| Investindo
no Black Metal ríspido, originado na escola norueguesa,
a Crepúsculo dos Ídolos chama a atenção
pelo nome, o qual é baseado na obra clássica
de Nietzsche. Lendo o encarte, observamos que apesar das
repetições de termos, as letras (felizmente
em português) fogem das blasfêmias e pregações sem
sentindo, mostrando conhecimento sobre as obras
do filósofo citado, além de Aleister Crowley
e Anton Szandor La Vey. Ponto positivo, pois o público
quer algo inteligente, uma vez que o cenário está
saturado de adorações plagiadas e muitas
vezes contraditórias, chegando a confundir ateísmo
com satanismo.
Passando para o áudio, não há
novidades em relação às composições.
Os integrantes cumprem o prometido, mostrando domínio
sobre os instrumentos, mas falta um diferencial, algo que
unido as letras, destaque o trabalho da banda. Infelizmente
o mercado está competitivo e o fato de saber tocar,
não é garantia de reconhecimento. Não
podemos esquecer que a produção, anacrônica
neste caso, é um item importante na busca
de uma sonoridade singular.
Há talento, como observado em "Deicídio
Satã Cristo". O alcance da identidade é
uma questão de tempo. |