01.
Saudações, Cristiano. Fiquei surpreso em saber
que você está de volta ao cenário underground.
Quando e como surgiu a Distort?
Cristiano: Depois que eu saí do Torture
(em 2002), eu comecei a compor novas músicas e já
em 2004 eu estava com umas 5 musicas já prontas.
A partir daí saí na procura dos caras para
poder formar uma nova banda e começar a tocar. Basicamente
começamos no final de 2004 os ensaios e estamos até
hoje.
02. Você ficou muito tempo com o Torture Squad.
Qual o motivo da tua saída?
Cristiano: Eu saí porque eu não podia
mais acompanhar a banda nos shows que já começavam
a aparecer cada vez mais, já estava até cancelando
shows, pois não podia ficar faltando no emprego e
como eu ganhava mais trabalhando do que tocando decidi sair.
03. Da saída do Torture Squad até
a formação da Distort, o que você ficou
fazendo?
Cristiano: Casei, comprei meu apartamento, tive
um filho, terminei minha faculdade e montei o Distort!
04. A Distort é uma banda que objetiva profissionalismo
ou um projeto para diversão?
Cristiano: Os dois, não tenho a mínima
pretensão de viver de banda, para mim ganhar dinheiro
tocando Thrash Metal é pura ilusão, prefiro
continuar trabalhando e tocando sempre, mesmo que em proporções
menores. Na minha vida uma coisa depende da outra, entende?!
05. Como você encontrou os outros integrantes
que te acompanham na Distort?
Cristiano: O vocalista, o Marcelo, fez baixo e
vocal nos três primeiros anos do Torture Squad, depois
de 15 anos fora da cena eu comentei com ele que estava a
procura de um vocalista, ele resolveu encarar e deu certo.
O Thiago (bateria), o conhecemos no estúdio onde
eu ensaio, ele trabalhava lá. Uma noite o Amílcar
estava tocando comigo, só até eu encontrar
uma pessoa, e o Thiago assistiu o ensaio e se ofereceu para
tocar no Distort! O Caio (baixo) foi indicação
de um outro cara que trabalhava no estúdio.
06. “Terror Against Greed” é o primeiro álbum
do Distort. Por que você não gravou uma demo
ou promo antes do debut?
Cristiano: Aí seria perda de tempo e dinheiro,
além de que eu já gravei 3 CDs com o Torture,
gravar demo nessa altura do campeonato seria muito amadorismo.
07. Várias faixas soam “oitentistas”. Este
é o objetivo da banda?
Cristiano: Não forçadamente, eu vivenciei
essa época, pois ouço muita coisa dos anos
80, isso é o que eu chamo de “background” musical,
não dá para evitar. É o tipo de música
que eu sei tocar, não dá para ser diferente!
08. Impossível ouvir a Distort e não
lembrar da tua fase na Torture Squad. O que há de
semelhanças e diferenças entre essas bandas?
Cristiano: No Torture Squad eu tinha mais tempo
para compor, ensaiar e incrementar mais as músicas,
além de que eu colocava várias partes Death
Metal, no Distort eu não me preocupo se a música
vai ficar mais ou menos trabalhada, a única preocupação
é em fazer riffs pesados e com bastante pegada, tento
ser o mais direto possível, pois tenho que criar
algo prático e que não requer muito ensaio,
pois não temos muito tempo para ensaio, meu filho
de 5 anos me ocupa 90% do meu tempo livre!
09. As gravações estavam prontas desde
fevereiro de 2007, mas o álbum só saiu agora.
Qual o motivo da demora?
Cristiano: Grana! Eu lancei independente, tive
que esperar sobrar dinheiro para fazer.
10. Há algo que você faria diferente
neste álbum?
Cristiano: Não, nada, foi uma gravação
record em todos os sentidos. Fizemos o álbum todo
em 33 horas! Isso engloba todo o processo de gravação
até a mixagem final, com esse tempo, muitas bandas
usam para gravar uma ou duas músicas. Nós
gravamos 8 músicas, eu gravei 3 guitarras em cada
música. E o resultado ficou muito acima da média.
Estou muito satisfeito.
11. Agradecemos pelas respostas e deixamos o espaço
aberto para as considerações finais.
Cristiano: Obrigado pelo espaço e esperamos
poder tocar por aí um dia e também continuar
contando com o apoio de vocês, obrigado! |