01.
Olá! Como estão os trabalhos do Akashic neste
momento?
Mauricio Meinert:
Os trabalhos do Akashic no momento estão focados
na gravação de um DVD, estamos na fase de
pré - produção para as gravações
que ocorrem dias 16 e 17 de janeiro.
02.
O nome da banda é algo que chama a atenção.
Qual a origem e o significado?
Mauricio Meinert: A palavra Akashic provem da língua
hindu morta, o Sânscrito, e significa a memória
do universo em um plano etéreo, local astral onde
ficam armazenados os conhecimentos deste plano, segundo
a filosofia hindu.
03. Como surgiu a idéia de montar a Akashic?
Mauricio Meinert: O Akashic surgiu da banda instrumental
De Ros, que já tinha dois trabalhos gravados quando
iniciaram os trabalhos com vocal e um tecladista. Esta nova
banda se tornou o Akashic.
04. Percebemos na sonoridade de vocês, uma
grande influência de Symphony X. Além desta,
quais outras bandas inspiram as composições
do Akashic?
Mauricio Meinert: Além do Symphony X, no
qual a influência esta mais nítida no primeiro
trabalho, o Dream Theater também foi uma grande influência,
mas todos os membros da banda têm gostos distintos,
o que leva a crer que os próximos trabalhos terão
uma roupagem ainda mais diferenciada.
05. Em ambos os álbuns, além de ótimas
composições, a qualidade do áudio é
um fator que chama a atenção. Quem é
o responsável e como foi o processo de produção
dos álbuns?
Mauricio Meinert: Os dois Álbuns da banda
tiveram a produção do português Luis
Barros, que tem uma longa carreira como produtor e engenheiro
de som. Ele também é baterista da banda Tarântula.
Chegamos a ele através da gravadora portuguesa Scalabis
e ele se tornou uma peça importantíssima no
som do Akashic, tanto no "Timelles" como no "A
Brand New Day", fizemos pré - produção,
quando chegamos no estudio tudo estava bem definido, mas
o Luis deu um toque especial no som e nas musicas, sempre
somando com idéias maravilhosas, a master dos dois
trabalhos ficou a cargo do Tommy Newton do área 51.
06. Marcos De Ros tem uma carreira paralela, com
alguns álbuns gravados. Quanto aos outros integrantes,
qual o histórico musical deles?
Mauricio Meinert: Além do Marcos, cada membro
tem atividades paralelas ao Akashic. Todos são professores
de música e trabalham com música em tempo
integral. Fábio Alves e Eder Bergozza tem o trabalho
instrumental intitulado Dois. Eder tem um DVD concerto de
piano chamado "Um Segundo". Rafael Gubert participou
do projeto Barros, que também foi lançado
pela Hellion ano passado, e do projeto Supremacy, que conta
com o baterista Mark Cross (ex - Halloween). Mauricio Meinert,
além de trabalhar também nos projetos individuais
dos membros da banda, também gravou com o guitarrista
gaúcho Evandro Demari. A formação musical
de Marcos e Fábio tem influência Clássica
e erudita, ambos chegaram a fazer parte de orquestra, também
a bagagem do power trio De Ros Rock Instrumental, Mauricio
Eder e Rafael tem passagem por diversas bandas e estilos
tocando na noite, gravações e trabalhos como
free lancer.
07. Como conciliar os trabalhos paralelos com o
Akashic?
Mauricio Meinert: É simples. Nós
resolvemos o que fazer e quando fazer e abrimos um espaço
na agenda de todos para nos dedicarmos ao Akashic. Todos
somos amigos a adoramos estar juntos na estrada ou no estudio
para fazermos música e levar ao público trabalho
com seriedade e profissionalismo.
08. Rio Grande do Sul e Santa Catarina são
vizinhos, porém, com um intercâmbio cultural
sub - utilizado. Vocês concordam com a afirmativa?
Quais seriam os empecilhos para uma maior interação
entre os Estados?
Mauricio Meinert: Concordo
em parte. Pessoalmente, acho que nenhum estado brasileiro
tem um intercâmbio cultural eficaz. O Brasil é
um país que não conseguiu vencer ainda seus
problemas básicos. É natural que a cultura
seja deixada de lado em meio a grandes dificuldades, e também
ela deve ser praticada por nós, cada um de nós
que acredita no potencial cultural do Sul do Brasil ou do
Brasil deve ajudar com sua contribuição, seja
produtor, músico ou público. Quem faz a cultura
somos nós, ela reflete o que somos.
09. Ao ouvir os dois álbuns do Akashic, fiquei
surpreso em não ter conhecido - a antes. Assim como
eu, poucas pessoas em Santa Catarina tiveram a oportunidade
de conhecer o som da banda. Na opinião de vocês,
por que isto ocorre?
Mauricio Meinert: Isso ocorre principalmente
pelo descrédito nas bandas nacionais, seja por parte
das gravadoras, Majors ou pelo público que precisa
ouvir duas ou três vezes até acreditar que
o trabalho da banda nacional é tão bom quanto
qualquer banda de fora do Brasil, esse problema é
cultural, mas vem aos poucos mudando. A internet tem um
papel fundamental nisso, sites como o vosso, tem grande
papel nesta mudança de mentalidade.
10. Considero o Akashic uma banda de Metal nacional
tipo exportação. Como é a aceitação
de vocês em outros países?
Mauricio Meinert: Sentimos de perto aceitação
positiva nos shows que realizamos em 2000 em Portugual,
Espanha, Suíça e Bélgica, durante a
primeira tour da banda. Em 2007 voltamos a Europa e fizemos
um show em Düseldorf que também teve uma aceitação
super positiva, também recebemos E - Mails e recados
no Myspace da banda de pessoas de várias partes do
mundo elogiando o trabalho e querendo saber mais sobre novos
trabalhos, datas de shows, isso é ótimo, pois
motiva.
11. O DVD é um formato de mídia em
ascensão. Há previsão para lançamento
de um vídeo?
Mauricio Meinert: Estamos na faze de pré
- produção do nosso DVD, mas ainda não
temos previsão para lançamento.
12. Agradecemos pelas respostas e deixamos o espaço
aberto para os comentários finais. Grande abraço.
Mauricio Meinert: Só temos a agradecer
o espaço e também deixar um recado a todos
os fãs de Rock, Metal e Progressivo, fiquem de olhos
e ouvidos abertos as bandas nacionais, prestigie seus artistas
comprando material original.
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