Não
posso dizer que sou um grande fã da banda, mas sim,
um admirador do trabalho do vocalista Russell Allen. Duas
coisas que não me agradavam em discos anteriores
do Symphony X, eram o excesso de virtuosismo e passagens
intrincadas, na minha opinião, um melhor aproveitamento
do talento de Allen, que poderia mostrar muito mais do seu
potencial. Quanto aos exageros das virtuoses instrumentais,
poderia haver mais melodia, riffs mais marcantes, para contrabalancear
os excessos de Michael Romeo.Talvez muitos não concordem
(com certeza muito guitarrista baba para a técnica
inegável do Michael Romeo), mas assim, como bandas
como Dream Theater, que possui também músicos
muito virtuosos e técnicos, as vezes o som agrada
mais a um público específico, pois acredito
que poderiam valorizar mais as melodias e o feeling, ao
invés da dita técnica.
Bom, mas “Paradise Lost” pode ser um divisor de águas
na carreira do Symphony X, neste novo álbum, uma
das coisas que gostei de cara foram os riffs, mais marcantes,
mais pesados, alguns quase Thrash, como na abertura com
“Set The World On Fire”, com ótimos riffs de M. Romeo
e com Allen variando bastante, com vocais bem agressivos,
mostrando toda sua técnica.
O principal, que me deixou animado a ouvir o álbum
todo e finalmente poder dizer que gostei de um CD da banda,
foi a performance de Russell Allen, que está bem
mais livre, cantando muito mesmo, a ponto a faixa título,
que prima pelas belas melodias e pela grande performance
de Allen, uma das melhores músicas da banda em minha
opinião. A faixa “The Sacrifice”, também segue
uma linha mais melódica e também é
um dos destaques, ao lado das já citadas.
Enfim, um álbum diferente de outros trabalhos do
Symphony X, que não deixará de agradar quem
já era fã, principalmente dos malabarismos
técnicos, mas com certeza, trará outros novos,
pois a banda primou mais pelo feeling, mostrando que o Prog
Metal pode sim ser técnico, mas também soar
agradável aos ouvidos, sem ser cansativo e exagerado,
restringindo - se a um público muito específico.
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