interessado em adquirir os CDs, pode estar
sendo encontrado nos shows, na internet e em lojas pelo
Brasil (entrar em contato com a gente ou Overload para maiores
informações). Gostaríamos também
de falar que estamos na luta, pelo nosso espaço,
dando a sangue, sem passar por cima de ninguém e
fazendo todo esse trabalho porque amamos e acreditamos!
E para finalizar, valorizem cada vez mais o metal nacional,
pois tem muita banda foda por aí, com competência
e profissionalismo.
Abraço a todos!
Fiquem ligados!!! |
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| Home
Page Oficial:
www.myspace.com/kmlthrash |
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| Por
Cristiano "Frank" Gonçalves |
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