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algum tempo, Arnaldo Antunes afirmou em uma entrevista
que a compra de arquivos em MP3 pela internet quebra o
conceito de álbum, pois o consumidor seleciona
apenas algumas faixas e, em muitos casos, deixa de ouvir
todo um trabalho que envolve sua escolha. O eterno Titãs
tem razão, afinal, álbuns como "Nightfall
In Middle Earth" (Blind Guardian) e "Dark Side
Of The Moon" (Pink Floyd) soam melhor quando ouvidos
na íntegra. Além das músicas, não
podemos esquecer que capa, fotos e organização
do encarte também fazem parte da concepção
da obra de arte, ou seja, um disco não se resume
apenas ao auditivo. Por isto, cópia em mídia
gravável apresenta, na melhor das hipóteses,
caráter demonstrativo, e não promocional.
"Chaos Rising" é o trabalho mais recente
da Suicidal Winds, foi lançado pela Pulverised
Records e mostra uma sonoridade que flerta entre o Black
e o Death Metal, que nos trazem fortes lembranças
de Marduk. As músicas são predominantemente
ríspidas e rápidas, com vocal compatível
com a proposta, linhas de guitarras criativas, bateria
precisa e baixo competente, este último ganhando
destaque pelo bom trabalho de gravação,
mixagem e masterização. Mesmo investindo
em uma proposta que já saturou o cenário,
a banda consegue se destacar, pois as composições
têm feeling, empolgando o ouvinte.
Infelizmente, a Imperative Music, representante da Pulverised
Records no Brasil, pecou em nos fornecer uma cópia
com características amadoras. O álbum veio
em CD - R, com uma capa em baixa qualidade, sem informações
necessárias como letras, formação
e release em português. Acreditando que a agência
seja nova, sugiro que siga o exemplo de selos como Dynamo,
Hellion, Nuclear Blast, Evil Horde, Kill Again, Rapture,
Violent Records, Brazilian Attack e Deity Down, que valorizam
nosso trabalho e nos enviam exemplares decentes dos materiais.
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