Há uma nova geração que desconhece
o real conceito de Hardcore e se ilude com propagandas
enganosas. Renegam as raízes e os representantes
dignos, sendo que Ramones, Misfits, Dead Kennedys, The
Exploited, G.B.H. e Agnostic Front nem entram na lista
de bandas preferidas. Os "pseudopunks" trocaram
os moicanos pelas franjas, e as atitudes pelas lamentações
amorosas. Para piorar, montam bandas sem criatividade
que a mídia lança com o sufixo "melódico"
para justificar a mudança de foco. Good Charlotte,
My Chemical Romance, NX Zero e Fresno são exemplos
claros do que acabamos de comentar.
Nem tudo está perdido e músicos como os
holandeses da No Turning Back resgatam a verdadeira essência
do Hardcore, como podemos observar em "Holding On"
que chega ao nosso território com um atraso aproximado
de dois anos. O álbum mostra uma sonzera característica
do cenário nova - iorquino, com guitarras empolgantes,
vocal agressivo, bateria dinâmica e baixo bem encaixado,
este último instrumento mais evidente em "Sick
And Tired". Predominam músicas
curtas, energéticas e cheias de feeling, com excelente
dosagem de passagens rápidas e cadenciadas, tornando
a audição consecutiva incansável.
Um trabalho que certamente será negado pelos Emos
e apreciadores das bandas californianas, mas adorado pelos
admiradores de Madball, Cro Mags, Ratos de Porão
e D.R.I., podendo atingir público diversificado,
do Punk Rock ao Thrash Metal.
Aos que valorizam produção, o álbum
apresenta ótima gravação, mixagem
e masterização, além de uma embalagem
luxuosa e encarte em forma de pôster.
|