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Presenciar a Predator no palco e não se empolgar
é difícil, pois o trio é responsável
por um Death Metal técnico, energético
e contagiante, fato comprovado durante o oitavo Bob
Rock Festival. Após o evento, surgiu a curiosidade
de ouvir algum registro de estúdio e recentemente
recebemos "Homo Infimus", novo trabalho.
A primeira impressão agrada, contando com
arte gráfica caprichada e produção de nível
internacional, que permite a nítida audição de
detalhes e reforça a posição do AML como
estúdio destaque.
Analisando individualmente, observamos linhas de
guitarras criativas, com peso, agressividade e bom gosto para solos. O
baixo foge do convencional e torna as composições mais
interessantes. A bateria é precisa, extremamente variada e com
viradas inesperadas. O vocal é gutural e compreensível,
permitindo entender as letras com facilidade.
No conjunto, destacamos a imprevisibilidade,
não faltando alterações de velocidades
e quebradas bem encaixadas, no melhor estilo Death
e Morbid Angel. Basta ouvir "El Dia Del Toro",
"You Are What We Were", "You Will Be
What We Are", "Storms Of Death" e "Samurai
Spirit" para entender nossos comentários.
Sonoridade surpreendente e além
das expectativas. Sem dúvidas, um dos melhores
álbuns do ano e um ótimo investimento
por parte da Prefeitura de Caxias do Sul (RS). Infelizmente
faltou o vídeo - clipe, mas isto não
compromete a avaliação.
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