Se
me perguntarem quais os piores materiais que já recebi
para resenhar, cito dois demo - CDs: o primeiro (e único)
da Metatron (Joinville/SC) e o “Dresden”, da Skull And Bones
(Farroupilha/RS). Em ambos os casos, a noção
de tempo é nula e os integrantes parecem seguir linhas
de ritmo paralelas, pois não se encontram nas músicas.
A primeira banda citada felizmente chegou ao fim, porém,
a segunda arriscou mais um trabalho.
Afirmando ser uma “banda de um homem só” que atende
pelo pseudônimo de Spartacus, a Skull And Bones mostra
uma evolução considerável em relação
ao material anterior, principalmente no que se refere às
composições e imposição de voz,
mas alguns erros se repetiram neste registro. Começando
pelas guitarras, os solos são estranhos, com entradas
e saídas sem sentido e, obviamente, rejeitadas pelos
ouvidos. As linhas de bateria também não agradam,
pois há várias passagens atravessadas (um
metrônomo ajudaria). Por último, o áudio
é anacrônico, lembrando as velhas demo - tapes
gravadas antes da utilização dos recursos
digitais.
Houve melhorias, mas um longo caminho deve ser traçado
antes do lançamento de um álbum. Ficam as
sugestões de contratação de músicos
capacitados e um produtor qualificado. |