01.
Saudações. Antes de começarmos a entrevista,
parabéns pelo lançamento oficial do debut.
Aos desconhecedores da história da Doomsday Ceremony,
como tudo começou?
Ciriato: Obrigado! No ano de 2000 nasce a horda
Doomsday Ceremony. A line - up contava com Guilherme (vocal),
Poyoka (guitarra), Maikol (baixo), Caos (guitarra) e Cleverson
(bateria).
No ano seguinte, o Doomsday Ceremony lança sua primeira
demo homônima, com dois de seus hinos: “Brave Cannons”
e “Scarecrow War”. Esse primeiro trabalho foi muito bem
aceito pela mídia especializada e principalmente
pela legião headbanger.
Após o lançamento da Demo, a horda blasfemou
ao vivo em várias cidades, deixando sua marca por
onde passou. Nessa época, com a saída de Caos,
Andras assume a guitarra por um curto período. No
entanto, algumas turbulências causaram a saída
de três de seus membros. A partir daí, o Doomsday
Ceremony assume uma postura mais obscura e satânica,
trilhando seus caminhos na cena Black Metal. Essa nova postura
ideológica deve - se ao fato da entrada de novos
integrantes: Moloch (vocal) e Ciriato (guitarra), da aclamada
horda catarinense Caifaz e também Niederauer (baixo).
Com essa formação o Doomsday Ceremony conseguiu
unir o feeling oitentista com a brutalidade do Black Metal,
resultando num som único, numa linha diferenciada
da maioria das bandas Black Metal nacionais.
Em 2004, o Doomsday Ceremony encerra as gravações
de seu debut CD “Apocalyptic Celebration” com a participação
de Nathaivel (teclados) do Insane Devotion. Após
3 anos de batalha, o CD “Apocalyptic Celebration” é
lançado oficialmente, esse lançamento deu
- se ao fato da união de Ciriato, Moloch (Doomsday
Ceremony) e Sucoth Benoth (Camos) que juntos criaram o selo
”Brazilian Attack Records” para realizar este feito.
02. Dentro do Black Metal, a sonoridade de vocês
é bem diferente do que costumamos ouvir. Há
que torça o nariz e faça comentários
negativos em relação à proposta da
Doomsday Ceremony?
Ciriato: Eu nunca recebi um comentário negativo
sobre isso, bem pelo contrário, ouço muitas
pessoas falando de nossa originalidade, mas acredito que
deva ter pessoas que não gostem e isso é muito
comum, ninguém consegue agradar a todos, infelizmente.
03. O que mais ouvimos (e vemos) no cenário
extremo, são bandas na linha do Dark Throne ou do
Dimmu Borgir. Buscar originalidade foi algo espontâneo
ou um desafio?
Ciriato: Foi espontâneo, simplesmente estamos
fazendo um som mais raiz, uma linha dos anos 80, que foi
o que deu início ao Black Metal, com bandas como
o Venon...
04. Quais nomes influenciam a Doomsday Cermony?
Ciriato: Venon, Celtic Frost, Desaster, Bathory,
W.A.S.P, King Diamond e muitas outras.
05. Assim como ocorre com a maioria das bandas de
Black Metal, vocês usam pinturas, porém, até
nisso mostram originalidade. Corpse Paint e termos como
“horda”, são mesmo necessários?
Ciriato: Eu uso Corpse Paint desde 94 e gosto muito
de usá - lo, acredito que seja necessário
sim, é a nossa mascará de guerra, mas não
tenho nada contra quem não usa.
06. Sabemos que um dos membros da Doomsday Ceremony
tem importante participação em um selo. Investir
na Brazilian Attack Records foi uma alternativa para a falta
de apoio?
Ciriato: O Metal hoje no Brasil e no mundo está
muito complicado, estamos na era do computador, todo mundo
consegue baixar suas bandas preferidas no seu PC, isso acabou
tornando difícil o comercio do CD e também
tornou difícil a contratação de lançamentos
por parte das gravadoras, então resolvemos criar
nosso próprio selo e dar o apoio necessário
para as bandas nacionais, claro que tudo tem o seu tempo
e estamos começando agora. Nosso primeiro lançamento
foi o CD “Apocalyptic Celebration” do Doomsday Ceremony
e logo estaremos lançando o CD “Kaim 666” do Camos,
aos poucos vamos escolher o nosso cast, acredito que isso
irá ser uma grande vitória para o Metal nacional.
07. Houve uma alteração no line -
up da banda. Qual a atual formação e como
foi a adaptação dos novos membros?
Ciriato: Hoje contamos com: Moloch – Vocal, Ciriato
– Guitarra, Andras – Guitarra, Shemhamforash – Baixo e Wolff
– Bateria.
Eles se adaptaram muito bem, pois todos
são músicos já experientes.
08. “Vultures Of War” veio de bônus na versão
oficial do Apocalyptic Celebration, servido de prévia
para o próximo trabalho. Vocês já estão
pensando no segundo álbum?
Ciriato: Não só estamos pensando
como já estamos em estúdio gravando as novas
músicas, eu acredito que no segundo semestre de 2008
ou no início de 2009 o CD já esteja disponível
para o público. Seu titulo será “Black Heart”
e logo estaremos disponibilizando mais duas músicas
em nosso Myspace e Site.
09. Percebemos preocupações com arranjos
e detalhes nas composições do debut. Estas
características estarão presentes no futuro?
Ciriato: Com certeza, as novas composições
terão uma grande evolução musical,
mas sem sair da linha Metal, sem frescuras ou coisas eletrônicas,
evolução no bom sentido, estou muito ansioso
por este segundo lançamento, pois acredito que ele
irá ser um marco em nossa história.
10. Tentando definir a Doomsday Ceremony, Doom Black
Metal seria um termo adequado?
Ciriato: A minha definição para o
Doomsday Ceremony seria um “Heavy/Black Metal anos 80”.
11. Nós agradecemos pelas respostas e deixamos
o espaço aberto para as considerações
finais. Grande abraço aos membros da Doomsday Ceremony.
Ciriato: Agradeço a você Frank por
estar nos dando mais uma vez a oportunidade de mostrar o
nosso trabalho, e também a todos os leitores que
tiveram a paciência de ler está entrevista
até o fim.
Um grande Abraço, Ciriato e Doomsday Ceremony!
Hail Black Metal! |