|
Associar Metal Gótico à língua
alemã já é bastante natural,
e Umbra Et Imago (Sombra e Imagem) foi uma das bandas
a fortalecer este estereótipo. Com influência
das obras de Freud e Nietzsche, o Umbra abusa da sexualidade,
das fantasias e sado - masoquismo como tema em suas
músicas, com letras cínicas e críticas
a mídia.
Ao assistir o "Die Welt Brennt" é
fácil notar na sonoridade do Umbra aquele toque opressivo do
Gothic, com evoluções lentas e um vocal profundo e claro,
características herdadas de Mozart - vocal principal e
compositor. O back vocal gutural e arranjos ficam a cargo de Lutz
Demmler - baixista - que é ponto forte no instrumental; a banda
ainda conta com Freddy - guitarras - e Migge - bateria - que conseguem
uma boa harmonia com o restante do conjunto, mas sem
características marcantes. Sintetizadores, teclados e
distorções completam o arranjo.
O show é cercado por uma atmosfera sombria e
a aparência dos membros da banda - especialmente Mozart e Lurtz -
contribuem neste aspecto. A presença de palco de Mozart é
repleta por encenações teatrais, com a
participação de duas modelos que constantemente aparecem
ao fundo do palco realizando atuações sensuais de
sado-masoquismo. Correntes, velas e roupas de couro são os
acessórios comuns das moças, além da
exposição despudorada de seus corpos.
O DVD conta com músicas
de toda a carreira da banda, abrangendo os álbuns
"Gedanken Eines Vampirs" (1994), "Machina
Mundi" (1997), "Mea Culpa" (1999),
"Dunkle Energie" (2001) e "Motus Animi"
(2004). Entre os hits, posso citar "Mea Culpa",
"Goth' Music", "Lieber Gott" e
"Alles Schwarz". Fica o destaque para as
interpretações de "White Wedding"
(do Billy Idol) e "Rock Me Amadeus" (música
Pop do Falco).
Apesar da locação pequena e escura, a
qualidade de áudio está muito boa para um DVD ao vivo. Os
extras incluem uma hora e meia de entrevistas, além de uma faixa
bônus - uma participação no Crazy Clip Show. A
falta de legendas nas entrevistas é um ponto negativo, a
não ser que você entenda um pouco de alemão.
Em resumo, o "Die Welt Brennt" é um show para
ser apreciado vagarosamente e com atenção, como uma boa
taça de vinho tinto. Fica a recomendação para
aqueles que curtem o gênero.
|