Home
News
Agenda
Equipe
Entrevistas
Fotos
Matérias
Contatos
Loja
Links
Álbuns
Demos
DVD's
Clássicos
Shows

    
     Música progressiva, acústica, popular, jazzística, psicodélica e teatral. Acredito que esta frase defina bem a proposta da Trupe Sonora Casa De Orates (mais conhecida sem como Casa De Orates). De Yes à Chico Buarque, vários elementos são perceptíveis na sonoridade destes catarinenses, com composições tão ricas quanto as do mineiro Bruno Maia em seu projeto solo, Braia. Conheça mais sobre esta “Viagem Ao Onírico”, através das respostas fornecidas por Euclydes da Cunha Neto, guitarrista e violonista.



01. Quando e como começaram as atividades da Trupe Sonora Casa De Orates?
Euclydes:
A Trupe Sonora Casa de Orates surgiu no ano de 2002 ainda como banda, a partir de um problema nas cordas vocais do atual flautista e vocalista Marcelo Azeredo, a Casa passou por um período de composições e novos integrantes, renovando sua característica. Voltou no ano de 2004 a ativa por completo. Em 11 de novembro de 2005 apresentou seu primeiro trabalho com intervenções cênicas, o espetáculo “Viagem Ao Onírico”, atingindo grande repercussão na cidade e lotando o teatro da Casa da Cultura nos 2 dias de exibição. No ano de 2006 nos caracterizamos como “Trupe de Arte Casa de Orates”, mas no ano de 2007, após uma longa discussão sobre a filosofia do grupo, se optou por mudar para Trupe Sonora Casa de Orates

02. De onde veio a idéia de inserir o termo Trupe Sonora no nome da banda?
Euclydes:
No inicio do ano de 2007, após nos reunirmos achamos que nem o termo banda, por não utilizarmos apenas a música nos trabalhos, nem Trupe de Arte, por também não usufruirmos por completo de outras artes em nossos shows, seriam validos. Como temos de base a arte musical, por sermos estudantes de música e utilizamos de outros elementos como teatro e cinema nas apresentações apenas como ilustração das música (não diminuindo estas outras artes, apenas uma opção do grupo), decidimos que o termo Trupe Sonora Casa de Orates seria uma boa maneira de o público remeter de alguma forma usaríamos algo mais em nosso trabalho.

03. Há algum tempo, vocês se definiam como MPB (Música Psicodélica Brasileira). Atualmente, a Casa de Orates se encaixa em qual estilo?
Euclydes:
O termo Música Psicodélica Brasileira pegamos emprestado de dois grupos de Curitiba que utilizavam - no, a Banda Zaius e a Banda Neifelibatas. Na mesma reunião que eu citei acima, discutimos sobre esta nomenclatura, que ele não passava toda, ou pelo menos a possível mensagem que o grupo tinha para passar. Nós não nos caracterizamos como uma banda de música Psicodélica por não utilizarmos somente desta linguagem, utilizamos muitos outros elementos, como música progressiva, medieval, Jazz, MPB, entre outros. No nosso entendimento, somos uma mistura de vários Ritmos, e não só ritmos, temos como filosofia do grupo os sonhos, o lúdico e a loucura. Como não gostaríamos de ser classificados erroneamente por outras pessoas, decidimos nós mesmos nos classificar. Eu (Neto - Guitarra) e o Julio (Bateria) sugerimos ao grupo o termo Antroponírico, uma mescla de Antropo (Homem) e de Onírico (Sonhos), tendo assim a Arte Antroponírica, a arte do homem que sonha.

04. “O Artesão dos Sonhos” é o primeiro álbum de vocês. Quanto tempo entre compor as faixas, gravar, mixar e masterizar?
Euclydes:
Bom, acho que podemos dividir em 2 seções, a de compor e a de gravar. O processo de composição foi longo, na verdade desde sempre, o Julio trouxe esta vontade de criar, ele, o Darlan (Baixo), Daniel (ex - flautista) e o Marcelo (Flautista e vocalista) são os percussores do grupo, tocam juntos desde 2000. Quando surgiram as primeiras músicas como “Cronos – Viagem ao Onírico” e “Origami”. Este processo foi natural, e a cada integrante que entrava novas idéias eram assimiladas. Após sermos contemplados com a gravação do CD e a montagem do show temático “Sonhos - Uma Viagem ao Onírico” pela lei de Incentivo à Cultura de Itajaí, decidirmos parar de modificar as músicas e fechar por definitivo, ou quase definitivamente os arranjos. Em maio de 2007 entramos em Estúdio, gravamos no Giant Steps, do Ruanito, em Balneário Camboriú, foi ótimo, fechamos todo o processo de gravação em outubro, e lançamos em novembro junto com o Show temático.

05. Percebemos que o álbum conta com diversos patrocínios. Como foi obtenção dos valores necessários para a concretização do trabalho?
Euclydes:
Mandamos um projeto para a Lei de Incentivo à Cultura de Itajaí, que previa a gravação de um CD, um DVD e a montagem do show temático “Sonhos - Uma Viagem ao Onírico”. Como não aprovamos por completo os recursos (natural do processo de projeto), dividimos os recursos em uma parte para a gravação do CD, que contaria ainda com investimento nosso, e outra parte para a montagem do show temático. Suamos um monte, é trabalho demais, mas conseguimos captar os recursos e concretizar todo o trabalho.



06. A sonoridade de vocês lembra diversos nomes, incluindo Yes, Jethro Tull e Quarteto Novo, além de ritmos nordestinos? Especificamente, quais são as influências?
Euclydes:
Dizemos que tudo é nossa influência, cada integrante tem a sua, todos vem de uma linha diferente da música. O Julio cresceu ouvindo o pessoal da música psicodélica de Curitiba e é apaixonado por música medieval. O Marcelo vem do Rock in Roll, Jethro, Led etc. O Darlan veio do Heavy Metal. O Márcio, atual vocalista vem da MPB, toca um violão danado. A Siara (vocalista) curte muita Elis e Nara Leão. Eu vim do Progressivo como Pínk Floyd e também de grupos como Cordel do Fogo encantado. O Dani (antigo Flautista), talvez o maior incentivador da parte alternativa, é uma enciclopédia, ele trouxe para a galera os mais diferente nomes da música brasileira, como Arnoud Rodrigues, Novos Baianos, etc. Acho que a Casa de Orates é um caldeirão de ritmos, e a todo o momento estamos recebendo novas influências, desde nomes já consagrados como grupos parceiros nossos que também tem trabalhos de alta qualidade e acima de tudo com características originais.

07. Qual a relação entre as músicas da Trupe Sonora Casa De Orates e o teatro?
Euclydes:
Vamos dizer que estamos aprendendo aos poucos a sermos atores, mas ainda não somos. O teatro veio para ilustrar as nossas músicas que em geral tem muita metáfora nas letras. Para o atual trabalho, “Sonhos”, tivemos oficinas de teatro com o Sidival, um ator e diretor aqui de Itajaí que é idealizador do NEFA (núcleo experimental de formas animadas) e também nosso atual parceiro neste lado. Ainda cotamos com o Jonata que é um ator de formação, e trabalhou conosco no “Sonhos”. Estamos aprendendo e apaixonados por esta arte, que como a música leva o espectador a outro mundo.

08. Vocês tocaram no Psicodália de 2008. Como foi a aceitação da banda por parte do público presente?
Euclydes:
Achamos que foi a melhor possível, abrimos o Festival e achamos que não ia ar muita gente. Em geral, a galera ta meio acabada da viagem no primeiro dia, mas lotou, deu umas 2000 pessoas assistindo o show, foi alucinante. Além disso, vendemos uns 200 CDs. Os organizadores informaram que foi a banda que mais vendeu CD.

09. Sabemos que alguns resultados obtidos em festivais regionais foram positivos. Vocês podem comentar sobre isto?
Euclydes:
Claro, em 2005 ganhamos um festival da UNIVALI, este um festival menor, somente para universitários. Em 2006 participamos do FEMIC (Festival Estadual de Música e Integração Catarinense), fomos classificados e ganhamos melhor arranjo na Fase regional com a música “Colinas”. Curtimos participar destes festivais, é uma sensação diferente da apresentação, tem aquela competitividade com os outros grupos. Mas como nós que participamos sempre, passam vários grupos amigos, ficamos contanto piada antes da defesa das músicas. Atualmente fomos classificados entre 198 grupos da região para a 2º edição do FEMIC, foi bem legal, uma zoeira no camarim. Estavam lá o Tribuzana, a Bárbara Damázio, o Rafaelo e vários outros grupos que são de amigos nossos. Acho festivais como estes são uma boa oportunidade para divulgar o trabalho, mesmo quando não ganhamos.

10. Quais eventos em que a banda participou foram mais importantes?
Euclydes:
O mais importante, sem dúvida é o Psicodália, traz gente e grupos de todo lugar, com um público de quase 3000 pessoas, é muito legal. Outro é o próprio FEMIC, que acaba elevando o nome do grupo no estado. E claro, o “Sonhos”, organizado por nós mesmos, conseguimos vender todos os 500 lugares do Teatro Municipal de Itajaí. Embora não grande, mas de onde nasceu a Casa, foi o Brique, que era antigamente realizado em frente ao Sebo Casa Aberta e atualmente será realizado em alguns bairros de Itajaí.

11. Nós agradecemos pelas respostas e deixamos o espaço aberto para as considerações finais. Parabéns pelo primeiro registro.
Euclydes:
Agradecemos ao All The Bangers por realizar esta entrevista.
     Nosso novo site já está on line www.casadeorates.com.br, nosso contato é casadeorates@gmail.com.

Home Page Oficial: www.casadeorates.com.br

 

Por Cristiano "Frank" Gonçalves
Humor - Márcio Baraldi Rádio All The Bangers Downloads Guestbook Brothers