Quase duas décadas de existência e várias histórias para contar. Esta é a Chemical Disaster, banda de Death Metal de Santos (SP). Fábio Brunelli (baixista) e o Arthur Justo (baterista) responderam algumas perguntas nossas, cujas respostas seguem abaixo. Leiam e confiram as novidades, incluindo o lançamento de um novo álbum.

 
01. Vocês começaram as atividades faz 18 anos. Qual a idade dos membros na época e de onde veio a idéia de montar uma banda de Death Metal?
Fábio:
Tínhamos em média 18/19 anos, bom , na verdade o Chemical foi formado por membros de outras bandas que tocavam em sua síntese desde Heavy Tradicional até Crossover. Como nós gostávamos das mesmas bandas (como Kreator, Slayer, Morbid Angel, Motorhead, Venom, e por aí vai), acabou sendo um processo natural tocarmos Death Metal.

02. O primeiro registro foi “Lethal Epidemic”. Em quais condições esse material foi lançado? Como foi a aceitação?
Fábio:
Bom, gravamos uma demo tape como qualquer outra banda da época, naquele velho esquema de capinha xerocada, distribuição para os amigos e contatos através de correio.

03. Em 91, a Chemical Disaster tocou com Dorsal Atlântica, que na época era uma banda em ascensão no Brasil. Como ocorreu a oportunidade? Quais as lembranças dessa ocasião?
Arthur:
Boas lembranças. Tocamos em Santos e no salão de mármore da Vila Belmiro, campo do Santos Futebol Clube. Nada melhor para uma banda santista. Lembro que fizemos amizade com os caras do Dorsal e bebemos muito juntos. A oportunidade, se me lembro bem, foi dado pelo P.P. Downing, na época dono da Metal Rock, uma loja de discos de Santos (que depois também passou a lançar bandas)!

04. Quais as diferenças entre “Lost Souls In The Abominable Realm Of Darkness”, “Seeds And Ashes” e “Lethal Epidemic”?
Arthur:
Não creio que existam diferenças conceituais, são apenas demos de uma mesma banda e que mostra a cada nova gravação, um pouco mais do potencial que tem! O Chemical é uma banda de verdade, sempre foi e talvez as três demos mostrem o som da banda naquele momento, nada mais!

05. O debut saiu em 93, período em que o CD estava chegando no Brasil. “Resurrection” saiu apenas em vinil? O resultado foi o esperado?
Fábio:
Na verdade esse lance de CD não veio a atrapalhar muito não, tivemos uma boa resposta do publico em relação às composições, pena que tivemos problemas na prensagem, pois a qualidade do advanced - tape que tínhamos era bem superior ao que foi prensado, e mesmo assim ainda hoje temos contatos querendo adquiri - lo.

06. “Scraps Of A Being” saiu apenas em 2000. Qual o motivo do grande intervalo entre os dois álbuns?
Fábio:
Tivemos problemas de formação, um de nossos guitarristas foi morar na Argentina, falta de grana e etc. Até que conseguimos terminar as composições e gravar, aí demoramos a encontrar uma parceria para poder prensar o registro, ate que encontramos a Demise Records.

07. “Third Wound” está em fase de produção. O que há de diferente entre este álbum e os dois anteriores?
Fábio:
Simplesmente é o melhor trabalho do Chemical Disaster. Aqueles que tiverem a oportunidade de escutar vão saber do que estou falando. Gravamos num excelente estúdio aqui de Santos (“O Beco“, com assistência do Ivan, que foi um cara que captou exatamente o que queríamos).

08. Nessas quase duas décadas de estrada, quais as principais diferenças observadas no cenário underground?
Arthur:
Cara, o underground é um ser mutante, constantemente mutante! É complicado falar sobre diferenças. Em todos os tempos, ao longo dos anos nós estivemos tocando, presentes, e sempre inseridos neste underground mutante! O que importa é a verdade e a vontade que tu colocas nas músicas, e o corpo e alma na execução. Assim vivemos estes quase 20 anos, com honestidade e com muitas histórias pra contar.

09. Para o terceiro álbum, há um selo em vista ou lançarão independente? É vantagem uma gravadora nos tempos atuais?
Fábio:
Esta pergunta é complicada. Hoje em dia está difícil lançar algo; estamos com algumas idéias de como vamos lançar o novo material inédito, mas também nada convencional. Ainda não podemos divulgar, mas com certeza o All The Bangers será um dos primeiros a saber.

10. Agradecemos pelas respostas e deixamos o espaço aberto para considerações finais. Grande abraço da equipe All The Bangers.
Arthur:
Primeiramente, agradecemos ao Frank pela oportunidade de divulgar nosso trabalho no All The Bangers. Agradecemos também à todas as pessoas que durante estas quase 2 décadas de vida do Chemical, apoiaram nossa trajetória. E, finalmente, aproveitamos para avisar à todos, que nossa promo lançada no final de 2007, encontra - se disponível através da Violent Records, selo aqui da cidade de santos comandado pelo Luiz Carlos, ex - vocalista do Chemical (um dos fundadores do grupo, que ficou conosco por 9 anos, saindo após a gravação do “Scraps Of A Being”).

 
Home Page Oficial: www.myspace.com/violentrecs
 
Por Cristiano "Frank" Gonçalves
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