Uma
revolução no cenário nacional. É
assim que se pode definir este álbum. Marcando a
estréia do guitarrista Andreas Kisser e o término
de contrato com a Cogumelo Records, Schizophrenia mostra
um álbum pesado, agressivo e sem apologias religiosas
(como nos antecessores Morbid Visions e Bestial Devastation).
Músicas como Escape To The Void e R.I.P., que abriram
as portas para o mercado externo, até hoje são
tocadas, tornando - se clássicos não só
do Metal Nacional, mas da música extrema mundial.
Não é ao acaso que no início dos anos
90, era comum ver bandas como Obituary utilizarem camisetas
dos “Brazucas”, além de uma série de agradecimentos
em diversos álbuns de grandes nomes da época.
"Beneath The Remains" e Arise podem ser o auge
em termos de produção, mas em agressividade,
Schizophrenia é insuperável. Há tanta
riqueza de composições que as garfes de inglês
são perdoadas. Se hoje Angra, Shaaman e Krisiun conquistaram
o público mundial, isso teve início com Sepultura.
Infelizmente, depois de 1994 resolveram
tomar outros rumos, perdendo as características que
fizeram deles uma das melhores bandas do mundo. |