| Quase
uma década sem um álbum de inéditas
e a conclusão que temos é de que a espera
foi válida, pois o novo álbum do Testament
está simplesmente matador.
Refrescando a memória, antes deste, o trabalho
mais recente foi "The Gathering", de 1999, considerado
por muitos o mais técnico da banda. Se alguém
citar o "First Strike Still Deadly", gravado
em 2001, lembramos que se trata de uma coletânea
regravada.
Nos primeiros instantes de "For The Glory Of...",
pequena introdução instrumental, guitarras
fenomenais aliadas ao baixo preciso e ao conhecido dinamismo
de Paul Bostaph, um dos bateristas mais conceituados do
cenário Thrash. Em pouco mais de um minuto, Erik
Peterson e Alex Skolnick mostram que não estão
para brincadeiras e despejam riffs, duetos e solos que
empolgam o ouvinte e resumem a essência de "The
Formation Of Damnation". Já em "More
Then Meets The Eye", segunda faixa, Chuck Billy colabora
com sua voz de timbre singular e agressivo, e Greg Christian
obtém mais espaço para mostrar seu trabalho,
provando que o entrosamento com demais músicos
está perfeito. De "The Evil Has Landed"
até "Leave Mo Forever", um festival de
composições pegajosas, ricas em arranjos
e mudanças de ritmos, mas sem perder a pegada característica
do Testament.
A criatividade do quinteto seria suficiente para justificar
a aquisição do disco, mas a mixagem de Andy
Sneap e a presença de um DVD Bônus na versão
brasileira, contendo Making Of, fotos e as músicas
do CD com letras no monitor, são argumentos
extras para convencer o consumidor.
Aos que se surpreenderam com o caminho traçado
por esta banda após a segunda metade dos anos 90,
afirmamos que "The Formation Of Damnation"é
uma fusão turbinada dos álbuns "Demonic"
e "The Gathering". |