01.
Saudações. Em poucas palavras, qual a história
da Anestesya?
Bruno Entropic: Bom, A Anestesya foi formada em
2004, mas alguns integrantes já tocavam juntos de
outras formações. Então, a interação
entre os músicos já vinha de longe. Depois
de alguns materiais gravados, a banda lança de forma
Independente seu debut. Hoje a banda segue fazendo shows
na região sul do país, além de composições
para um novo trabalho.
02. Antes de “Cruel Fear”, houve algum outro registro?
Bruno Entropic: Havia material para formar uma
demo, mas a banda optou por “guardar” as energias para um
trabalho mais profissional.
03. “Cruel Fear” passeia pelo Heavy, Thrash, Prog
e erudito. Quais são as influências da Anestesya?
Bruno Entropic: Sempre tivemos como idéia
em fazer um som criativo, que queira passar algo para as
pessoas através da filosofia. Abordando assuntos
polêmicos, que fazem as pessoas pensarem sobre sua
existência (Morte, medos, mente humana, religião...).
Na verdade, a banda é
bem eclética, tendo em mente que existem apenas dois
estilos musicais (bom ou ruim). Devido esta mescla de influências
musicais, surge uma banda com originalidade. Pois já
estamos cansados de “bandas cópias de cópias”.
A música erudita e progressiva sem dúvida
são fortes influências, mas a essência
principal da banda é o bom e velho Thrash Metal raiz.
Como principais bandas poderíamos citar Metallica
(old), Death, Kreator, Destruction, Testament, Sepultura
(old), Sarcófago, Atheist, Slayer, Rush, Black Sabbath,
Predator, Mozart...
04. Anestesya é um nome bastante comum. Que
cuidados vocês tomaram para evitar problemas de registro?
Bruno Entropic: Na verdade Anestesya é uma
palavra que não existe. A idéia é bem
essa, um nome único, que representa apenas nós
mesmos. Mas que seu significado pode ser compreendido na
maioria das línguas. A idéia inicial do nome
é devido à música “Anesthesia - Pulling
Teeth” (do álbum “Kill’ em All”, do Metallica), pois
era executada pelo baixista.
05. As composições de “Cruel Fear”
mostram muita criatividade e feeling, porém, o álbum
pecou na qualidade do áudio, soando com um demo.
Qual a opinião de vocês sobre a afirmativa?
Bruno Entropic: Sim, concordo. Na verdade o álbum
“Cruel Fear” é uma junção de gravações
feita pela banda no período de 2005 e 2007. Por esta
razão pode - se sentir diferença entre algumas
faixas, assim como no amadurecimento dos músicos.
06. “Second Death” foi gravada em 2005 e o restante
do álbum em 2007. Qual o motivo deste longo intervalo?
Bruno Entropic: “Second Death” entrou no álbum
como faixa bônus, até porque sua gravação
(diferente do restante do material que foi gravado e masterizado
no Studio Fragata), foi realizada por Maurício Mainert
(baterista da banda Akashic), grande amigo nosso. Na verdade
a banda teve uma pequena pausa no inicio de 2007, causada
pela mudança de baterista. Fora isso, a banda sempre
esteve 100% na ativa.
07. Eu sempre tive a impressão de que o cenário
underground gaúcho é independente do eixo
Rio - São Paulo. Qual a opinião de vocês?
Bruno Entropic: Sim, existem algumas diferenças.
Até porque o pessoal do daqui sempre teve aquele
certo “orgulho de ser do Sul”. Mas eu acredito que o Brasil
como um todo há bandas muito boas, somos muito fortes
e temos atitude. Isso faz com que o Brasil tenha bandas
de primeiro mundo. Apesar de todas as dificuldades que nos
cercam.
08. O álbum saiu independente por opção
ou falta de incentivo? Com os atuais meios de divulgação,
vocês julgam um selo algo importante?
Bruno Entropic: Um trabalho profissional sempre
foi um sonho para nós. E, foi muito complicado e
trabalhoso, pois corremos atrás de tudo, apenas com
ajuda de familiares e amigos. Gravação, masterização,
prensagem, arte gráfica, contratos, papelada e até
divulgação. No entanto, sentimos falta de
alguém que nos “impulsionasse” para o mercado, como
um selo, por exemplo. Mas ao mesmo tempo, tudo isso foi
de grande aprendizado aos integrantes.
Sobre os meios de divulgação,
acho a internet muito importante. O pessoal deixou de ver
apenas aquilo que a mídia quer nos mostrar. Hoje
podemos falar com bandas da Europa e ouvir seus sons no
Myspace. Isto é uma grande evolução
musical e cultural, e com certeza traz benefícios
a todos, não podemos se impor e ir contra isso.
09. Além das músicas do “Cruel Fear”,
o que o público pode esperar de um show da Anestesya?
Bruno Entropic: O que posso garantir é muita
empolgação, música tocada com garra
e sentimento. Para os apreciadores de um Metal com técnica
e criatividade.
Além do trabalho do
“Cruel Fear”, com certeza poderão curtir também
novos sons que se encontrarão no próximo álbum
da Anestesya. Que provavelmente se chamará “Universal
Lie”. Também sempre rola covers clássicos
que o pessoal pede, como “Spirit Crusher” (Death), “Damage
Inc.” (Metallica), “The Antichrist” (Slayer), “Dead Embrionic
Cells” (Sepultura), “Tormentor”, “Violent Revolution” (Kreator)...
10.
Agradecemos pelas respostas e deixamos o espaço aberto
para as considerações finais. Grande abraço.
Bruno Entropic: Não vemos a hora de poder
botar o pé na estrada, e poder falar com pessoas
e fãs do país e mundo inteiro, que levam o
Metal como ideologia de vida e até religião.
Em breve, estará a
disposição mais material da banda, que segue
firme em suas composições. E quem gostou do
“Cruel Fear”, com certeza vai adorar o próximo lançamento.
Convido a todos a entrarem em contato com a Anestesya, para
trocar idéias e discusões, através
de nosso E - Mail, Site ou Myspace.
Ficamos então agradecidos
pela oportunidade dada pela equipe da ATB e a todas as pessoas
que nos ajudaram nesta estrada do Metal!!!! THRASH ’TIL
DEATH! |