Os
apreciadores de nomes como Cannibal Corpse, Sinister e Nile,
ou seja, Brutal Death Metal, agora contam com mais uma opção:
Corporate Death.
“Terminate Existence” é o primeiro álbum e
mostra uma sonoridade empolgante, comprovando o potencial
a banda. Conversamos com Flávio (vocal) e Paulo (bateria)
que nos responderam várias perguntas e solucionaram
algumas dúvidas. Confiram abaixo.
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01.
Saudações. Resumidamente, como surgiu a Corporate
Death?
Flávio Ribeiro: Bom, Corporate Death surgiu
em meados de 2001, vindo de Jundiaí - SP, fundado
por Flavio (vocal) e Damien (guitarra). Após muitas
formações, se estabiliza em 2005 com a entrada
de Paulo Pinheiro (bateria) e em seguida já entrando
em estúdio para consolidar nosso primeiro trabalho,
a demo "Ways To The Madness".
02. Do início das atividades até a
atualidade, quais as influências?
Flávio Ribeiro: Nossa proposta sempre foi
fazer um Death Metal direto, desde o começo as nossas
influências sempre foram bandas como Cannibal Corpse,
Nile, Aborted, Decapitated entre outras que nos inspiram
para compor nossas músicas.
03. Quais as principais diferenças que vocês
observam entre “Ways To The Madness” e “Terminate Existence”?
Flávio Ribeiro: Bom, no meu ponto de vista
vejo uma grande evolução sonora, tanto por
parte dos músicos (composições e tal)
como pela produção do álbum.
Paulo Pinheiro: Tanto na qualidade do material
como a “visão” que tínhamos de certas coisas,
creio que a diferença será maior ainda quando
lançarmos o próximo CD.
04. Em ambos os registros Damiem cuida das guitarras
e baixos. Ao vivo, como isto funciona?
Flávio Ribeiro: Durante muito tempo o Corporate
Death subia aos palcos sem baixista, mas logo após
a gravação tivemos o prazer da entrada de
Rafael Cau (ex- Carnicero) assumindo o baixo, que veio para
complementar a banda.
05. A produção do debut é crua,
porém nítida, em muitos casos lembrando Nile.
Era este o objetivo? Vocês estão satisfeitos
com o resultado final ou fariam algo diferente?
Paulo Pinheiro: Como fãs do estilo sabíamos
o que queríamos, de minha parte, gosto de um som
bem nítido, uma coisa que talvez no próximo
álbum espero enfatizarmos mais.
Tivemos alguns problemas na gravação em outro
estúdio e acabamos mudando na mixagem para outro
estúdio, aonde conseguimos dar um novo ar ao CD.
Creio que para um primeiro álbum conseguimos superar
as dificuldades e estamos mais maduros para o próximo.
06. Ao mesmo tempo em que a internet facilita a
divulgação de trabalhos, satura o mercado
em uma grande estante de difícil escolha. Qual a
opinião da Corporate Death sobre a afirmativa?
Flávio Ribeiro: Vejo atualmente a Internet
como um poderoso meio de divulgação, mesmo
que em alguns casos pode ser utilizada para a pirataria,
mas no meu conceito os verdadeiros fãs da musica
extrema podem conhecer o trabalho através dela antes
de adquirir o CD.
07. Enquanto alguns afirmam que o CD está
com os dias contados, vários artistas brasileiros
ressuscitam o vinil. Vocês acreditam que a música
virtual extinguirá outros formatos? Isto será
benéfico?
Flávio Ribeiro: Assim como na outra pergunta,
acredito que pessoas que realmente gostam do estilo sempre
gostam de adquirir o trabalho, tanto pela arte dos encartes
como pela qualidade sonora.
Paulo Pinheiro: Não creio que musica digital irá
extinguir os outros meios, espero eu. Vejo que tudo ficou
mais cômodo para quem quer escutar um CD, é
só isso. Baixar as músicas, escutar e passar
pra outra banda.
08. Como surgiu a parceria com a Die Hard e como
vocês avaliam o trabalho do selo?
Paulo Pinheiro: Já conhecia o pessoal da
loja há um tempo e sempre achei o trabalho deles
bem honesto e respeitoso com todos.
Para nós é ótimo, pois o CD pode atingir
áreas e pessoas que nunca conseguiríamos.
09. Assim como eu, muitos sentem falta de letras
em português. Vocês nunca pensaram em compor
algo em nosso idioma?
Paulo Pinheiro: Pelo menos para mim não.
Eu componho as letras primeiramente em português claro,
mas não vejo por enquanto essa alternativa de deixa
- la assim.
10. Agradecemos pelas respostas e deixamos o espaço
aberto para as considerações finais. Grande
abraço e parabéns pelo debut.
Paulo Pinheiro: Obrigado pela oportunidade, a todos
que tem nos ouvido, a quem vai aos nossos shows, estamos
mais do que agradecidos!
Esperamos tocar em qualquer lugar, aonde nos chamarem e
em 2009 já começar a gravação
do segundo trabalho! |