01.
O Hangar é uma banda que já possui algum tempo
de vida. Em breves palavras, gostaria que vocês nos
falassem um pouco sobre a banda:
Nando Fernandes: Long Live to Hangar. It’ s just
the beginning!
Nando Mello: Estou na banda desde fevereiro
de 99. Acho que o diferencial que existia na época
continua valendo até hoje, 9 anos após. Uma
ética profissional e um foco constante na música.
É o que eu sempre senti desde o inicio. Hoje estamos
focados no CD que lançamos e esperamos que o resultado
seja o melhor possível.
Fábio Laguna: Estou no Hangar há
sete anos e tem sido uma experiência maravilhosa.
Virei integrante “sem querer” e agora não quero mais
sair. (Risos)
Aquiles Priester: Hoje sou o único
membro fundador e tenho a impressão que essa primeira
década foi muito produtiva, apesar de não
ter mantido a banda na ativa durante todo esse tempo. Tivemos
muito tempo para pensar no que fazer e como fazer com a
banda e agora podemos colocar toda a energia nesse novo
trabalho.
Eduardo Martinez: Minha entrada no Hangar
foi em dezembro de 1999. O Hangar tinha lançado o
"Last Time" e o primeiro guitarrista saiu. Eu
estava no meio do meu curso de violão na UFRGS e
recebi um telefonema do Nando Mello (baixista) me sondando
a respeito de um aluno que pudesse ocupar a vaga. Como eu
já havia escutado o "Last Time" no programa
de rádio Arrasa Quarteirão, recomendei a mim
mesmo!
02. Como foi o processo de composição do “Reason
Of Your Conviction”?
Nando Fernandes: Infelizmente não pude estar
na composição de todas as músicas desse
álbum. Contribui na parte vocal de todas as músicas,
fazendo pequenas mudanças e cantando as coisas do
meu jeito. No próximo quero apresentar muitas idéias
para meus parceiros.
Nando Mello: Começamos em Porto
Alegre por volta de 2004, depois fizemos uma demo com seis
múiscas, ainda com o Mike como vocalista. Completamos
o CD entre a saída do Mike e a entrada do Nando no
vocal.
Fábio Laguna: Foram muitas etapas.
Começou com guitarra e baixo, guitarra e voz, depois
guitarra e teclado, depois bateria, teclado e guitarra.
E no final juntamos a banda toda para definirmos os arranjos
instrumentais. Gravamos nossa primeira demo, ainda instrumental
e o Aquiles e eu começamos a definir as linhas melódicas.
Só depois vieram as letras. Isso tudo levou pelo
menos dois anos.
03. O álbum tem uma atmosfera bem densa,
agressiva, estamos diante de um álbum conceitual.
Gostaria que vocês falassem um pouco da temática
deste play:
Nando Fernandes: Desde a introdução
nós temos um clima sombrio que prepara o ouvinte
para uma seqüência de músicas tensas e
nervosas com uma sonoridade chegando a ser visceral às
vezes.
Fábio Laguna: O tema está
para o disco assim como o disco está para o tema.
Foram duas coisas que se encaixaram sem muito esforço,
depois que o tema foi escolhido. Pela atmosfera das músicas,
as letras não poderiam falar de flores.
Eduardo Martinez: O curioso no processo
é que compusemos as músicas primeiro, depois
as melodias e por fim as letras.
Aquiles Priester: Vou aproveitar para repetir
todo o texto que colocamos no CD, mas agora em português...
Acho que dessa forma dá para ser bem claro...
Um prefácio para a sua mente...
“De alguma forma, a dor de dentro
dos seus olhos é apenas o começo...”
Essa frase dá início
a uma história fictícia, em que qualquer semelhança
com alguma história real será mera coincidência.
O disco "The Reason of your Convicition", é
conceitual e conta a história de uma pessoa comum
que, após ter ficado adormecida por três dias,
sente algumas perturbações mentais e resolve
mudar completamente sua vida, buscando novas aventuras e
tentando ter novas sensações. Durante esse
sonho, vozes o ensinam todas as frases secretas para sua
vida fazer algum sentido. Essas frases estão incompletas
e seu complemento deverá se encontrado através
das experiências vividas pelo personagem principal.
Após o sonho, tudo pode ser visto de uma outra maneira
e não só ele percebe que agora não
é mais a mesma pessoa como todos que estão
à sua volta também percebem isso.
Agora, tudo faz mais sentido, pois
cada ato desse mundo psicótico está ligado
àquelas frases e a cada vez que ele encontra as palavras
para finalizar e dar sentido para alguma frase, logo se
lembra do sonho, que foi o momento em que essas frases foram
colocadas em sua mente pela primeira vez – como se fosse
um quebra - cabeça que pode ser montado ao longo
de uma vida. No decorrer da história, ele começa
a acreditar que quando se tira a vida de alguém isso
pode ser canalizado para um campo onde o entendimento do
homem ainda não é pleno, canalizando todo
o poder da vida para si mesmo. Cada passo é minuciosamente
estudado e agora sua ligação com suas vítimas
não faz mais parte do mundo onde as coisas podem
ser explicadas. Num certo momento, a sensação
que o personagem tem é que, para vivenciar esse tipo
de situação, ele precisa estar pronto para
viver num mundo distante do real, no qual tudo que imaginamos
pode ser vivido, mesmo que de uma forma particular e secreta.
A linguagem é bem abstrata e não tem nada
muito explícito e rude.
De acordo com a visão do
personagem principal, existem coisas que só podemos
sentir e enxergar quando estamos tomados pela adrenalina
e sem ter noção do que estamos fazendo – ou
seja, quando à razão dá espaço
para a emoção. Dessa forma, a emoção
também faz sua parte da história, para que
todo mundo possa se identificar de alguma forma com a trajetória
caótica do personagem.
Quem de nós já não
se imaginou na pele de um personagem de algum filme? Quem
já não se imaginou contracenando com um ator
e tentado mudar o final de uma história? Assim, você,
como ouvinte, tem seu papel nessa história, que é
interpretar cada letra, cada harmonia, cada melodia, cada
arranjo e cada música, imaginando tudo isso da sua
forma e fazendo com que essa história seja apenas
o começo do seu mundo de tentativas para novas descobertas,
seja elas quais forem! Desafiem a mente de vocês,
tenho certeza que vocês irão se surpreender!
De alguma forma, todas as cenas,
pensamentos e imaginações que se passaram
pela sua mente enquanto você lia esse texto são
apenas o começo...
04. Pelas máscaras, parece que vocês
adotaram algo do serial killer Hannibal Lecter. Estou certo
disso?
Nando Fernandes: É como se fosse um símbolo
para esse CD em particular, um elemento que no futuro, vai
ser muito interessante cantar usando uma, entendeu?
Fábio Laguna: Foi o filme deixou
aquela máscara famosa. Ela já existia antes
do Hannibal. E ele não foi o primeiro canibal dos
tempos modernos. A gente achou legal usar uma máscara
parecida porque tinha tudo a ver com o assunto do disco.
Eduardo Martinez: Quando vi o silêncio
dos Inocentes em 1992 compus a música "Hannibal
The Cannibal" para o álbum "Best Before
End", do Panic. Lembro que tocamos essa música
ao vivo no programa Banda Antes da MTV... Estórias
a parte acompanhei a saga de Lecter e a “evolução”
da máscara no contexto do filme. A origem da mesma
como parte da indumentária samurai, a máscara
penitenciária anti - mordidas, a máscara como
metáfora psicológica... Qual é a sua
máscara?
Aquiles Priester: Assisti mais de sessenta
filmes, li mais que dez livros e pesquisei muita coisa na
Internet para poder criar esse conceito todo. Conforme ia
finalizando os capítulos, ia enviando para a banda
saber o que estava rolando. As máscaras têm
a ver com o momento que o personagem está vivendo
na estória. Para cada situação ele
precisar estar atento com tudo que está acontecendo
a sua volta.
05. A Produção do trabalho é
excelente, o CD foi gravado no Mr. Som, em São Paulo
e teve você, Aquiles, como produtor. Como foi desenvolver
esta função? O que você achou do resultado
final do CD?
Aquiles Priester: Estamos muito satisfeitos e muito
orgulhosos desse trabalho. Quando ouvimos o CD juntos ficamos
lembrando de como as músicas eram antes da versão
final do disco. A captação dos instrumentos
foi impecável e com isso tivemos um bom material
para a mixagem, que foi feita por Tommy Newton na Alemanha.
Os últimos dias de janeiro de 2007 foram uma loucura,
pois fechamos o Mr. Som 24 horas por dia e a banda tomou
conta de todas as salas. Enquanto o Fábio finalizava
os teclados numa eu e o Nando estávamos gravando
os vocais em outra. Quando chegamos na Alemanha para a mixagem,
tivemos uma grande surpresa, pois o Tommy percebeu o cuidado
que tínhamos com cada detalhe e logo ele percebeu
que existia um grande amor por aquele trabalho. Ficamos
juntos por quinze dias trabalhando em cada música
por 14 horas. O resultado não podia ser outro, pois
acompanhamos todo o processo muito de perto.
06. De onde surgiu a idéia da participação
do Arnaldo Antunes na faixas "Just The Beginning"?
Aquiles Priester: Eu o vi gravando uma narração
num estúdio de um amigo meu e fiquei impressionado
com o resultado. Assim que ele terminou eu perguntei se
ele já tinha participado da gravação
de um disco de Metal e ele disse não. Mas logo em
seguida falou: Mas me chama que eu vou... E foi bem assim
que rolou, de forma muito espontânea. Quando já
tínhamos a idéia de como fazer a faixa “Just
The Beginning”, eu liguei para ele e ele foi para o estúdio.
Em breves palavras expliquei o conceito e ele já
foi direto para a sala de gravação e fez seis
takes e ele mesmo escolheu dois deles. Quanto ele saiu do
estúdio ficamos impressionados com o resultado e
com a forma que ele deu ao texto.
07. “The Reason Of Your Conviction” saiu em uma
tiragem acompanhada com um DVD, de onde partiu está
idéia?
Eduardo Martinez: O lançamento do "The
Reason Of Your Conviction" no japão foi neste
formato, com o vídeo bônus. No japão
o CD nacional é muito valorizado e a gravadora Spiritual
Beast fez questão de uma edição especial.
Achamos que o CD brasileiro deveria oferecer os mesmos extras
e bônus, pelo menos em uma primeira tiragem.
Nando Fernandes: Hoje em dia é praticamente
obrigatório ter algum material de DVD, então
pensamos em oferecer aos fãs um clip e um making
of, além, de uma super galeria de fotos com mais
de 150 fotos muito legais de todo o processo de gravação
do clip, vale muito a pena ter isso!
08. O clipe para a faixa “Call Me In The Name Of
Death” é maravilhoso, sem dúvidas, umas das
melhores faixas do álbum. Como foi trabalhar neste
clipe.
Nando Fernandes: Em primeiro lugar foi muito divertido!
Trabalhamos com pessoas com um astral muito bom e gente
muito competente, o resultado não poderia ser outro.
Eduardo Martinez: Foi uma aventura e contamos
com a participação de muitas pessoas sem as
quais ele não seria possível; a direção
da Carina Zaratin e Fred Ouro Preto, a força da Harpia
produções, as fotos de Ricardo Zupa... Enfim
foi um dia de muito trabalho no set de gravação.
Assista ao making of no DVD bônus!
Aquiles Priester: A mixagem no exterior
e o vídeo clip foram coisas que pensamos depois que
o disco já estava quase todo gravado. Quando vimos
que o material ficaria tão bom, decidimos fazer um
vídeo clip e a música escolhida automaticamente
foi a “Call Me In The Name Of Death”, por sintetizar bem
o que é o nosso disco. Cuidamos de tudo detalhadamente
durante a gravação e o roteiro para que pudéssemos
nos orgulhar do resultado final. A fotografia do clipe ficou
maravilhosa e agora já estamos pensando na gravação
do próximo, mas confesso que estamos com bastante
medo, pois precisamos superar o que fizemos no nosso primeiro
clipe e isso não será fácil.
09. Nando Fernandes é um excelente vocalista,
um dos maiores destaques do trabalho. Como vocês chegaram
nele?
Eduardo Martinez: Analisamos todas as opções
e nos deparamos com músicos muito bons, alguns quase
no ponto, alguns no ponto, mas um tanto desfocados em termos
de comprometimento. Quando as opções se esgotaram
perguntei ao Aquiles e Fábio Laguna que conhecem
bem o meio musical do Sudeste se não havia alguém
tecnicamente perfeito, musicalmente desenvolvido e bom de
palco numa cena tão grande... Nesse momento vi aquele
olhar cúmplice e a resposta: “Bem, existe, todos
sabem, tem a lenda, mas ele não iria querer tocar
conosco!”(Risos)
Nando Mello: Todos conheciam o trabalho
do Nando, então acho que foi meio que natural, ele
estava ali no momento certo e o Hangar estava ali também
no mesmo momento. Foi um acréscimo importantíssimo
ao nosso trabalho e complementou o que precisávamos
para fazer deste álbum o que queríamos. Além
disso, ele tem o senso de humor exato que a banda precisava!
Fábio Laguna: Já havíamos
cogitado chamar o Nando para assumir os vocais muito antes
disso acontecer. Não acreditávamos que ele
iria encarar a loucura que é fazer parte do Hangar.
Estávamos completamente enganados, o Nando é
mais louco do que pensávamos.
10. Há algum tempo atrás o tecladista
Fábio Laguna também se juntou no Hangar e
o entrosamento entre vocês parece ser excelente. Como
está a adaptação dele a banda?
Nando Mello: Na verdade o Fábio já
faz parte do Hangar desde 2001, então falar de adaptação
fica meio sem nexo. O Fabio é integrante da banda
há 7 anos.
Fábio Laguna: Como disse, sou integrante
do Hangar há um bom tempo. Minha adaptação
não foi diferente do que acontece em toda banda que
começo a tocar junto. No começo fico na minha,
observando os temperamentos, as atitudes de cada um, e aos
poucos vou conquistando o meu espaço com o que sei
fazer além de tocar. É muito gratificante
fazer parte desse time porque o Hangar é uma banda
que quer fazer as coisas certas e não importam quais
sejam os sacrifícios para que elas aconteçam.
Eduardo Martinez: O Sr. Fábio Laguna
está entrosado no Hangar desde 2001, quando se juntou
ao bando... Foi na gravação do "Inside
Your Soul". Fábio Laguna é um integrante
fundamental do Hangar: compositor, arranjador, virtuose,
segunda “guitarra” e backing vocal. Além de excelente
pessoa, um grande amigo. Por sinal também bacharel
em direito, ele lê os contratos até o fim...
11. Como conciliar o Hangar com os trabalhos paralelos?
Nando Fernandes: No momento eu estou conciliando
tudo ao Hangar, esse momento é de total prioridade
da banda, não pode ser diferente, temos que aproveitar
o reconhecimento e fazer isso virar muito trabalho.
Nando Mello: O Hangar é minha prioridade
há muito tempo.
Fábio Laguna: Exatamente agora,
é hora de ajustarmos as nossas vidas ao Hangar. Mas
os projetos paralelos continuarão acontecendo na
medida do possível. Alguns na banda dão aulas,
outros fazem workshops, ou tem outras bandas, etc. É
preciso respirar novos ares de vez em quando para trazer
mais energia para o Hangar.
Eduardo Martinez: O trabalho numa banda
é feito sempre em etapas que se alternam e variam
de intensidade conforme o momento de cada carreira. O momento
do Hangar exige e terá da nossa parte dedicação
integral. A Lápide acaba de lançar o segundo
CD “Over The Grave” aonde participo com muitas músicas
e letras. O projeto Freakeys tem sido contratado para shows
desde o lançamento e tido sempre um público
fiel como é de se esperar na música instrumental.
Leciono na Estação Musical em Porto Alegre,
tenho alunos particulares, toco na banda de clássicos
do Rock Riffmaker com o Sr. Nando Mello. Sigo estudando
violão com o Sr. Francisco Guedes. Somando workshops
o resto do tempo é dividido em ensaios. Tenho projetos
futuros para um CD instrumental e um livro de música,
áudio e fotos em parceria com a fotógrafa
Rachell Kolodsiejski Martinez. E ainda, um dia, meu mestrado
em violão. Espero viver mais uns 100 anos...
Aquiles Priester: Estamos envolvidos com
a música todo o tempo de nossas vidas.
12. O álbum saiu primeiramente no Japão.
É vantagem lançar primeiro no Japão?
Nando Fernandes: Com certeza sim, se um CD vai
muito bem no Japão, significa que ele está
pronto para o mundo e, graças ao nosso sangue, estamos
sendo bem reconhecidos pela cúpula da crítica
de Metal no Japão, nos colocando em 16º no ranking
dos mais vendidos no país.
Fábio Laguna: O Japão é
um termômetro para o resto do mundo. Eles são
muito sinceros e muito exigentes nas suas preferências
musicais. Não que isso não aconteça
no Brasil, mas aqui ainda existe um pouco daquela estória
de que “santo de casa não faz milagre”. Existem bandas
brazucas fantásticas que não tem o merecido
reconhecimento. Um dos caminhos para que isso aconteça
é lançar primeiro o disco fora do Brasil,
infelizmente. Se a crítica internacional for favorável
à banda, isso trará reflexos para cá.
E vai ajudar muito a banda a assinar contratos com gravadoras,
melhorar as condições dos shows, ter mais
espaço na mídia, etc.
Eduardo Martinez: O Japão é
um mercado muito exigente e foi uma conquista para a banda.
O contrato e as condições com a Spiritual
Beast foram excelentes, temos total apoio da gravadora e
já contamos com um fã clube no Japão.
13. Qual a maior diferença em o público
japonês e brasileiro?
Nando Fernandes: Eu estou louco para descobrir
isso!!! Rsrssrsrsrs.
Fábio Laguna: O público japonês
é mais contido, mais recatado e frio. Eles curtem
o show de forma diferente. Já os brasileiros e em
muitos países latinos o público é muito
mais animado, às vezes até demais, rs. Por
isso é muito mais empolgante tocar para os brasileiros
e para os hermanos. É loucura garantida!
Eduardo Martinez: Esta é uma pergunta
que espero poder responder em breve, após o primeiro
show do Hangar no Japão!
Aquiles Priester: São extremamente
exigentes e sempre falam a verdade, mesmo que isso te machuque...
Ou seja, ou a banda toca bem ao vivo ou não receberá
elogios...
14. Quais os planos para o futuro do Hangar?
Nando Mello: Mostrar as músicas ao vivo
deste CD ao maior número possível de pessoas.
Fábio Laguna: Por enquanto estamos
concentrados no presente. Queremos fazer muitos shows para
divulgar o TROYC e temos planos de registrar essa turnê
em um DVD. 2008 será uma boa caixinha de surpresa!
Eduardo Martinez: Temos uma série
de pocket shows nas livrarias Fnac, a abertura para o Dream
Theather dia 8 de março e o show com o Sepultura
em Santo André. O "The Reason Of Your Conviction"
vai nos deixar na estrada até o fim do ano, quando
deveremos já estar com um quarto álbum no
forno. Viver o presente é o plano.
Aquiles Priester: Ser feliz e viver intensamente
cada momento, seja lá o que aconteça.
15. Muito obrigado pela entrevista. O espaço
é de vocês:
Nando Fernandes: Obrigado aos amigos da ALL THE
BANGERS pela oportunidade de divulgar nosso trabalho e obrigado
aos nossos fãs que estão sempre nos ajudando
com nossos sonhos!
Eduardo Martinez: THANX TO ALL THE BANGERS!
YOU RULE!
Fábio Laguna: Up the Bangers!!!
Nos vemos no primeiro show do Hangar perto da sua casa!
Aquiles Priester: Não vejo a hora
de voltar para Itajaí e me encontrar com vocês
novamente... Muita sorte para todos vocês!!! |