O
ano é 1988, ano que era lançado o grande "Seventh
Son of a Seventh Son", do Iron Maiden, porém
uma certa banda americana também planejava seu novo
trabalho para este mesmo ano, a banda se chamava Queensryche
e seu play era nada mais nada menos que o Operation: Mindcrime.
Comparação um pouco estranha esta, mas que
foi dita por Bruce Dickinson, vocal do Maiden, que perguntando
sobre o Seventh Son, disse sem pestanejar, que ele soava
um tanto quando fraco, perante o Operation: Mindcrime.
Que fique aqui escrito que esta
não é uma opinião minha, eu particularmente
não acho essa comparação válida,
pois os dois álbuns certamente estão marcados
como dois clássicos do Heavy Metal, mas acho importante
também ter as palavras do Dickinson acima registradas
, afinal ele não é nenhum louco, sabe muito
de música, além de ser um dos maiores vocalistas
do mundo.
Operation: Mindcrime é um CD forte,
um trabalho conceitual, tento todas as suas 15 canções
interligadas no mesmo tema, uma obra primorosa, criada em
um daqueles momentos mágicos, que na maioria das
vezes surgem apenas uma vez na vida, sem direito a cópias
e clichês. É a fase mais perfeita de uma banda,
onde todos os instrumentos soam precisos, os vocais minuciosamente
encaixados. Não seria possível achar um deslize,
um defeito, nada é demais, é tudo feito com
um feeling sobrenatural. Como eu havia dito acima, mágico.
É dificil de citar um destaque
no álbum, mas acredito que Suite Sister Mary, com
participação da cantora, Pamela Moore e as
clássicas, I Don't Believe in Love, Eyes of a Stranger
estejam acima das outras.
Chris de Garmo e Michael Wilton,
guitarristas e Geoff Tate, vocalista, mostram que são
excelentes músicos, mas também grandes compositores,
pois o trio assina todas as faixas do álbum.
Com 59:16 minutos, onde grandes
músicos como Darrel Dane (Nevermore), destacam como
um dos melhores CDs de suas vidas. Um play do cacete! |