01.
Hail Bangers. Como está este período pós
- lançamento do debut?
Max: Saudações para todos os leitores
do All The Bangers, bem, estamos muito felizes com o resultado
depois do lançamento do nosso debut CD, temos recebido
muitas críticas positivas da mídia especializada,
e principalmente dos Bangers de todo o Brasil. Estamos recebendo
muitos convites para shows também, no geral, as coisas
estão fluindo com muita rapidez.
02. Vocês estão na cena desde 1999. Qual o
motivo da demora de oito anos para lançar “Hunting,
Shooting, Slashing And Thrashing”?
Max: O que aconteceu durante este período
foi a demora para encontrarmos um baterista permanente na
época, pois, só em 2002 é que a formação
se tornou estável e aí pudemos gravar nosso
CD - Demo em 2003, e conseqüentemente o álbum
em 2006 , embora o lançamento seja em meados de 2007.
Também houve uma demora na parte de mixagem, que
já era prevista.
03. Da formação original, apenas a
dupla de guitarras permaneceu. Quais motivos causaram as
mudanças de formação?
Max: Quando começamos a banda, éramos
só eu e o Macedo, foi muito difícil encontrarmos
as pessoas certas para a banda, pois moramos em um lugar
escasso de músicos de Metal. Casamentos (os 2 bateristas)
e trampo (baixista) foram os motivos principais que causaram
as mudanças de formação da banda.
04. Particularmente, sinto falta de bandas de Thrash
Metal que cantem em português. Quais motivos impedem
a Devil On Earth de cantar em nosso idioma?
Max: Acho que não há motivo nenhum,
não vejo mal algum em cantar em português,
porém, no nosso caso, acho que o inglês é
a língua mais indicada para se cantar, acho que somos
mais agressivos assim, mas não descartamos a hipótese
de um dia fazermos algo em português, pois adoramos
as bandas que cantam no nosso idioma.
05. Pelo cover do Exumer no debut, sabemos que esta
é uma das influências. Além desta banda,
que outros nomes contribuem para a sonoridade da Devil On
Earth?
Max: Basicamente, todas as bandas de Thrash Metal
dos anos oitenta como Whiplash, Sacrifice, Infernal Majesty,
Rigor Mortis, Merciless e muitas bandas contemporâneas
também como Hipnosya, Drunkard, Dekapitator, Demolition
Hammer, acho que estas são algumas bandas que nos
inspiram. Faltaram as mais renomadas que, obviamente, também
nos influenciam.
06. Quanto às letras, quais as temáticas
abordadas?
Max: Abordamos temas como guerra, Metal, posers
e assassinatos. Para o próximo trabalho, estaremos
abordando temas mais “evil” além dos citados acima.
07. A capa do debut apresenta um desenho, aparentemente
sem a utilização de muitos recursos digitais.
Quais os critérios para a escolha?
Max: Queríamos que a arte da capa fosse
desenhada a mão livre, nós só dissemos
para o Lion, que foi a pessoa que fez a arte, nossa idéia
da capa, girando em torno da guerra e que era muito simples.
Quando vimos o desenho pronto, gostamos tanto que não
mudamos em nada, aquilo que se vê na capa do play
é o desenho original sem nenhuma mudança.
08. Nos últimos anos, uma série de
bandas oitentistas voltou à ativa, por exemplo, Onslaught
e Exodus. Isto favorece as bandas que investem raízes
do Thrash Metal?
Max: Talvez, muitas dessas voltas ás vezes
são duvidosas, nunca se sabe se é realmente
por amor as raízes do Thrash Metal. Algumas bandas
voltaram bem, como é o caso do Nuclear Assault e
o Exodus, que depois deu uma caída, mas no caso do
Celtic frost e o Assassin, na minha opinião, deveriam
mudar o nome das bandas, pois o que estão fazendo
atualmente não tem nada a haver com o passado glorioso
das mesmas.
09. Em relação ao demo “Cold Reality”,
percebemos uma grande evolução, principalmente
em relação à produção.
Vocês concordam com a afirmativa? Que outros fatores
também sofreram alterações?
Max: Concordamos sim com esta afirmativa, pois
tivemos muito tempo para trabalhar a parte de produção.
Um outro fator que sofreu alteração foi a
velocidade, acho que estamos mais velozes do que na demo.
10. Vocês estão satisfeitos com os
resultados do debut? Há algo que fariam diferente?
Max: Estamos satisfeitos sim com os resultados
do debut, é claro que passado algum tempo depois
do lançamento, quando ouvimos novamente o play, achamos
que deveríamos ter mudado isso ou aquilo, mas nada
que comprometa o resultado final. Acho que não faríamos
nada de diferente.
11. Agradecemos pelas respostas e deixamos o espaço
aberto para considerações finais. Grande abraço
da equipe All The Bangers.
Max: Nós agradecemos a vocês do All
The Bangers pela força, ao Rolldão da Kill
Again, as bandas que tocaram com a gente até o momento
e a todos os bangers do Brasil que nos tem apoiado em todos
os lugares que passamos. Queremos dizer também que
estamos em fase de ensaio do nosso novo material, que será
gravado até o final deste ano. Esperamos que a gente
se encontre nos shows apra tomarmos umas beers, muito obrigado. |