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Persistência
é uma palavra que define a Ecliptyka. O quinteto
ainda não possui um álbum, mas tem um Demo
bem apresentado, um clipe com captação de
imagem profissional e uma viagem pela Europa. Com alguns
ajustes na produção, certamente é uma
banda que poderá render bons frutos. O guitarrista
Guilherme nos concedeu uma entrevista e fala, além
de outros assuntos, sobre influências e experiência
no exterior. |
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01. Vocês
estão na estrada desde 98, mas só agora
conheci o trabalho da Ecliptyka. É o primeiro registro?
Qual o motivo da demora?
Guilherme: A idéia começou em 1998
e desde então a banda sofreu inúmeras mudanças
de estilo, nome e integrantes. Só em 2005, quando
definimos um estilo e formação que começamos
a pensar em ter um trabalho de estúdio. Tivemos
algumas demos anteriores, mas serviram apenas como teste,
nunca lançamos nada antes de “The First Petal Falls”.
02. No release, vocês
afirmam que a formação estabilizou em 2005.
Continua estável? Quais os maiores problemas em
se manter sem alterações?
Guilherme: A formação atual é
muito forte e devido à estrutura da banda estar
em seu melhor momento, todos sabem que ninguém
é insubstituível. Portanto, a banda nunca
parará. Os maiores problemas vêm na medida
que temos que conciliar a vida pessoal e profissional
de cinco pessoas para seguir com esse sonho, esse objetivo
final, que é a banda, mas fazemos com muito amor
e dedicação.
03. Quanto à sonoridade,
a proposta foi sempre a mesma?
Guilherme: Não. No princípio seguíamos
um caminho bem Heavy Metal tradicional, tivemos inclusive
dois vocalistas homens antes de cogitarmos a possibilidade
de ter uma mulher como frontwoman. Passamos por algumas
fases, dentre elas Prog Metal e Metal Melódico.
Atualmente a banda está tendo outras influências
também, estamos incorporando elementos de Thrash
e Death Metal.
04. Vocês passeiam pelo Heavy, Hard, Melodic
e até mesmo Gothic. Quais são as influências
da Ecliptyka?
Guilherme: Cada integrante contribui com seu
gosto musical e acreditamos que isso é o que faz
a banda ter uma sonoridade única. O nosso primeiro
CD reflete o que estávamos ouvindo na época
de composição das músicas, que começou
em 2004! Já experimentamos muita coisa e atualmente
definimos um estilo para a banda que acreditamos ser o
que sabemos fazer de melhor, sendo influenciado por muitas
vertentes do metal. Como exemplo, eu, Guilherme sou fã
de Thrash/Death/Power, Ricardo é fã de Hard
Rock, Tiago de New Metal/Industrial e por aí vai.
05. Quais resultados positivos
vocês já obtiveram com o clipe “Unleash Me”?
Guilherme:
O clipe abriu muitas portas. Somos uma banda independente,
então existem todas as dificuldades inerentes à
isso. É difícil existirem produtores, promoters
e pessoas do meio musical que acreditam na credibilidade
de uma banda sem que essa tenha resultados concretos.
O nosso clipe sempre nos colocou em um patamar diferente
de negociação e de alcance. Temos muito
orgulho dele e temos certeza que nos ajudou bastante nesse
sentido.
06. Gostei da gravação
para o programa Rock Forever. Como surgiu a oportunidade?
Guilherme: Na equipe do Rock Forever temos amigos
pessoais da banda e sempre houve ajuda mútua entre
banda/programa. Valorizamos muito o trabalho deles, pois,
é claro, as bandas precisam desse espaço
e eles fazem com muita competência. Quando estávamos
no processo de gravação do CD o apresentador
do programa, Luciano Frazani, deu a idéia de gravar
um programa ao vivo no estúdio com a gente anunciando
o CD. Depois que saiu o CD foi só marcar!
07. Nas gravações
do programa citado, o áudio ficou com uma qualidade
satisfatória. Não pensaram em aproveitar
para lançamento de um outro registro?
Guilherme: Não pensamos, pois os planos
da confecção de um debut completo já
estão feitos e serão realizados, em sua
maioria, no mesmo estúdio onde gravamos o programa
e onde gravamos nossa primeira demo, “The First Petal
Falls”. Gostamos muito do Mark Studio e o proprietário
e técnico de áudio, Marcos Monegatto, também
é nosso amigo pessoal e sempre nos ajudou muito.
08. A voz de Helena é
agradável, mas muitas vezes, melódica demais.
No Rock Forever ela soltou mais agressividade. Por que
não utilizou tal recurso no Demo?
Guilherme: A demo em questão reflete o
que a banda era em 2005/2006. Desde então a Helena
buscou se especializar em técnicas vocais mais
voltadas para Rock/Metal, pois sua bagagem musical envolvia
muito do clássico. A demo foi gravada em uma época
de transição da banda, mas acredito que
atualmente e no próximo álbum isso será
com certeza evidenciado, ela está com uma voz muito
forte e linda, pois as músicas estão sendo
feitas nesse caminho.
09. Em resumo, como surgiu
a oportunidade de ir para a Europa? Quantos shows? O resultado
final foi positivo?
Guilherme: A oportunidade da Europa foi criada
por nós mesmos. Tivemos essa idéia, pois
eu iria trabalhar na Alemanha por seis meses, e assim
de lá poderia buscar realizar contatos e falar
com pessoas sobre a idéia. Nossa idéia foi
de divulgar a banda, ter essa experiência na bagagem
e é claro, se divertir. Fizemos seis shows no total
em um mês. Cinco na Alemanha e um na Bélgica.
Chegamos a tocar em um festival Open Air com mais de 3000
pessoas, fizemos muitos amigos e conhecemos ótimas
pessoas. Além disso, conhecemos cinco países.
A viagem, além de maravilhosa, quase se pagou com
a venda de merchandise (CDs e camisetas) e temos o convite
para voltar sempre que quisermos, portanto não
temos dúvidas que foi muito positiva.
10. “The First Petal Falls”
foi lançado em 2007. Para o corrente ano, há
algo em vista?
Guilherme: Não podemos prometer devido
à questão financeira, mas estamos no processo
de composição do próximo álbum
e já temos seis músicas novas prontas. Queremos
entrar em estúdio ainda nesse ano, mas não
sabemos se conseguiremos lançar o álbum
ainda em 2009. Fora isso, estamos buscando marcar e fazer
muitos shows pra divulgar o CD antigo e a banda, pois
ainda não tivemos tempo para isso. Queremos tocar
em lugares distantes da região onde vivemos, pra
mostrar nosso trabalho pra quem nunca viu.
11. Agradecemos pelas respostas
e deixamos o espaço aberto para as considerações
finais. Grande abraço.
Guilherme: Muito obrigado pela oportunidade de
divulgarmos nosso trabalho e parabéns pela organização
do site. Gostaríamos muito de apresentar nosso
trabalho para o público de Santa Catarina, pois
temos certeza que é muito melhor do que a velha
panelinha que infelizmente ainda existe e é muito
forte aqui em São Paulo !!! Grande Abraço
galera e Keep Always Bangin!
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| Home
Page Oficial: www.ecliptyka.com |
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| Por
Cristiano "Frank" Gonçalves |
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