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Há
bandas que surgem no cenário underground e que poderiam
tranquilamente pular a fase de demo e partir direto para o
álbum, pois apresentam maturidade compatível com nomes
já consagrados. A Facínora é uma delas.
Com algumas faixas a mais e uma produção
superior, "Born In Fear" seria um excelente
álbum, pois possuí características
fundamentais para uma banda cair no gosto do público,
entre elas, diferencial nas composições.
A proposta é o Thrash Metal moderno, mas com
um pé nas raízes do estilo, lembrando
clássicos como Exodus, Slayer e Testament.
Igor executa três funções da maneira competente,
apresentando timbre de voz agressivo e compreensível. O cara
também usa a guitarra para despejar riffs furiosos e solos de
bom gosto, além de cuidar do baixo. Allem Villela não
fica para trás e domina as baquetas com precisão.
Mostrando preocupação na apresentação, a
capa de Jobert Mello agrega valor ao material e confirma a afirmativa
de que sobra profissionalismo na Facínora.
Se "Born In Fear"é apenas o "tira
gosto", o que virá no prato principal?
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