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Os
integrantes são jovens, mas isso não os impede
de investir no Thrash metal oitentista. “Kill For Beer”
é o título do primeiro registro, que mostra
uma banda promissora, faltando apenas diferencial. Confira
as respostas cedidas por Jeca (vocal e baixo). |
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01. Saudações.
Como e quando surgiu o Hell Bullet? A formação
permanece estável?
Jeca: O Hell Bullet surgiu logo após
o fim da banda que eu e meu irmão, o batera, fazíamos
parte. Com a saída da guitarrista, decidimos que
não íamos ficar parados, e então
um mês e meio depois já estávamos
ensaiando com o Chuck e o Tonho. Decidimos mudar o nome
banda, considerando a grande mudança na formação
e mudou também um pouco o direcionamento do som.
A formação é a mesma desde o início,
Rodrigo (batera), Jeca (vocal e baixo), Tonho (guitarra)
e Chuck (guitarra).
02.
A proposta de vocês sempre foi Thrash Metal? Que
outros estilos ouvem?
Jeca: Sim. Antes mesmo do primeiro ensaio, quando
conversamos para ver que covers poderíamos tocar
no primeiro ensaio, mais para se conhecer mesmo, ninguém
citou nada de estilo. Foi uma “escolha” natural, já
que é o som que nós quatro curtimos e ouvimos
praticamente todo dia. Eu escuto muita coisa. Além
do Thrash, gosto muito de Crossover/Hardcore, Punk, Death
Metal, NWOBHM, Rock ‘N Roll.
03.
Todas as faixas são em inglês. O que impede
as letras em português?
Jeca: Foi natural. A gente nunca parou e falou:
“Vamos só compor em inglês!” Nada impede
que um dia gravemos uma música em português.
É uma coisa que eu até gosto de ouvir, essas
bandas que cantam em nosso idioma. Mas acho que, particularmente,
fico mais a vontade escrevendo em inglês.
04.
Várias bandas se intitulam “Old School”. Nostalgia
ou modismo?
Jeca: Esse lance de “Old School”, “retro”, ou
sei lá mais que nome já inventaram é
uma coisa que sempre existiu. Não posso negar que
nos últimos quatro anos o público vem aumentando
de uma forma considerável, o número de bandas
também. Muita gente acaba entrando nesse meio de
uma forma meio equivocada e já com uma idéia
que não corresponde ao que realmente é essa
cena. Isso, acho que faz com que pareça uma moda,
entendeu? Mas tem o outro lado da moeda. Tem muita gente
que realmente esta aí pra acrescentar a cena, colabora
com shows, zines e etc... Então eu concordo que
o Thrash está em alta, mas não podemos generalizar
como uma moda.
05.
“Kill For Beer” apresenta produção e encarte
com boa qualidade. Como chegaram a tal resultado?
Jeca: Obrigado. Utilizamos o estúdio Mega
Voice, na cidade de Cascavel. O produtor nos deu uma boa
ajuda. Gravamos tudo em umas seis sessões de estúdio,
que levou em torno de um mês, já que o estúdio
não fica na mesma cidade em que moramos. Participamos
de todo o processo, escolha de timbres e tudo mais. Ficamos
satisfeitos com o resultado. O encarte foi uma parada
que resolvemos dar uma atenção maior porque
também já da uma outra imagem para um demo.
Colocamos letras, fotos e todas as informações
necessárias. Nada cai do céu, temos que
correr atrás mesmo.
06.
O título do demo lembra os utilizados pelo Tankard.
Influência ou coincidência?
Jeca: Na verdade não foi nada intencional
soar parecido com o Tankard. Gosto da banda sim, mas apenas
foi um tema em comum, com várias outras bandas
também falam do líquido sagrado.
07.
Considero Violator e Bywar as duas bandas atuais e brasileiras
mais expressivas do Thrash Metal. Vocês concordam?
De nomes gringos novos, mas que investem no “Old School”,
quem vocês destacam?
Jeca: Concordo contigo, e ainda adiciono o Farscape
e Blasthrash nessa lista! De fora do país, as bandas
que ando ouvindo mais dessa nova “safra” é o Toxic
Holocaust, Adrenicide, Fueled By Fire, Gammabomb, Crucifier,
Strike Master, Shock Troopers, Municipal Waste... A lista
é grande... Foram essas que lembrei agora!
08.
Nos agradecimentos, vocês lançam um “Fuck
Off” aos conservadores. Investir em Thrash oitentista
não é uma forma de ser conservador?
Jeca: Você é a segunda pessoa que
já me pediu isso! Então, esses conservadores
que foram lembrados no nosso encarte não são
os conservadores do ponto de vista de som, entende? Não
é se referindo a galera “Old School”, ou quem curte
determinado tipo de som. Estes do encarte são os
conservadores do ponto de vista social. São todos
aqueles que não te dão emprego por ser cabeludo,
ou por ter uma tattoo de caveira no braço. É
aquela sua vizinha que fala que você tem pacto com
o gramunhão porque sai um “rock paulera” do seu
quarto....deu pra entender, né?
09.
Há previsão para o lançamento de
um “full”?
Jeca: A princípio, esse ano vamos continuar
divulgando esse demo, e fazendo shows um pouco mais longe
de casa. Já estamos com alguns contatos legais
para que isso role. Os planos são para que em dezembro
a gente entre em estúdio novamente para começar
a gravar os novos sons para um lançamento de um
EP oficial. Já estamos compondo as novas músicas.
Espero que tudo dê certo!
10.
Agradecemos pelas respostas e deixamos o espaço
aberto para as considerações finais. Grande
abraço.
Jeca: Eu que agradeço você, Frank,
e o pessoal do ATB por esse espaço. Você
que leu tudo isso até o final. As pessoas que vem
pedindo nosso demo, de todos os cantos do Brasil, espero
que esse ano possamos tocar no máximo de lugares
possíveis! Keep Fast ‘N Kill For Beer!
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| Home
Page Oficial: www.myspace.com/hellbullethrash
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| Por
Cristiano "Frank" Gonçalves |
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