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Fortalecendo
a imagem do Brasil como um país produtor de boas
bandas extremas, a Chaos Synopsis capricha na criação
de um Death metal empolgante, como energia nem sempre observada
em trios. Para saber mais, leia a entrevista abaixo, respondida
por Jairo (vocal e baixo).
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01.
Qual a origem do título “Kvlt Ov Dementia”?
Jairo: Na época em que estávamos
pensando no nome, estávamos conversando muito, assistindo
filmes e escrevendo sobre como qualquer tipo de coisa leva
o ser humano “normal” à loucura.
Nossas letras abordam aspectos
religiosos e também psicológicos, e vimos
como às vezes um leva ao outro, religiões
ferrando o psicológico de milhares de pessoas. Então,
nossa música se tornou o nosso culto, nosso culto
à demência.
02. Algumas passagens e principalmente os vocais
lembram Napalm Death. Os mestres do Grind serviram de influência?
Que outros nomes inspiram a Chaos Synopsis?
Jairo: Pra falar a verdade eu conheço pouca
coisa do Napalm Death, eu curto muito bandas de Death/Black
como Hate e Behemoth, e também os sempre clássicos
Deicide, Death, Sepultura, outra grande influência
da banda é o thrash e o hardcore, estilos que o Vitor
Friggi se identifica muito.
03. Quanto ao nome da banda, de onde veio a idéia?
Jairo: A idéia era juntar tudo de mais caótico
e extremo e transformar em música, então o
nome da banda funciona como a contra capa de um livro, uma
pequena idéia do que você encontrará
ao adentrar nossa música, a sinopse do caos.
04. A capa do álbum choca os mais conservadores.
Como chegaram ao resultado?
Jairo: Cerca de um ano atrás eu comecei
a ter umas idéias baseadas em uma música recém
composta, “Blinding Chains”, e a partir dela fui mesclando
idéias de cada música presente no cd e passei
toda a idéia pro Rafael (www.digitalmiasma.net),
que conseguiu chegar perfeitamente no que queríamos.
A idéia era realmente
chocar e mostrar o quanto a mente humana se torna demente
devido aos nossos vícios, no caso da capa, a religião.
05. O foco da banda sempre foi o Death Metal? Desde
o início das atividades, mudanças na formação?
Jairo: No começo, apesar de já haver
essa fusão com o Death Metal, o som era um pouco
mais thrash, tendo se tornado um pouco mais brutal com o
passar dos anos, influências e mudanças de
formação, mas a idéia sempre foi fundir
esses dois estilos, que são nossos favoritos.
A mudança mais importante
e que talvez tenha melhor caracterizado a banda foi quando
nos tornamos um trio e eu assumi os vocais, pudemos trabalhar
um pouco mais nas variações vocais e deixar
o trabalho um pouco mais brutal.
06. As músicas de vocês são
ricas em variações e arranjos. Como funciona
o sistema de composição?
Jairo: Sempre que um integrante compõe um
riff, chega ao ensaio e mostra, começamos a brincar
em cima dele, vamos testando cada tipo de levada na bateria,
cada mudança de riff e afins e vamos tocando e testando
bastante. Normalmente acaba saindo uma música inteira
a partir de um riff desses que aparecem.
07. Os vocais guturais lembram Mark Barney Greenway,
mas em alguns momentos, as linhas rasgadas soaram mais adequadas.
Por que não usar este recurso com mais freqüência?
Jairo: Antes de gravar eu estudei bastante cada
linha vocal que ia fazer, sempre matutando a melhor forma
de cantar no cd de uma maneira que eu reproduzisse de uma
forma mais fiel ao vivo.
Gosto muito de usar as linhas
rasgadas, dão todo um clima, mas acho que a graça
delas foi justamente essa, não sendo usadas muitas
vezes, quando aparecem soam muito interessantes.
08. Em estúdio, uma guitarra dá conta
do recado. Ao vivo, como funcionam os arranjos e detalhes
que precisariam de duas?
Jairo: Ao vivo, se ocorre alguma dobra ou algo
a mais eu normalmente faço algo no baixo pra nos
aproximarmos do CD, mas são poucos os momentos em
que outra guitarra faz falta, as linhas de baixo casam legais
e acabam não devendo nada pra quem ouve o todo.
09. O release recebido através da Metal Media
não cita JP na formação. O músico
não faz mais parte da banda?
Jairo: Na verdade o que aconteceu foi que no meio
das gravações do cd houve a saída de
nosso antigo guitarrista Marloni, no meio de todo o caos
da gravação não teríamos tempo
de procurar outro guitarrista pra aprender todas as músicas
e estar no pique de gravar. Então nesse meio tempo
que estávamos atrás do novo integrante, o
Vitor, que é um excelente guitarrista, gravou o cd
para não nos atrasarmos e pouco depois encontramos
no JP a figura ideal pra segurar as seis cordas.
10.
Agradecemos pelas respostas e deixamos o espaço aberto
para as considerações finais.
Jairo: Nós que agradecemos o ALL THE BANGERS
pelo espaço. Esperamos levar nosso culto a todos
os dementes headbangers e que nos encontremos em muitos
shows ainda para confraternizarmos regados a muita cerveja
e Heavy Metal. |
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| Home
Page Oficial: www.myspace.com/chaossynopsisbr |
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| Por
Cristiano "Frank" Gonçalves |
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