Em
atividade desde o final dos anos 80, sendo um dos ícones
do Doom e precursores do Gothic Metal, começou
sua discografia com álbuns ríspidos e diretos,
perdendo peso e ganhando melancolia a cada trabalho, sendo
que após metade dos anos 90, elementos metálicos
não eram mais observados e o rótulo mais
aceito era de Gothic Rock.
Surpreendentemente, In Requiem traz a sonoridade presente
no Draconian Times com passagens que nos lembram o "Icon",
ou seja, o peso foi resgatado.
Greg Mackintosh ainda é o principal compositor,
criando melodias fantásticas e mostrando domínio
não só como guitarrista, mas também
como tecladista. As partes acústicas executadas
por Aaron Aedy criam atmosferas indispensáveis,
e suas bases, repletas de feeling, contribuem para as
pitadas de agressividade. Nick Holmes, responsável
pelas letras, continua com a inconfundível e dinâmica
voz, fator que começou a ser explorado após
o "Shades Of God" (nos três primeiros
álbuns, os vocais eram guturais). Ainda em relação
aos vocais, trabalhos de backing como os observados em
"The Enemy", merecem destaque. Steve Edmondson
e Jeff Singer formam uma cozinha coesa e precisa, somando
elogios ao trabalho.
Sem dúvida, o melhor álbum desta banda nos
últimos 12 anos, servindo de presente aos fãs
mais antigos que há muito esperavam pela velha
Paradise Lost.
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