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Mesmo
com tantas vertentes derivadas do Metal, há
bandas com propostas impossíveis de serem rotuladas,
e a Dark Tower é uma delas.
Pelo menos em "Lord Ov The Vast Lands",
o quarteto passeia pelo Heavy, pelo Thrash, pelo Death
e pelo Black, misturando diferentes estilos e ao mesmo
tempo inserindo características próprias,
o que gera identidade.
Predominam os vocais guturais, mas há passagens rasgadas e
eventualmente, limpas. As linhas de guitarras são agressivas e
ao mesmo tempo melódicas, lembrando os trabalhos de Michael
Amott. As levadas de bateria são dinâmicas, variando
constantemente do cadenciado ao extremamente rápido. Quanto ao
baixo, não fica atrás e cobre com perfeição
os espaços não preenchidos pelos outros instrumentos.
Completando o profissionalismo do material, uma produção
de alto nível, provando que os estúdios brasileiros
evoluíram consideravelmente.
Caso o leitor necessite de referências para entender a proposta
da Dark Tower, Vintersorg e Opeth são bons exemplos.
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