Com músicos experientes e conhecidos no cenário gaúcho, pois fazem ou fizeram parte de nomes como Burning In Hell e Ynis Vitrin, a Darkest Seed lança o primeiro registro de estúdio, contendo duas músicas próprias e uma versão surpreendente para “The Show Must Go On” (Queen). Investindo na fusão Hard/Heavy, a banda anuncia o debut para o início do próximo semestre. Conversamos com Ricardo (guitarra) e Benhur (baixo e vocal), que nos esclareceram várias dúvidas sobre esta nova promessa do cenário nacional.

 
01. Saudações. Como surgiu a Darkest Seed?
Ricardo:
Primeiramente, saudações a todos. Logo após a minha saída do Burning In Hell, resolvi juntar forças com dois grandes amigos e excelentes músicos para realizar um projeto que já tinha na minha cabeça há muito tempo. Chamei então o César de Campos (bateria) e o Benhur Lima (voz/baixo) para juntos começarmos a trabalhar no material que viria a ser utilizado no Darkest Seed.

02. A primeira vez que ouvi falar da banda, o nome me induziu a acreditar que seria algo na linha Doom, Gothic ou até mesmo Black Metal. Isto já ocorreu antes? Darkest Seed não seria um nome muito pesado para a proposta de vocês?
Ricardo:
Não, nunca a proposta da banda foi seguir algum destes estilos, desde o começo nossa proposta estava focada em fazer boa música que acima de tudo agradasse a gente em primeiro lugar, sem se preocupar com rótulos, pois isso limita muito o artista na hora de compor. Mas é inevitável que nossas maiores influências apareceriam na hora em que estivéssemos compondo e aí que acabamos por nos identificar com esta fusão que seria o Heavy/Hard, que é o som que fazemos. Quanto à questão do nome, nós queríamos um nome forte e com um significado forte e aí surgiu a idéia do nome Darkest Seed, que de uma maneira mais simplificada seria o nascimento de algo diferente, forte, que no português seria “a semente mais escura”, então assim sendo algo diferente do convencional.

03. Ricardo, você foi membro da Burning In Hell. Quais foram os motivos que o levaram a largar a banda?
Ricardo:
No Burning In Hell, por mais fantástica que a banda seja e com um potencial absurdo, eu não estava a vontade para compor, pois não era o estilo que eu mais me familiarizava, pois desde o inicio da minha carreira, sempre fui mais roqueiro, curtia mais as bandas de Hard Rock e Heavy Tradicional, ao invés de Power Metal e Heavy Melódico. Então acabava que eu tinha que fazer uma força maior para compor material para o Burning In Hell, e ao mesmo tempo as minhas músicas surgiam muito mais naturalmente. Então nessa hora resolvi que deveria sair para me dedicar a fazer uma banda e compor dentro do que eu me sentia mais à vontade. Mas o tempo que estive com o Burning In Hell foi excelente, aprendi muito com eles, é uma banda com músicos maravilhosos.

04. Benhur também toca e canta na Ynis Vitrin. Como conciliar as agendas?
Benhur:
Na verdade ainda faço parte da Exit 11, Fire Symphony, Anaxes, Summer Session e mais alguns projetos em andamento (risos).
Por incrível que pareça, conciliar as agendas não tem sido um problema. Até mesmo porque a agenda de um músico independente de Heavy Metal/Rock em nossa região, e acredito que em todo Brasil, não é exatamente o que se pode chamar de cheia. São shows e atividades em geral esporádicas, infelizmente. Até hoje não tive nenhum problema nesse sentido. Quem sabe daqui algum tempo venha a ter, então vou começar a me preocupar com esse aspecto (risos).

05. Há outros trabalhos paralelos a Darkest Seed por parte dos integrantes?
Ricardo:
Sim, como citado acima, o Benhur toca com a Ynis Vitrin, além de participar de outros projetos com as bandas Anaxes, Fire Symphony, e Exit 11 e alguns outros projetos, onde ele atua como vocalista e/ou baixista das mesmas. O César (baterista) tem um projeto instrumental com o Geraldo Aita, guitarrista do Burning In Hell, chamado Nebulousky, onde conta com as participações especiais de Éder Bergozza (Akashic) e Léo Ferrarini, dentre outros grandes nomes da música local, e que vai lançar seu Debut em breve.

06. “The Seed Is Rising” apresenta uma ótima produção. Da gravação a prensagem, como foi o processo?
Ricardo:
Escolhemos o estúdio Nitro Sound Solutions do músico Roger Fingle, em Caxias do Sul, para fazermos nossas gravações, visto que o estúdio é de um nível muito alto e o conhecimento do Roger neste estilo é muito grande, além é claro de ele ser um grande amigo da banda. Este é mesmo estúdio onde estamos gravando o nosso full - lenght com lançamento previsto para o começo do segundo semestre de 2008, que assim como este EP vai contar com a produção da banda e do Roger Fingle. Quanto à prensagem, fizemos de forma artesanal e independente, pois a idéia inicial da banda era colocar o CD para full download no site, para que assim, todos pudessem ter acesso ao nosso material e conhecer a banda. Somente fizemos a prensagem de cópias para a mídia especializada.

07. A maturidade do trio é perceptível. Por que não lançaram um álbum no lugar do demo - CD?
Ricardo:
Porque queríamos que enquanto estivéssemos gravando e produzindo o nosso full - lenght, o público em geral fosse conhecendo a banda e o nosso trabalho, por esse motivo que o colocamos para download gratuito na integra em nosso site, para promover a banda enquanto não lançamos o nosso CD oficial.

08. “The Show Must Go On” (Queen) ficou excelente. Qual o critério para escolher este cover?
Ricardo:
Pensamos em escolher alguma música que fosse um clássico dentro das bandas que admiramos, mas que ao mesmo tempo, não estivesse completamente dentro do nosso estilo, para que pudéssemos dar uma roupagem nova para esta música e dar um pouco da cara da banda nela. Assim, quando escolhemos que a banda homenageada seria o Queen, a decisão foi unânime, “The Show Must Go On” seria a música.

09. Além de Queen, que outros nomes influenciam a Darkest Seed?
Ricardo:
É difícil listar, pois seriam muitas as bandas que nos influenciam, e, pessoalmente cada um tem suas influencias, mas de um modo geral nossas maiores influências vem de bandas como: Whitesnake, Black Label Society, Ozzy, Damageplan, Van Halen, Deep Purple, AC/DC, Rush, Scorpions, Dream Theater em outros tantos nomes de peso.

10. Quanto ao full - lenght, há previsão?
Ricardo:
Se nada atrasar, coisa que é quase impossível na gravação de um CD (risos), a previsão de lançamento é para o inicio do segundo semestre de 2008.

11. Agradecemos pelas respostas e deixamos o espaço aberto para considerações finais. Grande abraço da equipe All The Bangers.
Ricardo:
Gostaríamos de agradecer em primeiro lugar ao All The Bangers por este espaço concedido a nós, onde podemos mostrar um pouco mais sobre o Darkest Seed, e agradecer a todos que nos apóiam e curtem a nossa banda. E aguardem o nosso CD, pois ele esta ficando muito animal. Grande abraço a todos e Keep On Rockin’ !
 
Home Page Oficial: www.darkestseed.com
 
Por Cristiano "Frank" Gonçalves
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