A Bahia apresenta um cenário underground excelente, onde podemos citar Ungodly, Veuliah, Headhunter D.C. e, recentemente, Insaintfication. A banda conta com ótimos músicos investe no Thrash/Death Metal, com influências que variam de Metallica à Sepultura. O debut, intitulado “Diseased”, recém saiu do forno e já é alvo de elogios da mídia especializada. Saiba mais na entrevista abaixo, respondida por Luciano Campos (guitarra).

 
01. Saudações. Antes de começarmos, parabéns pelo álbum. Resumidamente, fale sobre a história da Insaintfication.
Luciano Campos:
Saudações All The Bangers!! É uma fudida honra estar aqui trocando esta idéia com vocês. Antes de mais nada, obrigado pela força. É do caralho saber que o nosso trabalho vem agradando reais bangers por todo o país. Bem, a banda teve seu primeiro ensaio logo no final de 2001, ainda como um power trio (composto por mim, o Fernando no baixo e vocal e o Daniel na batera). Assim, ocorreram os primeiros shows e a gravação da nossa primeira demo, a “Reflections About The Inner Conflicts” (2002). Com o passar do tempo, convidamos mais um guitarrista para a banda (Luis Cardoso), e assim realizamos mais shows e gravamos o EP “A Few Days To Die” (2005). Como ele não podia se dedicar mais à banda por diversos fatores, ele cedeu seu espaço ao Rômulo Lebre, e assim realizamos mais shows e entramos em estúdio para a gravação do nosso primeiro disco (2007).

02. Do Demo - CD “Reflections About The Inner Conflicts” até o debut, “Diseased”, quais as diferenças que vocês observam?
Luciano Campos:
A entrada de mais um guitarrista com certeza contribuiu bastante para amadurecermos as músicas e para uma pegada mais coesa. Estes cinco anos que separam o lançamento da nossa demo e o lançamento do debut também foram fundamentais para adquirirmos mais experiência no palco, ao compor, ao divulgar nosso trabalho e, principalmente, para adquirirmos juízo (rsrsrs). Resumidamente, éramos um bando de moleques inexperientes que se preocupavam principalmente em tocar e se divertir na época da demo e, hoje em dia, somos um bando de moleques com um pouco mais de juízo e experiência (rsrsrs).

03. Percebemos influências de Sepultura, Metallica e Slayer. Além destas, que outras bandas servem de influências?
Luciano Campos:
Esta é um pergunta um pouco complicada, pois cada integrante tem uma série de influências próprias, e tentamos fazer um som que consiga mesclá - las, deixando as músicas da banda com a cara de cada um. Como influências principais, temos bandas que vão desde o clássico Hard Rock ao Metal extremo. Além destas citadas, com certeza podemos incluir Whitesnake, Kiss, Van Halen, Black Sabbath, Judas Priest, MotorHead, Exodus, Kreator, Death, Destruction, Testament, Forbiden, Morbid Angel, Obituary, e uma série de outras fudidas bandas que se eu parar um pouco pra pensar, vai dar pra fazer uma lista de algumas páginas (rsrsrs).

04. Vocês optaram em cantar em inglês. Por que não em português? Quais as temáticas abordadas?
Luciano Campos:
De início, optamos por escrever as letras em inglês pelo fato de estarmos mais acostumados a ouvir letras, em sua maioria, em inglês. Acredito que seja o mesmo que ocorre com a grande maioria das bandas de Metal nacional na atualidade (salvo algumas exceções). Eu, pessoalmente, curto muito letras em português. Quem sabe daqui a algum tempo a banda escreva algo em nosso idioma.
Nossas primeiras letras, e algumas mais novas, falam da medíocre, egoísta e sádica natureza humana, que força o homem a se vincular a uma religião que o considere um ser perfeito e “santo”, e esconda suas imperfeições. Assim, nós falamos desta hipocrisia e da doença moral na qual estamos imersos devido a nossa própria natureza, desta falsa idéia de perfeição. As letras mais novas também falam de temas relacionados a guerras e fidelidade ao Heavy Metal.

05. A arte gráfica do álbum é um dos itens que merece ser citado. Como a capa foi escolhida?
Luciano Campos:
Pensamos em uma capa que transmitisse ao headbanger essa temática citada acima, que também explica o nome da banda e o nome do disco. A criação do design demorou um pouco, mas conseguiu expressar exatamente o que queríamos.

06. Um outro fator importante é a produção do álbum. Como foi trabalhar com Thiago Nogueira? O resultado final ficou como esperado?
Luciano Campos:
Já havíamos trabalhado com o Thiago na gravação do nosso EP (“A Few Days To Die”) em 2005. Ele tem grande experiência e vários trabalhos excelentes na produção de bandas daqui da Bahia (HeadHunter DC, Ungodly, Tharsis, Impetuous Rage, etc). Trabalhar com ele era ter a certeza de que teríamos um material de excelente qualidade em mãos. Dito e feito. Sem dúvida, é um dos melhores produtores do gênero neste país.
O processo final de mixagem e produção do disco foi um pouco corrido, mas o resultado final certamente superou nossas expectativas. Este material é um grande orgulho pra todos da banda.

07. Da composição à prensagem de “Diseased”, como foi o processo?
Luciano Campos:
Eu posso dizer que o processo de composição do disco vem desde o início da banda, pois re - gravamos 3 músicas da nossa Demo (“Hammer Execution”, “Morally Diseased” e “Falling In Despair”), além do fato de outras composições e algumas idéias para a arte gráfica serem desta época também. Como já tínhamos o repertório bastante ensaiado, toda a arte gráfica pronta e o contrato de lançamento já assinado com a grande Kill Again Records, o processo de gravação e prensagem do disco foi bastante rápido.

08. A Bahia é um Estado que sempre apresentou ótimos nomes, como Headhunter D.C., Ungodly e agora, Insaintfication. Quais outras bandas bahianas realizam um trabalho profissional e ainda não ganharam reconhecimento?
Luciano Campos:
Tenho bastante orgulho em dizer que a Bahia é o berço de grandes bandas e grandes músicos. Posso ficar um bom tempo aqui citando excelentes bandas, de variados estilos, mas com certeza vale destacar o Pandora (cujo vocalista Bruno Leal fez uma participação especial na faixa “Back To Hell” no nosso disco), que no momento está à procura de um selo, e algumas bandas como Nomin, Burning Heart, Agnes, Animus Necandi, Violenthrash, Templarius e outras.

09. Eu soube da existência da Insaintfication através do Jaime Amorim. Qual a relação de vocês com o redator? A participação nas coletâneas Metalvox rendeu bons frutos?
Luciano Campos:
O Jaime é um grande amigo nosso, que acompanha nosso trabalho e nos dá apoio desde o início da banda. Ele trabalhou um tempo conosco como assessor de imprensa, e com certeza a experiência foi válida. Nós participamos de duas coletâneas do zine e certamente foi de grande importância para a divulgação do nosso nome e do nosso trabalho, visto o seu impacto no cenário e o nome que o Metalvox tem no underground nacional.

10. O debut saiu do forno em setembro. Até o momento, como está a aceitação?
Luciano Campos:
Melhor do que esperávamos! É uma grande honra receber E - Mails e comentários construtivos de bangers espalhados pelos quatro cantos deste país, que elogiam nosso trabalho e nos dão força para continuarmos firmes nesta batalha, mesmo tendo pouco tempo de lançado. A opinião de verdadeiros bangers é a que realmente importa pra nós.

11. Boa parte das bandas reclama dos selos, afirmando que os mesmos exploram sem fornecer subsídios. Como vocês avaliam o trabalho da Kill Again Records?
Luciano Campos:
A Kill Again Records se destaca por trabalhar voltada 100% ao underground, com bandas underground, atingindo um público que de fato acompanha a cena, sem nenhum tipo de modismo. Trabalhar com o verdadeiro underground e verdadeiros headbangers é o que de fato interessa a nós, e esse nosso princípio será levado até o fim. É uma grande honra fazer parte desta família e saber que nossas músicas serão escutadas pelos ouvidos certos, aonde quer que eles estejam (rsrsrs).

12. Quanto à “Diseased Tour”, há previsão?
Luciano Campos:
Com certeza. Já estamos nos programando para alguns shows no Norte/Nordeste ainda este ano e no resto do país assim que for possível. Mostrar nosso trabalho em todos os lugares possíveis e conhecer a cena em diferentes estados será uma grande experiência e é nossa maior meta atualmente.

13. Obrigado pelas respostas. Deixamos o espaço aberto para considerações finais, desejando o devido reconhecimento pelo ótimo debut.
Luciano Campos:
Mais uma vez, agradeço pela força e pelo espaço cedido aqui no All The Bangers! Quem ainda não conhece nosso trabalho pode acessar o nosso Myspace (www.myspace.com/insainthrash), ou a nossa página, www.insaintfication.com Um grande abraço a todos e até a próxima.
CHEERS!
 
Home Page Oficial: www.insaintfication.com
 
Por Cristiano "Frank" Gonçalves
SHOWS DVDs DEMOS ÁLBUNS CONTATOS MATÉRIAS FOTOS ENTREVISTAS NEWS HOME EQUIPE PARCEIROS DOWNLOADS LINKS