01.
Saudações. Observamos algumas alterações
no line-up desde o demo-CD “Eu Sei Bem O Que Eu Quero”.
O que mudou e quais os motivos?
Guto: Trocamos de vocalista e baterista, eles acabaram
optando seguir por outros rumos e há algum tempo
já tínhamos a idéia de misturar dois
vocais, um cantando Rap e outro Rock, então colocamos
a idéia em prática.
02. Vocês misturam Hip-Hop com elementos pesados.
Como vocês se definem e quais as principais influências?
Guto: Eu acho que é muito difícil
você definir o som do Adrede se limitando a um único
estilo, a essência sem dúvida é o Rock
pesado, mas vai muito além disso, um mistura de Reggae
com Funk com peso com groove , com Rap e por aí vai...
Algumas das nossas principais influência são:
James Brown, Nirvana, Rage Against, Barry White, Pulblic
Enemy, Sabotage, Led Zeppelin, The who, AC/DC, Primal Scream,
Beastie Boys, House Of Pain, Sepultura, Motorhead, Metallica,
Limp Bizkit, Eminem e etc...
03. Que tipo de público frequenta os shows
da Adrede?
Guto: Todos os tipos possíveis, desde o
cara mais “podrera” que curte um Death Metal ou Grind Core
extremo, até o cara que ouve um Bob Marley e curte
uma erva (risos).
04. A arte gráfica do álbum chama
a atenção. Como chegaram em tal resultado?
Guto: Hoje em dia, com a Internet a todo vapor
é muito difícil você lançar um
CD e fazer com que ele se destaque em meio ao mundo virtual,
então conhecendo este desafio sabíamos que
somente seria possível obter destaque lançando
um CD com um material gráfico e multimídia
diferenciado, foi quando tivemos essa idéia de fazer
algo diferente, desde a capa até o conteúdo
multimídia do CD com clipe, making off e etc.
05. Outro destaque é a qualidade do áudio.
Entre compor e prensar, é possível resumir
o procedimento?
Guto: Sim, sexo, drogas e Rock And Roll.
06. Percebi que Andreas Kisser participa do álbum.
Como foi trabalhar com uma das lendas do Metal nacional?
Guto: Foi um prazer imenso, mesmo por que somos
fãs do Sepultura desde “muleke”, então chega
a ser uma honra pra gente.
07. Aparentemente, a Z Records é uma gravadora
nova. Como surgiu a parceria?
Guto: O dono da gravadora ouviu nosso som por intermédio
do nosso produtor, o Caio Ribeiro, curtiu o som e quis prensar,
foi basicamente isso.
08. No cenário metálico há
muito radicalismo. A Adrede já sofreu com preconceitos
pelo fato de misturar elementos afro-americanos nas músicas?
Guto: Preconceito não, mas sempre vai ter
um ou outro cara que vai dizer: “Nossa vocês misturam
Rock com Rap, vocês misturam Rock com Funk....” E
por aí vai, mas eu acho que o principal é
você fazer música sem se preocupar se ela vai
agradar alguém e realmente deixar transparecer o
sentimento e a emoção que você quer
passar naquele momento.
09. Até o momento, como vocês avaliam
a aceitação do CD?
Guto: Excelente, principalmente por parte dos fãs
que nos acompanham desde o começo e sempre procuram
postar seus recados em nossas comunidades na internet, dizendo
como o som do Adrede os influência o que cada vez
mais nos incentiva à continuar criando coisas mais
legais.
10.
Agradecemos pelas respostas e deixamos o espaço aberto
para as considerações finais. Grande abraço.
Guto: Nós que agradecemos vocês pela
força e pelo espaço, gostaríamos de
deixar um recado para os nossos fãs: Se você
tem um sonho, não deixe o mercado de trabalho acabar
com ele, mantenha sua atitude e siga em frente.
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