O contrabaixista, arranjador e compositor, Joel Moncorvo, começou seus estudos musicais bem cedo. Tomou suas primeiras aulas em 1978, quando tinha apenas sete anos, participando de corais e oficinas de música do Colégio São José, em Salvador. Seu primeiro mestre foi o professor Jorge Silva, que descobriu a aptidão de Joel pelos graves. A maior influência do músico veio da sua família. O pai, João, apoiava, financiava e o incentivava de todas as formas possíveis. Sua mãe, a musicista Elza, professora de piano clássico, além de incentivar, o instruiu para a vida musical.
Aos nove anos, Joel adquiriu o seu primeiro Contrabaixo, formando a sua primeira banda de Rock, Direito Autoral, e dando início, assim, à sua carreira musical. Foram vários projetos, pesquisas e bandas. Mas, deixando a biografia do músico de lado, batemos um papo com Joel Moncorvo, baixista das bandas Slow e Ungodly. Confiram está interessante entrevista abaixo.

 
01. Joel, para iniciar nossa entrevista, gostaria que você dissesse como foi seu início na música?
Joel Moncorvo:
Na minha infância, presenciava constantemente aulas de música e expressão corporal ministradas pela minha mãe. O meu pai me apresentava músicas de várias origens e gerações. Foi a partir daí que passei a me interessar mais pelo mundo da música. Aos sete anos de idade, já fazia parte de corais estudantis e oficinas de música. Esses fatores influenciaram diretamente na minha carreira musical.

02. Atualmente, em que bandas você presta seus serviços?
Joel Moncorvo:
Faço parte dos grupos SLOW e UNGODLY. Mas sempre trabalhando e gravando para artistas e grupos de vários estilos. Estou desenvolvendo também a pesquisa “O Contrabaixo e a Criança Surda”, que está sendo realizada no Centro de Atendimento ao Surdo, em Salvador, além de estar escrevendo colunas sobre o contrabaixo em Sites da Web.

03. Você é um excelente baixista. Gostaria que você citasse suas principais influências como músico?
Joel Moncorvo:
Obrigado! Acima de qualquer coisa, o músico deve ter a sua personalidade musical, sua forma de tocar, compor e interpretar uma obra. Cresci escutando Fusion, Jazz, Progressivo, Rock e muito Metal. Com relação a músicos, admiro muito Geddy Lee (Rush), Victor Wooten (solo), Marcus Miller (solo), Bunny Brunel (solo e Cab), Chick Corea and Electric Band, Dave Weckel, Stanley Clark, entre outros. Celso Pixinga me influencia muito como músico solo, pois acho que ele é um dos maiores exemplos de persistência e direcionamento como instrumentista no Brasil.

04. E agora como um amante da música. O que você gosta de ouvir?
Joel Moncorvo:
Escuto de tudo (Música Francesa, Italiana, Erudita, Instrumental, Rock Progressivo, Metal). Gosto muito de músicas de artistas solos (aqueles que têm uma banda e fazem um projeto paralelo – geralmente não estão preocupados com a “grande mídia”, é esse o ponto que mais aprecio pela liberdade musical). Atualmente, estou escutando Project Cab, Marcus Miller, Vangelis, Kitaro e as minhas músicas autorais. Com relação ao mercado de trabalho, escuto de tudo, pois preciso estar sempre atualizado.

05. Cara, o Ungodly é um dos grandes nomes do Metal nacional e o Slow, uma ótima banda. Gostaria que você falasse um pouco sobre essas bandas? Qual seu grau de envolvimento com ambas?
Joel Moncorvo:
Sobre o UNGODLY, comecei como músico contratado, hoje faço parte do grupo. É uma equipe muito forte, tem uma estrutura muito boa, principalmente no quesito profissionalismo e amizade. Aprendemos muito fazendo 3 shows com o Slayer e com o Candlemass, aqui no Brasil. Sobre o som, expressamos as nossas idéias e pensamentos através de músicas bem diretas. Estamos tendo ótima aceitação do público e já estamos compondo o nosso próximo álbum.
Sobre a SLOW, o grupo foi fundado por mim e com o passar do tempo fui conhecendo grandes músicos e amigos. O trabalho da banda é mais progressivo. Trabalhamos com fusões de ritmos aliados a todo peso do bom e velho metal.
Estamos nos estabilizando no mercado, pois recentemente lançamos o nosso Debut que está tendo uma ótima aceitação do público e da mídia especializada.
A equipe é bem experiente e possui também excelentes músicos. Hoje, estamos reformulados e fechando vários shows para a divulgação do nosso álbum “Killer Mermaid”.

06. Partindo para seu equipamento. O que você usa? Com o que grava? Dê um toque geral para os bangers em relação ao seu equipo?
Joel Moncorvo:
Contrabaixos: Atualmente estou trabalhando com os contrabaixo da Crafter - modelo CONGRESS5 - DX/DBR – 5 cordas, o que está me deixando muito satisfeito com relação ao som e a sua tocabilidade. Ao vivo, também me apresento com um Fender Americano - 4 cordas, um M. Laghus - 8 cordas e o meu inseparável Fretless.
Gravação: ultimamente tenho conseguido ótimos resultados ligando o baixo direto a um pré e mandando o sinal para o gravador. (Rolo, Plataforma, Adat)
Cordas: utilizo a .040 e troco assim que perdem o brilho.
Manutenção do contrabaixo: sempre regulado.
Efeitos: Basicamente uso som limpo.

07. A Cena do Nordeste do país é bem forte, por ai temos músicos de alto gabarito, boas bandas, um mercado muito bom. A que você atribui este crescimento musical no Nordeste do Brasil?
Joel Moncorvo:
Fico muito feliz com a acessão do nosso Nordeste. Podemos encontrar músicos aqui para todos os gostos e segmentos. Acredito que um dos principais fatores está na grandiosidade da diversidade artístico - cultural.

08. Dentro de alguns meses, você estará lançando seu 1º álbum solo. O que você poderia nos adiantar sobre ele?
Joel Moncorvo:
O álbum chama - se “Muito Além do Som”. A gravação está sendo realizada no Vértice Estúdio, localizado em Salvador. Na bateria, tive a oportunidade de ter ao meu lado Thiago Nogueira (com quem trabalhei nas gravações da Ungodly e da SLOW), um grande músico que gravou ótimas linhas e entendeu perfeitamente a idéia do trabalho. Estou tendo a participação de outras feras, como por exemplo o Mozart Mello na Guitarra e o maestro Bel Reis nos teclados, piano, rhodes e claves. É um trabalho que está sendo desenvolvido com extrema dedicação, no qual cada nota é capaz de expressar um sentimento diferente.

09. O Brasil é um país gigantesco, o que dificulta muito os shows em determinadas regiões, como bandas do Nordeste tocarem no Sul, e vice versa. O que você acha que poderia ser feito para melhorar esta situação?
Joel Moncorvo:
Muitas bandas tocam por amor, fazem de tudo para se apresentarem, se sujeitam a tocar de graça só para divulgar o seu trabalho, em qualquer tipo de som ou condição de palco. Isto é o que acontece com a grande maioria. O que temos que entender é que podemos mudar essa realidade com a nossa profissionalização. O resultado disso implicará na criação do nosso próprio mercado musical, um mercado que será capaz de levar uma banda do Norte ao Sul, ou vice - versa, e com condições de pagar um cachê mais justo e honesto, para quem realmente dá o verdadeiro prazer ao público.
Sobre as distâncias, a própria Internet está aí para ajudar na divulgação, negociações e informações.

10. Dê uns anos pra cá, a Internet facilitou a divulgação de muitos artistas. Como você se organiza e qual sua visão em relação a rede. Deixe seus contatos ai para o pessoal.
Joel Moncorvo:
Procuro deixar o meu site (www.joelmoncorvo.com) bem atualizado, mostrando sempre o que estou fazendo e realizando no momento. Se tenho um público fiel, faço de tudo para não perder a atenção dele. Tenho também uma comunidade no Orkut, (Joel Moncorvo), sempre passo por lá e respondo todos os questionamentos, recebo ótimas sugestões e conversamos muitos sobre os meus trabalhos. Existe até um tópico feito para tirar dúvidas sobre o contrabaixo ou o que aparecer.
Essa proximidade com o público, eu não quero perder jamais. São eles que compram o meu CD, que me incentivam, muitos pagam para me assistir, são eles que fazem com que eu tenha mais força e determinação no mundo da música. Começo o dia atualizando o meu site, por que sei que muitas pessoas o acessam antes mesmo do trabalho ou da escola. Então, o mínimo que posso fazer, é dar a maior atenção possível. Só para finalizar, geralmente depois de uma apresentação, seja ela com banda, Workshop ou apresentação solo, eu desço até o público e fico lá conhecendo todas as pessoas possíveis, esse é um momento mágico.

11. Muito obrigado Joel, assim que seu CD solo estiver lançado, estarei lhe entrevistando novamente, isso se você concordar. Até lá, um forte abraço, deixe um recado para os headbangers. Valeu.
Joel Moncorvo:
Gostaria de agradecer ao grande profissional Neto e a toda equipe do site All The Bangers pela oportunidade da entrevista e o grande apoio!
Aos leitores, agradeço a atenção e os convido para conhecer os meus trabalhos, pesquisas musicais e informações do CD “Muito Além do Som” através do site www.joelmoncorvo.com
Aos fãs da SLOW e do UNGODLY, aguardem mais novidades, por que os trabalhos não param. Estamos nesses endereços: www.slow.com.br e www.ungodly.com.br
Abraços a todos!
 
Sites Oficiais e Endereços:
E - Mail: joelmoncorvo@joelmoncorvo.com
Site: www.joelmoncorvo.com
Comunidade Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4580214
MSN: joelmoncorvo@hotmail.com
 
Por Neto Santos
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